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Estar ou não estar nas redes sociais, eis o dilema que está a dividir… as redes sociais

O documentário, O Dilema das Redes Sociais, lançou os dados. E o público reagiu — ou não reagiu. Que é como quem diz, permaneceu ou saiu. A Máxima conversou com quem, após ter visto a produção da Netflix, decidiu fechar a porta ao mundo online. Mas também com quem nunca a chegou a abrir.

Documentário - The Social Dillema (2020)
Documentário - The Social Dillema (2020) Foto: IMDb
25 de setembro de 2020 | Pureza Fleming

Ao longo das últimas semanas a azáfama da COVID-19 viu-se semi-interrompida, se é que podemos dizer assim, por um assunto que deixou os internautas em alvoroço. O tema, que tem feito correr tinta, seja na imprensa espalhada pelo mundo inteiro, seja pelas redes sociais de todos nós — o que não deixa de ser irónico —, é, justamente, a Internet e o seu sinuoso mundo. Referimo-nos ao documentário O Dilema das Redes Sociais (entende, agora, a ironia?), uma produção da Netflix que, sem meias palavras, comprometeu-se a expor o lado negro das redes sociais, dúvidas ainda as houvesse.

Criado por Jeff Orlowski, realizador já aclamado pelos documentários acerca das questões ambientais Chasing Ice (2012) e Chasing Coral (2017), O Dilema das Redes Sociais, deu voz a uma série de ex-trabalhadores de topo de empresas tecnológicas, como é o caso da Google, do Facebook, do Instagram, do YouTube, do Twitter, entre outras, que, sem medos (bom, houve quem assumisse ter tido algum medo), disseram tudo aquilo que não queríamos ouvir, acerca das redes sociais. Os testemunhos destas figuras diretamente ligadas às gigantes empresas, alertaram — na realidade, alarmaram — para os perigos iminentes daqueles monstros da Internet. Dito de uma forma mais direta: de como as redes sociais manipulam a vida de todos nós. Escusado será descortinar excessivamente acerca do documentário, em si, uma vez que o mundo inteiro, das duas uma, ou já assistiu ao mesmo, ou já leu sobre o mesmo nas… redes sociais. Ou na Internet, em geral. As reações a este documentário têm sido copiosas, todas elas no sentido de se querer "sair delas". Nas conversas de café, ou nas que se desenrolam em chats, o dilema que surge é um pouco como aquilo que acontece naquele tipo de relação amorosa em que não se consegue viver sem, mas também não se consegue viver com — ainda que se tenha consciência de que "viver com" não seja propriamente benéfico. "Acabei de ver um documentário chamado O Dilema das Redes Sociais que me assustou mais do que qualquer filme de terror que vi nos últimos vinte anos", escrevia George RR Martin, autor dos livros Guerra dos Tronos, no seu Twitter. "Desligue e fuja", aconselhou o título do The New York Times. Convenhamos que, tais reacções não são exageradas.

Tristan Harris, um dos participantes do documentário e ex "designer de ética" da Google, comenta no mesmo que "as pessoas que estão por detrás do ecrã têm muito mais poder do que as pessoas que estão à sua frente". Considera, também, que "apesar destas [redes sociais] terem começado por expandir as nossas mentes, as novas tecnologias acabaram por aprisioná-las". Harris saiu da empresa Google para denunciar o human downgrading, qualquer coisa como o "abaixamento do nível humano", expressão que utiliza para definir o efeito dos problemas causados pelo uso intensivo das redes sociais: vício, falta de concentração, isolamento, polarização, desinformação. De acordo com um estudo levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística, sob o tema "Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias", em 2019, 80% dos utilizadores de Internet participam em redes sociais. No mais recente relatório da Global Digital, concluiu-se que "o crescimento digital global não dá sinais de abrandar e nenhum outro formato usufruiu de tamanha adesão como as redes sociais". Em janeiro de 2019, mais de 45% da população global já utilizava alguma rede social. Entre o Facebook, YouTube, WhatsApp, Instagram, bem como várias outras alternativas. "Assim sendo", escreve-se, "são já mais de 3,5 mil milhões de pessoas unidas, diariamente, pelas plataformas online". Os dados apontavam para uma média global de duas horas e 16 minutos, ao passo que, em Portugal, os números seriam de duas horas e nove minutos a utilizar alguma das plataformas online desta categoria. O Japão seria o país onde se passava menos tempo "ligado", com uma média diária de 36 minutos. Por fim, concluiu o estudo, como um todo, o tempo diário atribuído a esta tarefa teria aumentado em 6% (15 minutos) face a 2018.

O Dilema das Redes Sociais (2020)
O Dilema das Redes Sociais (2020) Foto: IMDb

 

"Tem de haver um tribunal digital, uma justiça digital!"

