Celebridades

Os segredos da herdeira da Zara

Marta Ortega podia ser apenas a filha do dono da Zara e uma das mulheres mais ricas do mundo. Mas sendo isso ela é também o rosto da transformação do Grupo Inditex de um gigante do têxtil num criador de tendências. Sobretudo é uma mulher que não se conformou com a maldição da pobre menina rica.
Por Helena Matos, 16.01.2019

Quando Chris Martin, envergando um smoking, se colocou ao lado do piano e esperou que Marta Ortega e que Carlos Torretta chegassem ao centro do palco, alguns convidados, apesar de as surpresas já terem sido muitas, perceberam que iam viver um momento dificilmente repetível em qualquer outro casamento para que venham a ser convidados.

Afinal quem, senão alguém dotado de um estatuto muito especial e de um livro de cheques ainda mais peculiar, conseguiria que o líder dos Coldplay aceitasse o convite para interpretar Yellow numa festa de casamento? Mas foi precisamente isso que aconteceu: quando Marta Ortega e Carlos Torretta começaram a dançar apaixonados, como se não estivesse mais ninguém naquela enorme sala, Chris Martin começou a cantar "Look at the stars/ Look how they shine for you/ And everything you do/ Yeah they were all yellow"… Depois não se ouviu muito mais, não por culpa de Chris Martin, mas sim porque em matéria de "momentos-gritinhos-lágrimas-nos-olhos" não se distinguem os casamentos dos ricos dos pobres: naquele salão do Centro Hípico Casas Novas, transformado numa espécie de bosque encantado pelo florista Thierry Boutemy, ecoou um imenso "Oh!", o flash dos telemóveis nunca mais acabava e, como era de prever, deixou de se ouvir qualquer som que não fosse o fungar dos narizinhos dos 400 convidados em que se contavam velhos nomes da aristocracia espanhola como María Fitz-James e Rafael Medina Abascal (este último funcionário da Inditex, pois ser o vigésimo Duque de Feria dá status, mas não paga as contas ao fim do mês); atrizes e modelos de que as mais espetaculares no vestuário e nas emoções foram, sem dúvida, Amaia Salamanca e Eugenia Silva; amizades de longa data de Marta, como é o caso de Athina Onassis

A festa no Centro Hípico Casas Novas era o culminar das celebrações cujo orçamento total terá ascendido a 20 milhões de euros (não, não é engano, o orçamento deste casamento terá sido de, pelo menos, 20 milhões de euros: só para Chris Martin foram dois milhões!). O casamento propriamente dito começou no dia anterior, a 16 de novembro, na casa que o pai de Marta, Amancio Ortega Gaona, possui na cidade galega da Corunha. Apenas 50 pessoas assistiram à cerimónia celebrada por um notário amigo da família. Assim que começaram a chegar as primeiras imagens de um dos segredos deste e de qualquer outro casamento – o vestido da noiva – percebeu-se que este era também a apresentação e a afirmação de uma Marta Ortega adulta e segura de si.

Comecemos pelo vestido da noiva. O tom era rosa e o corte arrojado. Tratava-se de um modelo exclusivo de Pier Paolo Piccioli, da marca Valentino. Na verdade, não se esperava que Marta vestisse Zara, pois já não o fizera quando celebrou o seu primeiro casamento, em 2012, com Sergio Alvarez, um dos nomes fortes da hípica espanhola. Nessa ocasião, Marta Ortega optou por um vestido muito clássico e discreto de Narciso Rodriguez que parecia acentuar ainda mais a sua timidez. Agora, em 2018, ela olha diretamente para a câmara empunhada por Peter Lindberg enquanto tem uma mão num bolso – sim, o vestido tinha bolsos – e segura com a outra um ramo de flores.

Depois, tivemos ainda o smoking preto que Marta levou ao jantar que teve lugar no Real Club Náutico e os dois surpreendentes vestidos que usou, no dia seguinte, na festa no Centro Hípico Casas Novas. Tudo sempre assinado por Pier Paolo Piccioli. E tudo sempre a transmitir uma imagem de mulher que respira felicidade e que transmite segurança. Mas não deveria a dona da Zara vestir Zara no seu casamento? Ou pelo menos ter recorrido aos desenhadores da casa? Pois é precisamente nessa contradição que reside o paradoxo Marta Ortega.

