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Barriga inchada todos os dias? Eis as causas - e as soluções

A distensão abdominal, mais conhecida por barriga inchada, conta com um número variado de causas, sendo a mais comum uma dieta alimentar desequilibrada, rica em alimentos que interferem com a produção de gases no intestino.

Foto: Pexels
30 de maio de 2022 Ana Filipa Damião

É muito provável que pelo menos uma vez na vida se tenha sentido com a barriga demasiado inchada: não é incomum. A sensação de barriga inchada pode manifestar-se fisicamente de diversas formas, tendo tantas causas como consequências que acabam por afetar o nosso quotidiano.

"Ainda que possa ser bastante incómodo, parte das causas de inchaço abdominal são perfeitamente naturais e, em certa medida, desejáveis", esclarece Joana Jacinto, nutricionista. "O gás responsável pelo inchaço abdominal pode resultar da deglutição de ar, ingestão de bebidas com gás, toma de certos medicamentos, intolerâncias, síndrome de má absorção, entre outros. Contudo, na sua maioria, a dieta é responsável por grande parte da variação de produção de gases sendo resultado da "digestão" das nossas bactérias intestinais." Assim sendo, a primeira causa a descartar será uma possível intolerância ou sensibilidade alimentar, como à lactose ou ao glúten, avisa a especialista.

Mas como descobrir o que nos faz mal? A maior causa prende-se ao consumo de alimentos ricos em FODMAPS, "termo utilizado para classificar grupos de hidrato de carbono com maior fermentação a nível intestinal", responsáveis pela sensação de inchaço, distensão abdominal, produção excessiva de gases e dores de estômago. Embora a solução imediata passe por reduzir a sua ingestão destas "comidas", é importante ressalvar que elas são essenciais para uma boa saúde intestinal e sistema imunitário. Por exemplo, as leguminosas e os vegetais de folha verde escura não devem ser proeminentes na dieta, mas também não devem ser totalmente eliminados pois, "para além de assegurarem um suficiente aporte de micronutrientes, anti-inflamatórios e outros compostos essenciais, são ainda excelentes fontes de fibra solúvel, um excelente "alimento" (os chamados pré-bióticos) para as nossas bactérias intestinais."
Assim, deve reduzir o consumo de:

  • Trigo, alho, cebola, centeio, amaranto, cevada, água de coco, chá de camomila, vinho e rum;
  • Produtos lácteos como leite, iogurte, queijo creme;
  • Frutas como maçã, damasco, cereja, figo, manga, nectarina, pêssego, pera, ameixa, melão e amoras;
  • Vegetais como espargo, couve de bruxelas, couves em geral, chicória, alcachofra, alho francês, cogumelos e ervilhas tortas;
  • Adoçantes como agave, xarope de milho, mel e adoçantes utilizados em produtos "sem açúcar" (sorbitol, manitol, xilitol e isomalitol) como os que encontramos nas pastilhas elásticas;
  • Todo o tipo de feijão, grão, lentilhas, soja, ervilhas e massa (trigo).

Invés, deve privilegiar a ingestão de:
  • Frutas como banana verde, mirtilos, kiwi, mandarina, laranja, papaia, abacaxi, morangos e maracujá;
  • Legumes como rebentos de feijão, pimento, cenoura, beringela, couve kale, tomate, espinafres curgete, abóbora chinesa, agrião, canónigos e rúcula;
  • Adoçantes como sacarina e stévia;
  • Fontes de hidrato de carbono como arroz basmati ou integral, batata doce (de preferência cozida), quinoa cozida, couscous de espelta, millet cozido, mandioca, inhame e massa de arroz.


Tendo em conta a extensa lista de produtos que lhe podem estar a causar desconforto, Joana Jacinto aconselha a adoção de um diário alimentar onde, para além dos alimentos que ingere, também anote os seus problemas mais frequentes. Depois de cruzar os dados, identificará facilmente aquilo que deve reduzir ou consumir em maiores intervalos de tempo.

"A suplementação com enzimas digestivas, desde que devidamente recomendada por um profissional, poderá também resultar numa melhoria de queixas, uma vez que auxilia no processo digestivo. Além de causas alimentares, as mulheres (e pessoas com útero) podem ainda inchar com o calor, o ciclo menstrual, retenção de líquido por deficiência vascular, entre outros fatores, conclui a nutricionista.

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Saúde, Educação, Barriga Inchada, Dieta Alimentar
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