Lídia Franco, Mia Fernandes e Tânia Graça: no dia internacional do orgasmo, três gerações de mulheres conversam sobre sexualidade
Dos novos códigos do desejo ao impacto da pornografia, passando pelos tabus que persistem e pelas liberdades que julgávamos conquistadas, três formas distintas de pensar o sexo, o amor e a intimidade.
Falar de sexualidade é falar de muito mais do que sexo. É falar de intimidade, desejo, identidade, poder, liberdade, medo e da forma como aprendemos - ou não - a habitar o nosso próprio corpo. Apesar de atravessar todas as idades e todas as dimensões da vida, continua a ser um território envolto em silêncio, desconforto e preconceito. Nesta edição, decidimos olhá-lo de frente. Depois de uma sessão fotográfica que reuniu três mulheres de gerações e percursos distintos, Mia Fernandes, Tânia Graça e Lídia Franco sentaram-se à conversa com Rosário Mello e Castro, diretora da Máxima. Mia traz a inquietação e a franqueza de uma geração Z que cresceu entre a exposição digital e a procura de novas formas de amar; Lídia oferece a memória, a experiência e a liberdade conquistada por quem assistiu a profundas transformações sociais; e Tânia, sexóloga, acrescenta o olhar clínico de quem escuta diariamente os desejos, os receios e as contradições da intimidade contemporânea.
Entre o amor nos dias de hoje, o impacto da pornografia nas crianças, nos jovens e nos homens, e os sinais de um inquietante retrocesso nos direitos e nas liberdades, a conversa percorre aquilo que raramente se diz em voz alta. Sem respostas fáceis, mas com a honestidade necessária para quebrar um dos nossos últimos grandes tabus.
Começámos aqui por esta ideia de liberdade é uma das coisas que tu, Tânia, falas muito nas redes sociais e no teu trabalho. Uma das perguntas que mais te fazem é se determinado comportamento é normal. Isso significa que há muito desconhecimento ainda? Continuamos a ter medo de uma mulher que sabe o que é que quer em relação ao sexo e que tem essa informação?
Tânia Graça: Eu diria que mete medo a muitos homens sim. Porque se a nossa sociedade foi criada assente na ideia do homem como a classe dominante - e dominante, nomeadamente, em relação à mulher como sua submissa - quando há aqui uma emancipação e nós chegamos a um lugar em que temos mais liberdade, mais independência, e, portanto, até mais critérios, nós já não temos de nos relacionar com um homem para nos emanciparmos, para casar e para ser mãe. Já não são esses os únicos papéis.
Sim, não tens de ser financeiramente dependente.
TG: Exatamente. [Os homens deixam de saber] como se posicionar perante esta nova realidade e esta nova interação. E por isso é que temos também muitos movimentos muito assustadores a crescerem no sentido do retrocesso.
Lídia Franco: Uma altura em que isso começou através da arte no período do surrealismo, por exemplo. Em que realmente correspondeu, através das obras de arte que surgiram na pintura ou na escultura, com a mulher querer deixar de ser a musa do homem, não é? E ter o seu prazer.
TG: Evitar o próprio corpo. "O meu corpo não serve para o prazer do outro nem para o serviço ao outro."
LF: Daí a necessidade da liberdade e de também de falarmos com o outro ou com outra, não é?
Mia, isso é um bocado o que também fazes no teu podcast Más Influências. És a representante da geração Z aqui e o que se diz, na verdade, é que têm muito pouco sexo ou menos sexo do que as outras gerações anteriores. Estás ativamente a tentar contrariar esta tendência?
Mia Fernandes: Não, pelo contrário, eu acho que a intimidade é uma coisa muito pessoal e que cada pessoa está pronta quando está e faz o sexo que quer fazer. Acho que devíamos sim ter mais liberdade para não ser uma coisa tão tabu e também para ser um assunto que seja mais falado até por questões de segurança. Acho estranho a nossa geração ser a que tem menos relações íntimas, pelo que estão a dizer.
LF: Talvez porque as têm mais virtuais.