O paradoxo Marta Ortega

Marta Ortega é o rosto da transformação da Inditex de gigante da indústria têxtil num caso sério de moda. Não é a ela que se deve essa mudança, mas são o seu nome e o seu rosto que se associam a esse fenómeno-golpe de marketing: quando Marta Ortega aparece no hipódromo de Casas Novas com um casaco pelos ombros (a acreditar pelo uso e abuso que mulheres como Marta Ortega e Melania Trump fazem do estilo "casaco pelos ombros" deve existir uma relação entre ser-se imensamente rica e poderosa e usar os casacos desse modo!)…

Bem, mas voltemos a Casas Novas e a Marta Ortega com o tal casaco pelos ombros ou com uma daquelas blusas fluidas da Zara que nós sabíamos que deveria existir algures, mas que nunca tínhamos encontrado à venda (pelo menos por um preço aceitável), ou com um vestido em estampado animal print… É certo e sabido que nos próximos meses essas peças vão esgotar-se nas 2.238 lojas Zara existentes no mundo.

Mais relevante ainda é estar garantido que, em todo o mundo, mulheres dos mais variados meios quando tiverem de escolher o que vão levar vestido àquele jantar ou àquele casamento vão optar, pelo menos, por uma peça de roupa da Zara. Afinal se a imensamente rica Marta Ortega apareceu no desfile na Semana da Moda de Paris com um vestido da Zara que custava a insignificância de uns €15,99 (os génios do marketing descobriram que no cérebro das mulheres a diferença entre 0,99 euros e 1 euro é a mesma que vai do barato ao "Não dou esse dinheiro por isso") porque não havemos nós de fazer o mesmo quando formos convidadas para ir ali ao virar da esquina ou a um evento importante?

O mais espantoso é que tudo isto é conseguido por uma marca, a Zara, que não gasta um cêntimo em publicidade, nem em contratar famosos designers de moda!

O paradoxo Marta Ortega é, portanto, conseguir que ao vermos as suas fotografias nos interroguemos se a blusa de laçada que traz vestida é Zara ou Valentino. Se for Zara ainda bem para as contas da Inditex e se for Valentino ainda melhor, porque algures nas profundezas do cérebro uma voz vai dizer: a Zara até tem (ou vai ter) uma parecida!

Aqui chegados, convém desfazer outro paradoxo: Marta é sem dúvida a herdeira da Zara e, de caminho, também das 969 lojas Pull&Bear, a que há que juntar as 1.093 lojas Bershka, as 1.007 Stradivarius, as 667 Oysho, as 593 Zara Home, as 91 Uterqüe, as 127 Lefties e as 764 Massimo Dutti que constituem o Grupo Inditex (esta contabilidade está naturalmente desatualizada porque no espaço de tempo que decorre entre a escrita deste artigo e a sua publicação já a Inditex terá aberto mais lojas). Mas Marta não é de modo algum a única herdeira de Amancio Ortega. E nem sequer é a mais rica das suas herdeiras.

A irmã ainda mais rica

Em agosto de 2013, as fotografias de um funeral trouxeram para os títulos a outra herdeira de Amancio Ortega. Trata-se de Sandra Ortega.

Sandra é filha do primeiro casamento de Amancio Ortega Gaona com Rosalía Mera. E Rosalía não foi apenas a primeira mulher de Amancio Ortega: ela foi uma das fundadoras da Zara ou melhor dizendo da GOA Confecciones, a empresa que Amancio, Antonio e Pepita, os irmãos Ortega Gaona, fundaram, nos anos 60, com José Caramelo e Rosalía Mera.

Os cinco trabalhavam em La Maja, um dos mais conhecidos armazéns da Corunha, e partilhavam o enorme desejo de esquecer a pobreza que marcara as suas infâncias numa Espanha a refazer-se da Guerra Civil: Rosalía começara a trabalhar aos 12 anos e Amancio aos 14. Foi na casa do cunhado António, então já casado com Primitiva, que Rosalía Mera descoseu com a ajuda das cunhadas os roupões que foram a chave do seu negócio inicial. Afinal é preciso não esquecer que os fundadores da GOA Confecciones tinham muita determinação e pouca técnica, logo recorriam a esse estratagema do desmontar das peças dos outros fabricantes para conseguirem obter os moldes que eles não sabiam talhar.

