Moda / Tendências

Dior alta costura inverno 2022: guarda-roupa para vestir um mundo melhor

A diretora criativa da marca francesa marcou a sua posição no que toca aos direitos das mulheres, mas não só, numa coleção inspirada nos trabalhos da artista ucraniana Olesia Trofymenko. O desfile de alta costura outono/inverno foi apresentado em Paris, esta terça-feira, 5.

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05 de julho de 2022 Rosário Mello e Castro

Quando Maria Grazia Chiuri decide receber os jornalistas vestindo uma das peças-statement da sua primeira coleção para a Dior, sabemos que não se trata de uma coincidência. Seis anos depois da sua estreia, a diretora criativa regressou à emblemática t-shirt branca estampada com a frase "We should all be feminists", título do livro-manifesto da escritora Chimamanda Ngozi Adichie, grito de uma geração que continua a lutar pela igualdade de género. O momento aconteceu antes do desfile de alta-costura da maison francesa para o próximo inverno, uma conversa sobre ideias que esbarram com a perda de direitos das mulheres nos Estados Unidos da América ou com a guerra que paralisa a Europa.

A Moda também é "tomar consciência", disse Chiuri aos jornalistas, lançando o mote para uma coleção que teve como base os trabalhos da artista de Kiev, Olesia Trofymenko, mas que quis relfetir sobre o mundo, cruzar culturas que acharíamos nada ter em comum, o folk no centro de tudo. A simbologia sagrada da Árvore da Vida ajudou a transformar algodão, crepe de lã, seda ou caxemira em peças incrivelmente detalhadas – vestidos e casacos compridos em maioria, cada cor trabalhada em vários tons – que ganharam consistência através de delicados bordados. Uma espécie de guarda-roupa para um mundo melhor ou, como se sugere nas notas da coleção, o sonho da pluralidade, mesmo que momentâneo.   

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