Existe uma linha muito ténue que separa as vantagens das redes sociais, das suas desvantagens. Questionar esta constatação, não é, de todo, o motivo do momento. Há muito que se fala acerca do quão prejudicial pode ser o uso abusivo das redes sociais, no âmbito da saúde mental: "O abatimento, cada vez maior, fruto da comparação entre vidas é uma constante", explicava o psicólogo António Tomás, numa entrevista à revista Máxima, nos idos de 2018, a propósito das "contra-indicações" do social media. Contudo, e se este era o lado negro mais batido até à data, o que este documentário trouxe à superfície foi uma outra perspetiva ainda mais assustadora. Falamos da nossa (suposta) individualidade. Da nossa (aparente) liberdade. E há quem, partindo destas premissas, tenha tomado a derradeira decisão: "O documentário foi, para mim, a gota de água que me fez sair das redes. Não foi uma grande novidade o que por ali assisti. Já sabia da manipulação, em termos de marketing, que acontece nas redes sociais. Já tinha consciência da evidente polarização da sociedade. Do problema que o social media representava para as crianças. Porém, a partir sensivelmente do passado mês de março, altura em que rebentou o histerismo da COVID-19, passei a estar ainda mais atento ao que se passava [nas redes sociais] e preocupou-me a polarização das opiniões e o agrupar das mesmas. Comecei a notar que, tanto nas redes sociais, como na Internet, em geral, não se fomentava um diálogo. Mas que, ao invés, as redes [sociais] limitavam-se a aproximar as pessoas que partilhavam das mesmas opiniões, afastando os seres humanos uns dos outros, em simultâneo. E acredito que não seja esse o caminho. Perante o desconhecido que é toda esta situação [da COVID-19] que estamos a presenciar, deveríamos estar numa fase de maior colaboração, de mais diálogo entre todos".

As palavras são de Francisco Oliveira Bastos, 41 anos, designer e pai de duas crianças de quatro e de dois anos e meio, respetivamente. Em entrevista, explica porque é que não demorou nem dois segundos a tomar a decisão de se "desconectar" das redes sociais, logo após ter assistido a O Dilema das Redes Sociais: "Somos controlados de uma ponta à outra, mesmo que não seja pelas redes sociais. Há uma aparente liberdade que, quer se queira, quer não, tem de ser sempre validada pelo sistema. As redes sociais surgem enquanto foco de entretenimento, mas, no fundo, estão lá para anular qualquer pensamento crítico. É uma ferramenta perigosa. Entretêm de forma a que não se pense, não se questione. Quando todos devíamos estar a pensar, profundamente, a informarmo-nos — a fundo — acerca do que é que está a acontecer. Quando há polarizações, quando se torna tudo muito ‘preto no branco’, é que começa o real perigo, pois é exatamente nessa altura que surgem os partidos extremistas. Aquele vácuo no centro, entre um e outro pólo, é o mesmo que permite que estes grupos venham ao de cima. E, com eles, a violência, a agressividade, o controlo. Tal como está exposto naquele documentário. O Dilema das Redes Sociais não deixa de fazer um paralelismo do sistema em que vivemos, atualmente. Que mais não é do que tecnologia avançada inserida num sistema retrógrado. Tudo parece ser uma manta de retalhos que vem sendo bordada desde a última Revolução Industrial. Um sistema de lobbies cheio de leis e de burocracias", remata. E mantém: "A Internet surgiu para aproximar as pessoas. Contudo, o irónico disto tudo é que o seu lado B é, precisamente, o de ter isolado as pessoas, afastando-as. As partes ‘boas’ da Internet foram postas de parte. O que se assiste é que, muito graças às redes sociais, a Internet veio polarizar, criar ódios…".

A tecnologia, quando bem aplicada, é positiva. Esta é uma verdade universal. O problema prende-se com os valores que se encontram por detrás de tudo. Quem detém as grandes tecnologias são as grandes empresas. Então, vivem-se tempos de uma ilusória democracia, já que são essas grandes empresas que ditam as regras — e, no documentário, esta realidade torna-se óbvia. Para aquele designer, teria de "haver um tribunal digital, uma justiça digital!" Porque, conforme adianta, "ao contrário do que se acredita, estamos a perder a liberdade toda — e, no documentário [O Dilema das Redes Sociais], isso está bem assente". O caso torna-se ainda mais avassalador quando há crianças à mistura. É o caso deste pai designer, mas também de tantos outros pais, espalhados pelo mundo, que assistiram àquela produção onde se pode ver, diretamente da plateia, o nível de loucura a que a coisa chega: adolescentes que não vivem — quase literalmente — sem o telemóvel e os seus mil (des)encantos, nas mãos. "Uma criança que é validada pelo número de likes será, no futuro, um adulto frustrado. Acredito ser importante, senão crucial, limitar e controlar o uso da Internet pelas crianças. Mas que seja um controlo de conteúdos que é feito pelos pais e não pelo sistema. O suposto controlo feito pelas empresas para ‘proteger’ as crianças consiste, nada mais nada menos, do que em enchê-los de marketing e de publicidade, incitando o consumo… É importante ensinar [os mais novos] a usar a Internet, a tirar bom proveito desta. Há muitas coisas fantásticas [na Internet]. No entanto, nunca dei um telemóvel aos meus filhos nem vou dar tão depressa", assegura aquele designer. Explica ainda que aquilo que mais o assustou, naquele documentário, "é que são os tipos que criaram aquilo tudo os primeiros a dizer que o ‘bicho’ é incontrolável".

