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Fatores de risco do cancro da mama: o que podemos e não podemos alterar

O risco de contrair cancro da mama resulta de uma soma de fatores. Não podemos controlar a doença, mas podemos prevenir-nos através da mudança de certos hábitos.

Foto: Photo by National Cancer Institute on Unsplash
28 de outubro de 2020 | Inês Esteves

O cancro da mama é o segundo mais comum entre as mulheres (a seguir ao cancro da pele) e corresponde à segunda causa de morte por cancro nas mulheres. Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, anualmente são detetados cerca de 6 mil novos casos em Portugal. Destes, 1500 mulheres morrem da doença.

Como se pode ler no site da LPCC 
esta é das doenças mais impactantes da sociedade, não pela sua frequência mas pela imagem a que está associada porque "agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade". 

Este surge quando vários fatores de risco se alinham. Apesar de o cancro da mama ocorrer com mais frequência nas mulheres depois da menopausa, pode acontecer em faixas etárias muito mais jovens.

Entre os fatores de risco (referidos pela LPCC) que não podem ser alterados estão a idade, sendo que a maioria são diagnosticados a partir dos 50 anos, as mutações genéticas que são herdadas e o histórico médico em que certos fatores resultam num maior risco (ter a menstruação cedo demais e a menopausa mais tarde). Entre outros, talvez menos óbvios, estão também a densidade mamária (que dificulta a deteção de tumores em mamografias, logo estão mais propensas a desenvolvê-lo) ou o facto de a mulher ter efetuado tratamentos de radioterapia antes dos 30 anos. Além disso, incluem-se também mulheres que tiveram cancro da mama ou outras doenças não cancerígenas da mama têm maior risco de sofrer da doença; Histórico de cancro na família, especialmente nos ovários ou na mama torna a pessoa mais propensa. Por fim, a raça é outro fator, o cancro da mama incide com mais frequência em mulheres caucasianas comparativamente com mulheres latinas, asiáticas ou afro-americanas, por exemplo. 

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No entanto, existem alguns fatores ou hábitos que podemos alterar para a prevenção do cancro da mama, entre os quais:

  • Exercício físico: Ser fisicamente ativo ajuda a que nos mantenhamos saudáveis, e diminui o risco do cancro da mama;
  • Peso saudável: Estar acima do peso ou ser obeso faz com que o risco acresça, especialmente se estes se verificarem após a menopausa;
  • Gravidez: O historial reprodutivo tem uma grande importância quando se fala nesta doença. Nunca ter estado grávida, uma gravidez depois dos 30 anos, nunca ter uma gravidez a termo e não amamentar são um maior risco para ter este cancro.
  • Hormonas: Quando tomadas durante a menopausa, algumas terapias de reposição hormonal (com estrogénio e progesterona) aumentam o risco de cancro da mama, bem como os métodos contracetivos orais como a pílula.
  • Álcool/Tabaco: A ingestão de álcool e o tabagismo são fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver o cancro da mama.
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