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5 dias a usar produtos de beleza sólidos

Durante cinco dias trocámos alguns dos produtos da rotina de beleza por alternativas sólidas. Com menos embalagem e menos plástico, só resta saber uma coisa: os produtos funcionam?

Foto: Getty Images
28 de dezembro de 2020 | Joana Moreira

Para limpar o rosto

Há qualquer coisa de especial em lavar a cara com água e sabão que nos remete para outros tempos. Com a barra de limpeza Gamila a sensação é acentuada pelo cheiro peculiar do produto, que lembra o sabão azul e branco usado pelas avós e que atravessa gerações. Mas a sensação na pele não se compara em nada à do produto português, que retirava toda e qualquer hidratação da pele. Aqui, o oposto acontece: a pele fica limpa, mas também suave e, mais importante, confortável. Depois de molhar o rosto, humedece-se a barra com água e massaja-se diretamente na pele até formar uma textura cremosa. Seguindo a indicação da marca, deve-se deixar atuar o produto alguns segundos até retirar com água. Assim fiz com a versão Precious Pomegranate, adequada a pele sensível ou reativa. A textura do produto tornou a experiência da limpeza tão prazerosa que não o usei só na limpeza matinal, como também à noite, como segundo passo no processo de double cleanse (ou seja, após utilizar o primeiro produto desmaquilhante). O produto vem numa caixa de cartão, o que facilitará a sua reciclagem.

Barra de limpeza Precious Pomegranate, € 25, Gamila Secrets, na Perfumes & Companhia
Barra de limpeza Precious Pomegranate, € 25, Gamila Secrets, na Perfumes & Companhia

Quando se pensa num produto de limpeza Chanel talvez não se pense de imediato num sabonete, mas antes num packaging que ostente a marca francesa e que ainda ajude a uma Instagram "shelfie" (um termo que brinca entre a palavra selfie e prateleira, e que é utilizado aquando da partilha de fotografias de produtos de beleza). Este sabonete, da coleção de desmaquilhantes da linha Sublimage, passou relativamente despercebido aquando do seu lançamento. É no entanto uma experiência de luxo concentrada num objeto que dá pena usar, claro está, pois desaparece sem deixar rasto (como de resto é o propósito de um sabonete). E o luxo encontra-se nos detalhes: no aroma, abaunilhado sem ser enjoativo, na textura rica da espuma que dá gozo aplicar no rosto, e no estado em que deixa a pele: limpa, suave e confortável. Com a experiência acabei por perceber que funciona melhor quando aplicado nas mãos húmidas, fazendo movimentos circulares e criando a consistência certa antes de aplicar no rosto.

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Sabonete de limpeza, da linha Sublimage, € 95, Chanel
Sabonete de limpeza, da linha Sublimage, € 95, Chanel

Para lavar o cabelo

Houve claramente um boom de champôs sólidos a surgir no mercado no último ano. Este, da marca portuguesa Real Saboaria, parte do mesmo princípio que muitos outros ao ter uma fórmula concentrada que dura mais do que um champô líquido e uma embalagem que tem um menor impacto no ambiente - tem apenas uma compacta cartonagem. O que é que o distingue? Desde logo a consistência do produto. É algo que na primeira utilização se sente e que, ao longo dos dias, se confirma. Muitos champôs sólidos, com o tempo e a própria humidade da casa de banho (daí que algumas marcas sugiram até que se mantenha o produto noutra divisão da casa, mais seca), começam a perder a forma, desintegrando-se ou amolecendo. O ideal é mantê-los numa caixa ou numa saboneteira, mas nem sempre é suficiente. Daí a surpresa ao encontrar um champô bem compacto e que assim se mantem após cada utilização. Utilizá-lo não poderia ser mais simples: basta esfregar o champô entre as mãos molhadas até obter uma espuma (ligeira, não vi mais do que isso mesmo com insistência) ou aplicar diretamente no couro cabeludo. O resultado é uma verdadeira sensação de limpeza – ajudada também pela fragrância, que remete para algas marinhas, oceano e tudo o que é frescura.

Champô sólido Algae, € 6,50, Real Saboaria, em realsaboaria.com
Champô sólido Algae, € 6,50, Real Saboaria, em realsaboaria.com
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Para hidratar o corpo

E se uma barra de massagem não tiver de ser uma barra de massagem? Pois bem, este produto da marca inglesa Lush fez as vezes de óleo/creme de corpo nos dias em que me propus a esta experiência de trocar produtos líquidos por sólidos. Tem um aroma quente, graças ao óleo de gengibre, pimenta-preta e baunilha. E deixa a pele hidratada todo o dia sem estar oleosa. Nos meses mais quentes a barra está praticamente pronta a usar, basta passa-la pelo corpo. Nesta altura, é preciso aquecê-la um pouco com as mãos antes de a fazer deslizar pela pele. Pela sua forma, é também perfeita para massajar e aliviar dores musculares – afinal, é mesmo para isso que ela serve. Mas independentemente do propósito, no final o desfecho é o mesmo: uma pele hidratada, perfumada e confortável. E sem gerar desperdício.

Barra de massagem Hottie, € 9,95, Lush
Barra de massagem Hottie, € 9,95, Lush

Para esfoliar a pele

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Encontrar uma versão sólida de esfoliante de corpo não é fácil, mas a The Body Shop tem uma proposta. Trata-se da barra esfoliante da gama British Rose. Atenção à primeira utilização, já que o produto é muito suave ao toque no primeiro contacto e aparenta ser um simples sabonete. Só depois de estar em contacto com a água e de o massajar durante um bom minuto na pele é que as partículas esfoliantes vêm ao de cima, provocando o atrito na pele e fazendo assim uma esfoliação mecânica. A ideia é fazer-se deslizar a barra por todo o corpo onde se queira esfoliação, com movimentos circulares. O aroma é agradável (para os fãs da flor, já que tem pétalas e extrato de rosa britânica), mas a esfoliação só é conseguida nas zonas da barra em que estão os pequeníssimos pedaços, o que não facilita o processo nem o torna homogéneo.

Barra esfoliante British Rose, € 4, The Body Shop
Barra esfoliante British Rose, € 4, The Body Shop
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