MF: Também as pessoas têm mais inseguranças atualmente do que tinham antes. Porque antigamente não havia tantos exemplos como há hoje. Hoje é tudo perfeito. As pessoas são perfeitas na televisão, são perfeitas na pornografia, são perfeitas no Instagram, são perfeitas em todo o lado. Depois uma pessoa olha-se ao espelho [e pensa]: “Eu não sou suficiente”. Obviamente que és, obviamente que és suficiente. Só que estas coisas ficam na nossa cabeça porque é tudo tão perfeito, tão editado e tudo tão polido. Depois ficamos inseguros e não nos sentimos confortáveis em estar à frente de outra pessoa, em expor-nos à frente de outra pessoa.
LF: Nós estamos livres com uma pessoa que amamos, não é? Que o sexo seja uma continuação de todo esse amor.
A pressão para a beleza também influencia depois o comportamento sexual, como há um corpo de verão há um corpo para ter sexo.
TG: Exatamente e há muita evidência científica já nesse sentido, que a autoestima está muito relacionada com os nossos níveis de desejo sexual e capacidade de sentir prazer durante a relação sexual. Por isso, sim.
Queria só acrescentar uma coisa em relação a esta geração ter menos relações sexuais - há aqui outras camadas. Por exemplo, comparativamente aos nossos pais, na nossa idade, que já eram casados e estavam nas suas casas. Nós, a grande maioria, não temos essa liberdade também para viver a sexualidade tão à vontade no nosso espaço.
Em relação ao que a Lídia dizia - dos telemóveis e dos estarmos conectados de outra forma - isto é muito verdade, porque as relações e o sexo implicam um alto nível de vulnerabilidade. E nós, através dos telemóveis, sentimos que estamos em relação, mas protegidos. A rejeição, por exemplo, de abordar-se a alguém e a pessoa dizer “não estou interessada”, é muito mais tranquilo de receber num chat. Então ficamos muito mais ali do que nos pomos no mundo. Ora, não se faz sexo através do telemóvel, ou faz-se, mas só que não envolve, são outros tipos.
Também existe aqui um certo retrocesso do que é que deve ser o papel da mulher e o papel do homem. E a Lídia deve ter vivido isso na pele, porque antes do 25 de Abril nem sequer podia sair do país sem pedir autorização. Sente que agora voltou a haver esses comportamentos, consegue observar isso?
LF: Exatamente. A minha mãe, casada com o meu pai, não poderia nem sequer ir a Espanha comprar caramelos, sem ter autorização do marido.
TG: Mas dizia-me há pouco que era muito diferente, que nós hoje nem imaginamos.
LF: Não imaginam, mas é importante que saibam porque a história repete-se e neste momento as coisas estão mesmo a retroceder e a retroceder mal.
Como é que olha para este retrocesso?
LF: Os homens estão se calhar agora ainda mais confusos do que é ser homem. Daí os problemas enormes que há, da hipermasculinidade [, da manosfera]. Mas há coisas que não mudam assim tanto, porque, por exemplo, falando do assédio, que é evidente que sempre houve, há e continua a haver, mas não é só da parte dos homens para as mulheres. É também na parte das mulheres para os homens. Não sei se isso é conhecido, assim, pela maior parte das pessoas, mas é absolutamente verdade.
A questão é que será, provavelmente, em menos quantidade do que o assédio contra as mulheres.
LF: Se há mais quantidade de homens em certos postos mais importantes.
É uma questão de poder e de equilíbrio. Se os homens continuam a ter a maior parte dos empregos mais poderosos e as mulheres não. Tânia, continuando neste tema da masculinidade tóxica, desse regresso ao conservadorismo, como é que isto influência depois o comportamento sexual, tanto de homens como de mulheres?
TG: Isto para já assusta-me imenso. É importante dizer isto: masculinidade tóxica não significa que ser masculino é tóxico. O que é tóxico são as características que são incentivadas a meninos, a rapazes e aos homens para se provarem enquanto homens. Isso é que é tóxico.