Diga-se em abono da verdade que tiveram a originalidade de escolher uns tecidos com estampados berrantes e de fazer os roupões largos, muito largos mesmo, porque nas casas não aquecidas de então um roupão-bata largo (para mais de cores alegres) que se podia vestir sobre uma ou duas camadas de roupa era uma forma eficaz e apresentável para as donas de casa iludirem o frio e abrirem a porta sem se considerarem mal vestidas.

Da sala da casa de Primitiva e de Antonio Ortega Gaona, a GOA Confecciones passou para uma garagem da Rua Noia, na Corunha. E Rosalía lá está, claro, trabalhando no mais recente investimento da GOA: umas máquinas de costura um pouco obsoletas e compradas com um empréstimo bancário. A seu lado está a alcofa onde dorme Sandra, a filha que ela e Amancio tiveram, em 1968. Quando, três anos depois, nasce Marcos, o casal vive já com mais tranquilidade a sua aventura empresarial. Mas é precisamente quando Amancio começa a acreditar que ninguém vai repetir à sua mulher aquilo que ele aos 12 anos ouviu um comerciante dizer à sua mãe ? "Señora, lo siento pero ya no la podemos fiar más." ("Minha senhora, eu tenho pena, mas não podemos continuar a vender-lhe fiado") ? que o que devia ser um momento de felicidade se torna um drama: Marcos Ortega Mera nasce com uma grave deficiência (paralisia cerebral). Ao choque junta-se um acréscimo de responsabilidade: Marcos obriga a cuidados constantes.

O casamento a que Marta pôs fim

Rosalía Mera dedica-se ao filho. Amancio, dirá anos mais tarde Rosalía, dedica-se ainda mais às empresas. Em maio de 1975, quando abre a primeira loja Zara, na Corunha, o casal está junto, mas cada um deles vive quase em exclusividade os seus projetos: a família e muito particularmente o filho, no caso de Rosalía; e a Zara, no caso de Amancio. Até que, em 1983, a notícia de que Amancio vai ser pai de novo torna óbvio o que a irmã Pepita Ortega, que continuava a trabalhar com Amancio, percebera há algum tempo: "El Cholo", diminutivo por que em família é tratado Amancio, estava apaixonado por Flora Pérez, uma funcionária do departamento de corte da Zara.

O caso era tão mais sério quanto a Amancio Ortega não se conhecia uma única aventura. Não se sabe quando é que Rosalía percebeu que o seu casamento com Amancio acabara, mas há uma data incontornável na história dessa rutura: 10 de janeiro de 1984. O dia em que nasceu Marta Ortega Pérez e em que Rosalía constatou finalmente que o seu casamento terminara. "Foi um golpe tremendo para ela porque se apercebeu tarde e mal. O casamento foi-se desfazendo sem que Rosalía percebesse que já não havia volta a dar", afirma na biografia que fez de Rosalía Mera o jornalista Xabier Rodríguez Blanco.

O divórcio, que chegará em 1986, faz de Rosalía uma das mulheres mais ricas de Espanha. Fosse pela forma como o casamento de Amancio e Rosalía terminou, fosse porque Sandra estava então na adolescência ou por qualquer outra razão, a verdade é que as duas irmãs não vão conviver entre si. E nem sequer se esforçam para o encobrir.

Uma camisa, dois destinos

O que existe de mais próximo de uma fotografia conjunta das duas foi conseguido no verão de 2018: Marta em branco e Sandra em tom mostarda. Estavam a quilómetros uma da outra, mas envergando o mesmo modelo da Zara: "Camisa ampla de gola alta, tipo camisa pólo, e manga comprida com acabamento em dobra. Linha evasê. Fecho de botões ocultos na frente."

