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Beleza / Wellness

Tatuagens. Onde dói mais – e menos – fazê-las?

Uma especialista em medicina geral e um dermatologista respondem.

Angelina Jolie
Angelina Jolie Foto: Getty Images
09 de janeiro de 2024 Rita Silva Avelar

Sempre que nos parece que as tatuagens vão sair de moda, eis que estas se voltam a estabelecer como uma tendência, sobretudo com a chegada das micro tatuagens. Uma prática que tem centenas de anos, e que foi evoluindo – hoje em dia, por exemplo, a maioria dos tatuadores usa tintas vegan e tem todos os cuidados com a utilização dos equipamentos – popularizando-se com os jogadores de futebol, mas também através da música e da Moda, tanto em cima das passerelles como em imagens de street style. Cada vez mais comuns e seguras, há, ainda, alguns cuidados a ter com a escolha das zonas onde tatuar.

"As zonas onde as tatuagens são mais dolorosas são aquelas onde existe maior densidade de nervos sensitivos da pele, associadas a uma pele mais fina e com maior proximidade a regiões ósseas superficiais, com menos gordura e camadas musculares", esclarece Inês Espiga de Macedo, especialista em Medicina Geral e Familiar do Hospital Lusíadas Porto.

 Inês Espiga de Macedo, especialista em Medicina Geral e Familiar do Hospital Lusíadas Porto
Inês Espiga de Macedo, especialista em Medicina Geral e Familiar do Hospital Lusíadas Porto Foto: DR

"Assim, as zonas mais dolorosas são a região cervical e do rosto, na região torácica, próxima às costelas e mamilos, a região púbica e a periumbilical. Adicionalmente, a zona dos pés até ao tornozelo e ainda pontos de maior inervação e com vasos superficiais ao nível do cotovelo e dos joelhos", refere.

Por outro lado, onde menos dói é em "toda a região das costas, exceto pela linha central onde existe a coluna vertebral, por ser uma região com pele mais espessa, com espessa camada muscular subcutânea e menor enervação sensitiva. O mesmo se aplica à região posterior dos braços e à região lateral das coxas", aponta a médica. "Importa salvaguardar que a dor é composta por elementos biológicos, psicológicos e sociais, o que justifica a variabilidade interindividual que pode existir."

E que efeitos tem as tatuagens a longo prazo na pele? Luís Uva, dermatologista da Personal Derma, garante que as complicações de pele, por tatuar, são poucas. "No entanto, qualquer tatuagem é uma ferida que exige cuidados durante a sua cicatrização, não deixando de existir possibilidade, nomeadamente, de reações eczematiformes, de alguma vermelhidão, descamação ou situações ainda mais específicas, como reações granulomatosas, liquenoides e pseudo-linfomatosas (nódulos inflamatórios) ou cicatrizes hipertróficas", nomeia. 

Luís Uva, dermatologista da Personal Derma.
Luís Uva, dermatologista da Personal Derma. Foto: DR

Apesar das doenças e complicações relacionadas com as tatuagens serem raras, em qualquer caso, "é recomendado, primeiro, consultar um dermatologista e obter instruções sobre o método do tatuador para garantir a segurança em todo o procedimento", avança o médico.

Sobre a remoção em si, um passo cada vez mais acessível e que muitos dão por estarem descontentes com o resultado, esta varia de caso para caso, conforme a profundidade que a tinta atingiu na pele. "Quando feito com um laser, nomeadamente os lasers ‘Erbium Fracionado’ e o ‘Picossegundos’, a remoção de tatuagens é segura e eficaz, visto serem equipados com tecnologia avançada que pode remover com eficácia os pigmentos da tinta sem danificar a pele em redor", explica Luís Uva. Este procedimento deve ser sempre feito por um dermatologista ou cirurgião plástico. "Os mesmos farão uma avaliação precisa, tendo em consideração fatores como a localização da tatuagem, a sua extensão e profundidade, as características da pele do paciente ou a idade da tatuagem", remata.

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