São coisas como: não poder expressar nenhuma emoção, além da raiva, porque essa é a única que é máscula. Terem domínio sobre as mulheres. Terem desprezo por determinados grupos de pessoas, das mulheres, homossexuais... Isto é preocupante porque aumenta os níveis de violência. Voltámos a dinâmicas muito perigosas, nomeadamente para as mulheres que se relacionam com homens, e claro que afeta a nível sexual também, porque esta masculinidade tóxica que fala sobre o domínio e sobre a mulher não tem em conta o prazer da mulher. “Isto é sobre mim, isto é sobre o meu prazer”, que era isto que acontecia também lá atrás.
Aliás, as mulheres até eram ensinadas que o sexo não é uma coisa para elas, eles é que gostam e tu sedes. É o débito conjugal.
Mia, tu também sentes esses tipos de comportamentos? Porque na geração mais nova, a violência no namoro, os comportamentos de controle através do telemóvel, etc., parecem estar a aumentar.
MF: Cada vez mais observo isso. [Existem] mais relacionamentos tóxicos na minha geração.
Em que sentido?
MF: Não necessariamente do masculino para o feminino, dos homens para as mulheres, mas acho que é uma geração em que nos relacionamentos - devido a tudo que nós temos acesso, por exemplo a partilha da localização e querer saber onde é que está a outra pessoa - acabamos por ficar obcecado: “onde é que está esta pessoa”, “o que é que ela está a fazer”. Depois, como há tanta opção e tanta variedade de pessoas por onde escolher, temos mais desconfiança uns com os outros.
Sinto sim que a toxicidade está a aumentar e também sinto que estamos a retroceder bastante e que os homens estão a ficar um bocadinho confiantes demais no que toca a quem é que manda na relação.
Então no que toca à sexualidade, se calhar o primeiro passo é conhecermos o nosso corpo, e Tânia tu falas muito sobre isso. Tens aquela frase sobre “conheçam as vossas vulvas”. Continuas a achar que não existe muito conhecimento, sobretudo das mulheres, do seu próprio corpo e isso afeta a vida sexual e também causa aquele chamado orgasm gap - quando as mulheres têm muito menos orgasmos do que os homens?
TG: Aquilo que os estudos dizem é que, tendencialmente, os homens têm orgasmo em 95% das suas relações sexuais, comparativamente a mulheres heterossexuais em apenas 65%. E nós olhamos para estes números e pensaríamos, realmente as mulheres têm muito mais dificuldade, eles 95%, nós 65%. Só que quando vamos ver os números das mulheres lésbicas, por exemplo, sobe para 86%.
A questão é que há várias coisas que no sexo heterossexual prejudicam o prazer da mulher, nomeadamente ser altamente centrada na penetração. Quando a grande maioria das mulheres, que têm uma vulva, têm orgasmo através da estimulação do clitóris.
E ainda a tua questão sobre o autoconhecimento, é super importante porque há mulheres que passam uma vida toda sem nunca terem posto um espelhinho para ver o que é que ali está, nunca se tocaram. Não sabem, acham que não é para si, muito coladas ao arquétipo da Virgem Maria. E quando nós não conhecemos o nosso corpo, vamos com menos confiança para a relação sexual e não vamos saber nem o que fazer a nós, nem orientar a outra pessoa sobre o que é que gostamos.
Há aquela ideia de que as mulheres não devem saber o que querem, não devem dizer o que querem. Há outra questão que afeta o sexo de uma forma indireta, que é o facto de as mulheres continuarem a fazer mais trabalho em casa, mais cuidado com os filhos, entre outros. Como é que se navega isto numa altura como esta?
TG: Há números para mostrarmos estas coisas todas: não só que as mulheres, no caso em Portugal, continuam a fazer três vezes mais tarefas domésticas e parentais, como o facto de esta sobrecarga afetar o desejo sexual.
Afeta porque há uma sensação de injustiça - "estou a trabalhar para ti, sou tua empregada” - e afeta porque não há nada menos sexy do que ver um marido como um filho. É isso que acontece quando nós damos conta de tudo em casa e com os filhos. Há aquela frase que diz, “o filho que dá mais trabalho é o filho da sogra”, convém que não seja, porque senão o desejo sexual vai para aí abaixo.
LF: E a mãe deles é a grande culpada.
