Entre espelhos e intenções. A Máxima com Matilda, nos bastidores do lançamento de “Meu Norte”

Cantar sobre sentimentos? Obviamente cool.

Matilda do Carmo - BTS V3
31 de janeiro de 2026 às 15:07 Patrícia Domingues

Nos bastidores, Matilde move-se com a naturalidade de quem sabe exatamente onde está - mesmo quando canta sobre a dúvida. Entre luzes prateadas, tecidos que refletem como constelações e uma presença serena mas magnética, a artista portuguesa apresenta-se como uma estrela-guia contemporânea: luminosa, intuitiva e profundamente ligada à emoção. Meu norte não é apenas um novo single - o terceiro que antecipa o seu álbum de estreia. É uma declaração de identidade.

Crescer rodeada de música nunca foi um peso, mas um chão. O legado de Carlos do Carmo existe, claro, mas vive nela sobretudo como memória afetiva, como colo e não como comparação. Matilde/a carrega essa herança com leveza, escolhendo outro idioma sonoro: um pop melodioso com contornos de r&b, feito de confissões suaves e verdades que nos atravessam a todas. Canções sobre amor, sobre perder o rumo, sobre aquelas pessoas que funcionam como bússola quando tudo à volta parece desfocado.

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Nestes momentos captados em behind the scenes, vê-se mais do que uma artista a preparar um lançamento. É uma miúda cool, segura da sua visão estética, que entende a imagem como extensão da música. Vestida de prateado, quase etérea, Matilda encarna a metáfora da Estrela Polar: aquela que não impõe caminhos, mas indica direções. E talvez seja isso que a torna tão relevante no presente da música portuguesa, capacidade de iluminar sem ofuscar, de ser norte sem nunca deixar de ser humana. 

Mulher com vestido comprido de seda posa num sofá vermelho Foto: Canhaphoto

Quem guia o caminho

Equipa Matilda do Carmo

Como em qualquer constelação, chegar ao nosso norte é mais fácil quando não estamos sozinhos. Cada estrela que nos guia - uma amiga, uma família, uma colaboração - forma juntos o mapa que nos orienta. É essa rede de afetos e criatividade que ilumina Meu Norte para além da música.

No lançamento do single, essa luz tomou forma física: a joalheira Juliana Bezerra criou uma peça única, inspirada na Estrela Polar e na estética prateada de Matilda, transformando a simbologia de orientação e afeto em talismã contemporâneo. E não foram sozinhas: a parceria de longa data com Francisca Cabral, conhecida como Maria Morango, tornou-se um motor criativo essencial. Da amizade nasceu a direção artística que transforma cada detalhe do lançamento em experiência visual e emocional.

Matilda nos bastidores do lançamento de "Meu Norte"
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