Celebridades

O guarda roupa polémico e milionário de Melania Trump

Envolvida em várias controvérsias devido aos looks que usa em ocasiões pouco apropriadas, a primeira-dama dos Estados Unidos continua a escolher roupas escandalosamente caras para as suas aparições públicas.
Por Aline Fernandez, 05.06.2019

Desde que Donald Trump chegou à presidência dos Estados Unidos que a primeira-dama tem ofendido boa parte dos norte-americanos (e do mundo). Dos saltos altos que escolheu para percorrer as zonas do Texas afetadas pelo furacão Harvey, em agosto do ano passado, à parka estampada com a frase "I really don't care, do u?", em junho deste ano, que vestiu para visitar os centros de detenção de imigrantes da fronteira dos Estados Unidos com o México, onde várias crianças estavam retidas.

Para além disso, o guarda-roupa da primeira-dama é habitualmente aparatoso e caro. Basta lembrar o bomber em seda da Amiri (€1600), que usou para assistir à final da Super Bowl, o vestido de Ano Novo em seda cor-de-rosa bordada da Erdem, que custou €4395, ou o vestido vermelho Dior usado em Hamburgo por ocasião do G20.

Em outubro de 2018, a primeira-dama dos Estados Unidos visitou o Parque Nacional de Nairóbi, no Quénia, onde foi criticada pela escolha infeliz do chapéu.

O acessório redondo (um pith helmet, em inglês) foi usado pela primeira vez pelos exploradores europeus para se protegerem do sol. Logo, tornou-se o reconhecido uniforme dos soldados britânicos que colonizaram a África e a Índia no século XIX e depois espalhou-se entre os civis, solidificando-se como um símbolo de opressão e domínio colonial.

Melania pronunciou-se sobre o ocorrido ao jornal Washington Post: "É muito importante o que eu faço, o que estamos a fazer com a ajuda dos Estados Unidos e o que eu faço com as minhas iniciativas, e gostaria que as pessoas se concentrassem no que eu faço e não no que eu uso". Talvez a tarefa fosse mais fácil se a primeira-dama desse a mesma atenção às suas causas que dedica ao seu guarda-roupa.

Quanto aos casacos, a primeira-dama já conta com uma coleção que ronda uns escandalosos 15 mil euros, tendo recentemente usado um modelo rosa-choque da Fendi (€4433), tornando-se assim a estrela da visita oficial do presidente colombiano à Casa Branca.

Em junho de 2019, durante uma visita oficial a Londres, por comemoração ao 75º aniversário do ‘Dia D’, Melania voltou a causar polémica por causa do seu guarda-roupa, a começar pelo facto das suas escolhas não incluirem nenhum designer britânico, mas sim marcas francesas e italianas.

A primeira-dama escolheu, por exemplo, um vestido da Dolce & Gabbana, que terá sido em homenagem à princesa Diana. Contudo, nem mesmo o chapéu era inglês, e sim um desenho sob medida do francês Hervé Pierre. Para a gala oferecida pela rainha Isabel II no  Palácio de Buckingham, Melania vestiu um longo vestido branco da casa Dior. No segundo dia da visita, num encontro com a primeira-minista do Reino Unido, Theresa May, Melania usou um modelo da icónica carteira da Hermès, a Birkin, que chega a custar cerca de 50 mil euros. A carteira simboliza poder e autoridade, uma vez que é usada há décadas pelas mulheres mais influentes da política inglesa, da rainha Isabel II a Margaret Thatcher. Uma homenagem ou uma provocação, numa atmosfera de incertezas económicas devido a crise do Bréxit, fica a dúvida.                                            

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