TG: Isto é uma frase que se diz muito, que é, a mãe é que é culpada. Mas ele não tinha um pai? “Não, o pai não estava”, mas pela ausência também se ensina. A ausência também é exemplo de bom ou de mau. Porque esta responsabilização das mães, como, “porque o menino agora não faz nada em casa é porque é culpa da mãe”. Não, se o pai não fazia nada em casa e deu esse exemplo, ou desapareceu, ele também [tem a culpa].
Mas é que parece que isto não está a mudar com as novas gerações, não é? Está a ficar na mesma ou a piorar?
MF: Acho que está a mudar. Eu vejo muito mais em casais jovens amigos meus que já são casados - ou até que estão a viver juntos mas não são casados - há mais divisão de tarefas em casa. Porque há mulheres que realmente gostam de ser donas de casa e que fazem questões e dizem ao marido: “eu quero que isto seja o que eu quero fazer nesta relação”, “eu quero tomar conta da casa”, “eu quero cozinhar” e não há problema nenhum em fazer isso.
Só para dizer que obviamente que tem de haver uma divisão de tarefas, se for esse o caso na relação, mas há mulheres que têm mesmo prazer em fazer isso e acho que também não podemos julgá-las porque acho que é perfeitamente normal também.
TG: Pode fazer esta escolha como é óbvio, com a consciência de que se a fizer e se abdicar inteiramente da sua vida profissional, sem um acordo que a assegure financeiramente, ela está presa a essa relação.
A dependência financeira é uma coisa muito importante, porque se o casal decide esta divisão em que a mulher cuida do espaço privado e o homem está num espaço público, como é que ela é assegurada? Ela ganha um valor mensal? Porque senão está só a trabalhar de graça. Porque esta ideia de que o cuidado aos filhos e à casa é uma coisa que é posta no saquinho do instinto materno e de sermos muito boazinhas, isto é trabalho. Porque se formos a pensar, esse homem só pôde ascender e ganhar mais porque alguém assegurou gratuitamente. Deixo só esta ressalva para que não se percam e depois não possam sair de relações insatisfatórias ou até abusivas.
Lídia, lembra-se de ter amigas ou se aconteceu consigo situações destas, ou seja, de ficarem presas a casamentos muito insatisfatórias por causa do dinheiro?
LF: Sim e depois também era normal, às vezes, nesses tempos, as mulheres admitirem que o marido tivesse uma amante. Era da maneira que as chateavam menos e elas compensavam, se calhar, com uma boa lida da casa.
MF: Que hoje em dia, curiosamente, ainda acontece. Não só em relações de casados, mas em relações de namoro. Por exemplo, há muitas relações em que a mulher diz, “eu não sou uma pessoa muito sexual, não sou uma pessoa que quer ter relações íntimas tão ativamente quanto tu, portanto, olha, podes estar com quem quiseres, desde que não te apaixones”.
Sentem que o sexo passou a fazer uma parte muito importante do que é o amor e do que é o casamento?
MF: Muito dividido honestamente. Há uma grande parte das pessoas atualmente que nunca imaginariam casar com uma pessoa antes de ir para a cama com ela, que é uma coisa que antigamente não acontecia. As pessoas casavam antes de ter relações. No entanto, também existem pessoas que estão tão desinteressados em sexo, que são capazes de namorar com uma pessoa e nem sequer ter ido para a cama com ela.
Ou seja, existe mais abertura para aceitar diferentes formas de viver o sexo, mas calhar menos abertura no ato sexual em si?
MF: Mais liberdade não significa mais atividade. O facto de sermos mais livres não significa que sejamos tão abertos, por exemplo, no meu caso eu sinto que há muito mais liberdade para reconhecer que um homem cisgénero pode estar com uma mulher trans. As pessoas aceitam cada vez mais, no entanto, continuam a fazê-lo muito à escondidas, ou seja, há muito mais esta liberdade, mas não há tanta. Ainda há um certo julgamento.
Então, só para terminar, em relação ao sexo em si, o que é que mudavam na sociedade que temos hoje?
TG: Eu acho que, sendo que isto não está totalmente alcançado, é o prazer da mulher na relação sexual estar em pé de igualdade. No sentido de os dois são importantes. Os dois prazeres - o orgasmo de cada um, o prazer cada um - não é: “este é obrigatório” e “este é facultativo”. É isso que muitas vezes acontece e muitas mulheres assumem que se ele já terminou então já acabou.
