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A conjunção de Júpiter a Neptuno em Peixes estará exata a 12 de abril de 2022, mas começará a sentir-se a 30 de março de 2022. Coincidência?

Foto: Pexels
22 de março de 2022 Andrea Pereira

A astrologia verifica os factos da realidade com a visibilidade dos astros a partir da Terra. E assim se foi criando e evoluindo, nesta correlação constante do que se vai e foi observando entre a Terra e o Céu. Hoje, não é diferente, continuamos a construir múltiplos sentidos.

Ao relembrarmos a última vez que Júpiter e Neptuno estiveram em conjunção, sob a constelação de Peixes, vamos perceber que essa mesma conjunção aconteceu em 1856, no mês de março, e que durante a sua vigência terminou a guerra da Crimeia, no dia 30 de março respetivamente, com a assinatura do Tratado de Paris. Por esta altura, Úrano estava igualmente no signo de Touro, como atualmente. Nessa altura a Rússia perdia o conflito com uma aliança da França com o Reino Unido, o Império Otomano e o Reino da Sardenha. 

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Passados 166 anos, eis que a história nos confronta com um conflito que põe em risco a relação entre a Aliança do Atlântico e a Rússia. A conjunção de Júpiter a Neptuno em Peixes também se repete e estará exata a 12 de abril de 2022, mas começará a sentir-se a 30 de março de 2022. Coincidência? Esperemos, para perceber.

A conjunção de Júpiter a Neptuno em Peixes tem feito furor no mundo da Astrologia. Ambos os planetas estão em casa, em Peixes, e Peixes é o último arquétipo do Zodíaco, considerado aquele onde há uma dissolução entre o eu e o divino. É o arquétipo da totalidade e da transcendência. Para entendermos melhor as implicações que Neptuno e Júpiter têm vamos olhar para cada um destes planetas.

Se Neptuno é a consciência da totalidade, da transcendência e do infinito, Júpiter é onde se contacta com essa totalidade e se formula o conhecimento a partir das verdades naturais, as filosofias, as religiões. Sendo que Neptuno está ligado aos diferentes tipos de consciência individual como nação, cultura, país, raça. Júpiter representa a exploração de diferentes realidades, das viagens e dos processos migratórios, assim como da transmigração de ideias. Por outro lado, Neptuno é o sistema imunitário e Júpiter é o sentido de humor que dá uma saúde natural, uma luz interior. Ambos são a imensidão, o exagero e juntos acentuam essa qualidade de algo enorme que pode ter lugar no planeta Terra, na Natureza, na história humana.

O que esperar da conjunção?

De 30 de março a 11 de abril, Júpiter vai estar a aproximar-se de Neptuno para depois o ultrapassar no dia 12 de abril, dia da conjunção exata.

A 30 de março Saturno, Marte e Vénus está juntos no Céu em quadratura aos nódos e percebe-se que acordos poderão estar na mira. No entanto, a escolha entre a intensidade da guerra e a simplicidade da paz não é certa. No entanto com a conjunção dos dois planetas em sextil ao nódo norte poderá mesmo haver uma fruição benéfica destes dois planetas em conjunção. No entanto, a junção de dois planetas tão intensos poderá ter uma expressão exagerada de poder bélico. Infelizmente, isso não está fora da órbita de interpretação destes dois planetas juntos. Para além desse lado negro desta conjunção, a quadratura aos nódos lunares de Saturno faz com que qualquer acordo assinado nesta altura seja demasiado frágil e dado a recuos.

Com Júpiter a aproximar-se de Neptuno, estamos a chegar ao fim de um conjunto de ideias, valores e até de um percurso espiritual que começamos nos últimos doze anos. No mapa individual de cada um, pode ser a altura em que fazemos a viagem dos nossos sonhos, começamos a estudar meditação ou ganhamos mais interesse na análise de sonhos. Se for o lado da desilusão a ficar ativo, podemos apercebermo-nos que muito do que achávamos verdade afinal não passou de uma ilusão. A desilusão pode ser das experiências mais difíceis de viver. Pode ser um momento em que nos enchemos de fé e em que somos recompensadas por essa alma cheia de luz. Peixes é o arquétipo da compaixão, e essa pode atingir níveis incríveis à medida que processos migratórios têm lugar.

A partir de 12 de abril há um novo início da consciência coletiva. O conhecimento sobre o que representa a humanidade estará transformado e visões de nacionalismos podem mudar a sua forma. Uma nova espiritualidade pode surgir e ao nível individual pode ser que tenhamos uma fé transformada. Irá sentir-se até aos 26º de Peixes, dia 25 de abril, altura em que Vénus se junta, trazendo óculos cor-de-rosa à realidade. A título individual o amor pode explodir, no coração, na consciência, espiritual e não apenas no domínio físico. Será? Veremos.

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