A diferença entre as duas salta à vista: olha-se para Marta e a camisa cai esplêndida. Olha-se para Sandra e pensa-se que a camisa foi comprada numa venda de praia. A forma quase antagónica como ambas interpretam a mesma peça da Zara simboliza os seus ainda mais diversos percursos de vida: Sandra quis estudar no ensino público, Marta, depois de frequentar o Colegio dos Jesuítas de La Coruña, estudou na Suíça. 

Sandra casou com o namorado de toda a vida – Pablo Gómez, que atualmente trabalha na Inditex (e sim, veste-se ainda pior que a mulher!) - Marta casou, em 2012, com Sergio Alvarez, campeão hípico. Em 2018, Marta voltou a casar, desta vez com Carlos Torretta, filho do designer de moda Roberto Torretta. Tanto quanto se sabe, não foram aos casamentos uma da outra e Marta não acompanhou o pai ao funeral de Rosalía: a mãe de Sandra e primeira mulher de Amancio morreu, inesperadamente, em agosto de 2013, aos 69 anos.

Foi, aliás, no funeral de Rosalía Mera que o mundo descobriu Sandra Ortega. E teremos de admitir que os jornalistas têm razão quando afirmam que ela pinta o seu próprio cabelo, pois qualquer cabeleireiro de bom senso deve recusar-se a fazer o tom de vermelho que Sandra Ortega aplica no seu cabelo e que parece combinar com a cor dos sacos que usa a fazer de carteiras.

Mas cabelos, chinelos e carteiras à parte, Sandra Ortega tem um casamento sólido, três filhos que procura educar sem deslumbramentos e, ainda, a responsabilidade de cuidar do irmão: Sandra é a tutora de Marcos e a continuadora do trabalho da mãe na fundação vocacionada para o trabalho com deficientes criada por Rosalía.

Em 2013, Sandra Ortega tornou-se também a mulher mais rica de Espanha, ao herdar da mãe uma fortuna avaliada em 4,7 mil milhões de euros. Fortuna, essa, que não tem cessado de fazer crescer apostando no imobiliário e que, em 2015, segundo a imprensa especializada, já iria em 52,9 mil milhões. Daí em diante, o crescimento da riqueza de Sandra Ortega continua exponencial (crescimento, esse, certamente ajudado pelo que poupa ao aplicar-se a si mesma a tinta do cabelo!), mas se continuarmos a somar os cifrões da herança de Sandra a que há que juntar as parcelas estratosféricas resultantes da divisão feita por Amancio do seu património entre as filhas – o imobiliário para Sandra e a Inditex para Marta – ficamos sem espaço para tratar do que nos falta saber sobre Marta Ortega: os homens da sua vida.

Há sempre um homem na vida de Marta

Amancio, Sergio, Amancio e Carlos. Ou seja, o pai Amancio Ortega, o primeiro marido Sergio Álvarez, o filho Amancio e, agora, o segundo marido Carlos Torretta. A vida de Marta Ortega é profundamente marcada pelos homens. Tanto quanto se sabe, foram poucos, mas a todos aqueles que se conhecem ela tem a agradecer.

Em primeiro lugar e notório lugar vem esse pai que ela adora e que condiciona toda a sua vida: ele criou a Zara e desde sempre ela parece ter tido como certo que a Zara seria a vida dela. Foi a pensar nesse seu papel de continuadora de Amancio que ela estudou na Suíça e depois em Inglaterra. A convicção certamente herdada e reforçada pelo pai de que deveria conhecer a Zara de cima a baixo levou Marta a trabalhar como empregada de balcão numa loja inglesa da marca. Não se sabe quanto essa experiência foi determinante para o trabalho que faz atualmente no gabinete de criação da Zara, mas é indiscutível que a ajudou a conhecer o outro lado das pessoas famosas (ou pelo menos assim reza a lenda e Espanha é um país de lendas): era Marta Ortega assistente da Zara, em Londres, quando se cruzou com Kate Moss. A modelo que estava certamente em dia não terá tratado rudemente aquela jovem tímida que tanto a admirava. Não se sabe qual a versão de Kate Moss sobre esta história, mas em Espanha ela tornou-se a má da fita.