O nosso prazer é igualmente importante e eu acho que em algum lugar da nossa cabeça ainda existe a ideia que não é e que podemos abdicar. Eu acho que não devemos abdicar.
LF: Tem de ser bom para os dois e para isso tem de haver realmente a grande ligação e comunicação. Atualmente, é uma das coisas que mais falta faz em todo o mundo. É a falta de empatia, de ligação com o outro. Estamos todos cada vez mais isolados. A pornografia, eu acho, leva justamente à solidão.
TG: Muitas vezes o primeiro contacto que têm com alguma imagem sexual é a pornografia.
MF: E fetichizam muito não só mulheres trans como mulheres cis. Depois as mulheres começam a ser uma categoria pornográfica em vez de serem uma mulher. São vistas como objetos. A pornografia objetifica imenso as mulheres e acho que é uma indústria, na minha opinião, terrível. Para mim, nem sequer devia existir.
Mas continua a ser a forma como a maior parte dos rapazes aprendem sobre sexo.
TG: Por isso é que a educação sexual é essencial. Já percebemos que, em princípio, a pornografia não vai ser eliminada, portanto, sabendo nós que se mais cedo ou mais tarde terão contacto com o importante é educar para que percebam que aquilo que vão ver não é uma representação real de sexo. Pelo contrário, muitas vezes é uma representação problemática, em que uma pessoa é objetificada, em que o prazer é só de um lado, em que a figura que é vista como feminina - seja uma mulher cis ou trans, seja um homem homossexual - vai ser sempre, tendencialmente, violentada de alguma forma. Educar nesse sentido é muito importante, para o consentimento, para os limites.
Por isso é que há tanto medo da educação sexual, porque isso vai tornar-nos mais livres?
TG: Acho que há pessoas que têm receio porque não sabem bem o que é que significa nem sexualidade - acham que é sexo -, nem educação sexual. Acham que vai ser um incentivo ao início precoce da vida sexual. Isto não é verdade. Todos os estudos mostram que crianças e jovens que têm acesso a informação iniciam mais tarde a sua vida sexual e com informação sobre consentimento, sobre limites, respeito pela diversidade sexual, orientações sexuais e identidades de género.
MF: Acho que a educação sexual nas escolas precisa de ser, primeiramente, muito mais extensa, obviamente, e depois também precisa de abrangir não só pessoas normativas, como também pessoas da comunidade LGBTQIA+, porque o que se ensina muito é a proteção, o homem e a mulher, e acho que se devia abranger tudo.
O que é que eu mudava [em relação ao sexo] é o ser expectável ser uma coisa que acontece logo e ser uma coisa que é muito casual, muito descartável. As pessoas são descartáveis, ou seja, quando estamos a conhecer uma pessoa já temos a dúvida de “será que esta pessoa me quer conhecer ou se é que só quer ir para a cama comigo?”. Atualmente acontece muito isso, já não temos o romance que havia antigamente porque as pessoas agora só querem sexo ou não querem de todo. Para quem está à procura de romance numa relação às vezes é complicado. Há pessoas que não são assim. Eu não sou assim, demoro algum tempo a sentir-me confortável com a pessoa e só aí é que consigo ter relações sexuais com ela.
TG: Vejo este contraste muito interessante, que é a Lídia a contar que tínhamos de ir virgens para o casamento, portanto a relação sexual adiada ao máximo. Depois só poder tê-la com uma pessoa depois desse contrato assinado e sempre com aquela pessoa para sempre, pelo menos no caso das mulheres. Atualmente sente-se o aposto que é: o sexo é logo.
Créditos:
Fotografia: Ricardo Santos
Styling: Cláudia Barros
Maquilhagem: Alex Origuella
Cabelos: Madalena Costa para Griffehairstyle
Set Design: Joaquim Szkutnik da Rocha
Vídeo: GCI Media e Cris Andrade
Capa Digital: Sebastião Vences
Assistente de fotografia: Ricardo Gomes
Assistente de styling: Tita Mendes
Agradecimentos: Gleba, Poké house, Zurin Charm Hotel
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