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Beleza / Produtos

Como a máscara LED salvou a minha pele

E não estou a ser dramática... Bom, talvez um pouco.

Máscara LED ajudou pele. Testemunho sobre resultados
Máscara LED ajudou pele. Testemunho sobre resultados Foto: Getty Images
19 de janeiro de 2026 às 16:13 Safiya Ayoob

Dizem que 2026 é o ano do bem-estar, mas, na verdade, é apenas a continuação de um movimento no qual já temos vindo a investir cada vez mais tempo, dinheiro e energia desde o ano passado. Nunca vi tantas publicações sobre rituais de beleza como em 2025. Desde plataformas vibratórias (para ajudar com o sistema linfático) e máscaras de colagénio que usamos durante a noite, até às agora icónicas máscaras LED, o autocuidado deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um verdadeiro estilo de vida - e um símbolo de status visível.

Não, as máscaras LED não surgiram de repente. Existem já há vários anos. No entanto, o que assistimos recentemente foi a um crescimento muito real, sobretudo no que diz respeito aos tratamentos feitos em casa. E com esse crescimento veio também um alerta: dermatologistas, especialistas e inúmeros artigos a lembrar-nos que nem todas as máscaras LED são iguais. A diferença está na precisão dos comprimentos de onda, na voltagem e na consistência da luz - fatores que determinam se um dispositivo funciona ou se é apenas mais um objeto bonito na prateleira. Naturalmente, quando a ciência é bem feita, o preço acompanha. Afinal, beauty is pain - e essa dor, muitas vezes, sente-se primeiro na carteira.

É aqui que entra o nosso papel. Testar para que vocês não tenham de passar pela frustração de investir em algo que não traz resultados. E, infelizmente - ou felizmente, dependendo do ponto de vista - a máscara LED vale mesmo a pena.

Quando recebi a minha máscara LED - da Skinvity - fiquei entusiasmada por finalmente testar o dispositivo de beleza que simplesmente não parava de aparecer no meu feed. Podemos chamá-lo de 'a obsessão de beleza de 2025/2026'. Ainda assim, o entusiasmo veio acompanhado de alguma reserva. Como acontece sempre que experimentamos algo novo diretamente no rosto, é natural existir cautela - sobretudo tendo uma tez mais escura, muitas vezes pouco representada nos testes e campanhas.

Fiz o que faço sempre: investiguei. Muito. Acabei por definir uma rotina bastante específica. Todas as noites, logo após a limpeza do rosto, utilizava a máscara com a pele completamente nua. Sem séruns, sem cremes, sem nada. A maioria das recomendações - incluindo as da própria Skinvity - reforçam este ponto, e com razão: ainda não sabemos ao certo como determinados ingredientes de skincare reagem à luz LED, pelo que mais vale prevenir do que remediar.

A segunda regra que estabeleci foi a consistência. Usei a máscara religiosamente, todas as noites. A Skinvity vem com um comando que permite controlar a duração das sessões, entre 10 e 30 minutos. Quanto maior o tempo, menor a intensidade da luz - algo que faz todo o sentido, já que uma exposição mais longa não necessita da mesma potência. Comecei pelo tempo mais curto (e então com mais potência): 10 minutos de luz vermelha, seguidos imediatamente de luz azul.

Mas afinal, o que faz cada uma destas luzes?

A luz vermelha atua em camadas mais profundas da pele. Estimula a produção de colagénio, apoia a regeneração celular e ajuda a reduzir inflamações. É responsável por melhorar a textura da pele, aumentar a elasticidade e proporcionar aquele brilho saudável e descansado. A luz azul, por sua vez, atua mais à superfície, combatendo as bactérias responsáveis pela acne. Ajuda a acalmar borbulhas ativas, reduzir a vermelhidão e prevenir novas imperfeições - especialmente quando usada de forma consistente.

Mas como saber se isto resulta mesmo?

Porque testei a máscara em diferentes fases da minha jornada de pele. Usei-a durante semanas com voos consecutivos - e sabemos bem o quanto as viagens aéreas sensibilizam a pele. O que notei foi uma redução clara da irritação e menos crises de acne do que seria expectável nessas circunstâncias. No dia a dia, cheguei mesmo a ouvir pessoas próximas perguntarem se tinha mudado a minha rotina ou até a maquilhagem - a minha pele estava visivelmente mais luminosa. A verdade? Nada tinha mudado. O mérito foi todo da máscara.

O momento que consolidou definitivamente a minha confiança na tecnologia LED aconteceu quando a minha pele reagiu de forma extrema a um hidratante. Falo de uma reação severa, com borbulhas espalhadas por todo o lado esquerdo do rosto - desde a zona junto ao nariz até à linha do maxilar. Em 24 anos, a minha pele nunca tinha reagido assim a um produto. Foi um golpe duro na autoestima, sobretudo considerando que, nesta profissão, estamos constantemente a testar novidades.

Este foi, sem dúvida, o derradeiro teste.

Em apenas uma semana - sim, uma semana - a minha pele passou do pior estado em que alguma vez esteve para completamente recuperada. Calma. Uniforme. Equilibrada novamente. Claro que a minha rotina de cuidados ajudou a acalmar a pele, mas estou convencida de que a recuperação não teria sido tão rápida sem a ajuda da máscara.

Outro benefício que me surpreendeu foi o impacto na pigmentação. Com uma tez mais escura, as marcas pós-acne tendem a persistir durante mais tempo, mesmo quando seguimos todas as regras. O que notei com o uso consistente da máscara foi que, embora as marcas continuassem a surgir, desapareciam muito mais rapidamente. A cor tornava-se menos intensa, a diferença suavizava-se e o processo de recuperação parecia acelerado.

E os benefícios não ficam por aqui. A terapia LED também é conhecida por ajudar a reduzir a aparência de linhas finas e rugas, graças à estimulação do colagénio e da elastina. Com o tempo, a pele torna-se mais firme, mais lisa e mais uniforme - não com um aspeto artificial, mas simplesmente mais saudável. É aquele tipo de melhoria que os outros notam sem saber explicar porquê.

E, para concluir - como diria Elle Woods - devemos mesmo gastar 500€ numa máscara? Se for a máscara certa. Bem escolhida. Investigada, com estudos que comprovem a sua eficácia - como é o caso da Skinvity -, então sim. Recomendo genuinamente que faça parte de uma rotina de beleza bem pensada. Mais do que uma compra impulsiva, é um investimento a longo prazo na pele.

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