Tal como o pai, Marta não dá entrevistas, mas se um dia tal acontecer certamente que viria à baila a pergunta: "O que não faz Amancio Ortega por Marta?" Afinal ele, de quem durante anos apenas se conhecia uma única fotografia autorizada, deixa-se agora fotografar a seu lado e até a ser filmado junto de Pier Paolo Piccioli, num dos muitos vídeos que o criador italiano fez no casamento de Marta com Carlos.

Mais: Amancio que contra todos os conselhos se recusou a usar gravata quando nos anos 60 foi com o irmão António fazer o empréstimo bancário que lhes permitiu lançar-se na aventura empresarial e que, em 2001, quando a Inditex chegou à Bolsa voltou a recusar-se a colocá-la, usou gravata nos casamentos de Marta. Ao smoking e laço é que (ainda) não cedeu e provavelmente nunca virá a ceder.

A seguir a Amancio veio Sergio Álvarez. Antes, claro, houve amizades, simpatias e um primeiro namorado: o cavaleiro Borja Villalón. Ela teria então 15 anos.

O casamento chegaria aos 28 anos, não com Borja mas com outro campeão hípico: Sergio Álvarez (não, não é coincidência: a percentagem de herdeiras fabulosamente ricas que casam com campeões hípicos deve rondar os 99,9%, sendo que os 0,1% que não cumprem esta regra é certamente porque o cavalo não esteve de acordo). Com Sergio, Marta frequentava os circuitos hípicos. Deixava-se fotografar, olhando esquivamente as câmaras, enquanto de calças de amazona e de cabelo apanhado contemplava aquelas intermináveis provas de saltos, sobretudo quando Sergio competia com o fabuloso Carlos 273, o cavalo avaliado em milhões que lhes fora oferecido por Amancio.

Em março de 2013 nascia Amancio Álvarez, o filho que Marta teve com Sergio Álvarez e que desde bebé passa a acompanhar o casal nas provas hípicas. Mas o casamento que fora celebrado em fevereiro de 2012 acabou em janeiro de 2015. Na verdade, desde a primavera de 2014 que corriam rumores sobre o mal-estar de Sergio, farto de ser visto como "o marido de Marta". Mas, logo em seguida, apareciam umas fotografias de ambos beijando-se em mais uma corrida de cavalos. Depois outro rumor e mais outra fotografia apaixonada, como se a cada beijo em público procurassem esconjurar o fantasma da separação. Até que o divórcio foi tornado público em 2015.

Algum tempo depois, Sergio dirá que ainda estava apaixonado por Marta quando se separaram. Marta Ortega, como se sabe, não faz declarações, mas isso não quer dizer que não comunique. Em 2016, uma fotografia disse mais que mil palavras: o fotógrafo Mario Sorrenti publicou na sua conta de Instagram uma fotografia de uma mulher que parece estar de tronco nu e olha feliz para a objetiva. O local era uma praia dos Barbados e a mulher era Marta Ortega. A repercussão nos mentideros mediáticos espanhóis da fotografia foi tal que Sorrenti (antigo namorado de Kate Moss, pois o mundo dos ricos e famosos é ainda mais pequeno que um lenço de assoar) se viu obrigado a esclarecer que Marta estava de biquíni.

O que Sorrenti não esclarecia, mas que era evidente, é que aquela era a fotografia de uma mulher apaixonada: Carlos Torretta chegara à vida de Marta. Com Carlos, Marta soltou o cabelo, sentou-se na primeira fila dos grandes desfiles, ousou no look. Ao lado de Torretta posou qual estrela na cerimónia dos Óscares de 2018 (o backstage foi vestido pela Zara) e acabou a protagonizar um casamento inesquecível. Daqui para a frente só resta especular – Torretta nascido e criado no mundo da moda viverá melhor que Sergio Álvarez o estatuto de "milionário consorte da Zara"? Terão filhos? Não sabemos se Marta e Carlos serão felizes para sempre, mas podemos garantir com assinalável certeza que Marta será rica por muitos e muitos anos.

Partilhar
Ver comentários
Últimas notícias
Vídeos recomendados
0 Comentários
Subscrever newsletter Receba diariamente no seu email as notícias que selecionamos para si!