Enquanto freelancer que também sou — e porque também eu me encontro em detox digital e a viver o mesmo dilema entre ‘estar ou o não estar nas redes sociais’ —, pergunto àquele designer se equaciona regressar à vida online. Como se costuma dizer, "quem não aparece, desaparece" e, na vida de freelancer, desaparecer é uma não-questão. Ele assegura: "Considero, sim, regressar [às redes sociais], mas apenas numa óptica de trabalho. Porém pretendo fazê-lo a praticar muito a regra do bom senso e com a intuição à mistura. A intuição é a nossa maior ferramenta. Ao usar a Internet é essencial confiar-se na intuição, fazer-se aquilo que achamos que é o correcto. A intuição, ao contrário do que se possa pensar, não tem nada de transcendental ou de esotérico. A intuição é uma arma biológica e é importante que a validemos, enquanto seres individuais".

"O que é que eu iria fazer nas redes sociais? Partilhar receitas de guacamole?"

É uma "raça rara"pero que los hai, los hai. Explanamos acerca das pessoas que não têm, nunca tiveram, e não têm qualquer tipo de intenção de vir a ter, redes sociais. E não, não nos referimos aos avós de 90 anos, nem tão pouco a crianças com pouca idade para tal. Encontram-se na casa dos quarenta, são cool, informados e vividos. E estão "nem aí" para os social media. Quando questionados acerca do porquê de nunca terem enveredado por esse caminho, as respostas são unânimes: consideram-se pessoas reservadas, que adoram a sua privacidade e consideram-se, ainda, um tanto ou quanto "dinossauros". Mas, asseguro, de espírito "velho" não têm nada. Martim Mello, 41 anos, dono de uma empresa de compra e venda de imóveis, confessa que, quando apareceu o Facebook achou que "era uma moda que iria passar rápido. Que inocente fui…". Conta que, naturalmente, lhe passou várias vezes pela cabeça ‘entrar’ no mundo das redes sociais. Mas que, felizmente, nunca deu esse passo. "Acho que o lado negativo das redes [sociais] supera qualquer parte positiva que admito existir. Que existe! A minha mulher, por exemplo, é do Texas, Estados Unidos. Como ela viveu em sete países diferentes, tem amigos espalhados pelo mundo inteiro. E a sua família está toda nos Estados Unidos. Essa facilidade de contacto com o exterior é, sem espaço para dúvida, um dos lados bons do social media. Ela usa [as redes sociais] e eu respeito totalmente". Deslinda que, por vezes, se sente "um dinossauro". Mas que tem a certeza que não perde nada do que se passa na atualidade: "Habituei-me a ir buscar a informação a outros sítios, fora das redes sociais. Tenho subscrição em vários sites para ler, como, por exemplo, o Cnbc Pro, o The Wall Street Journal. Também ouço muito webinars (que são webconferências ou videoconferências com intuito educacional) e podcasts de informação". Adepto de um bom documentário, revela que assistiu a O Dilema das Redes Sociais. Ainda que não o tenha "espantado nada", confessa que ficou muito preocupado: "Ajudou-me a entender muito sobre o que se passa com as pessoas à minha volta. Vejo amigos, de longa data, que entram em guerras de Facebook porque não concordam com as mesmas ideias. Bem como pessoas que nunca tiveram qualquer interesse por história ou por política, cheias de teorias só porque viram uns vídeos no Youtube e não aceitam uma opinião contrária às suas. Sinto uma grande bipolarização, em geral", desabafa. Para este empresário em nome próprio, ter paz de espírito é a maior vantagem de não estar no social media: "Segundo o que observo, as redes sociais não trazem felicidade às pessoas".

Kevin Grotto, de 46 anos, é um músico de Nova Iorque. Não tem nem nunca teve redes sociais e, conforme deixa claro no início da nossa conversa, pouco ou nada lhe interessa o tema. "Pureza, desculpa, mas estás a falar com um old man que não sabe muito acerca de redes sociais. Apenas que todas as pessoas ‘estão lá’. Por isso, [as redes sociais] deverão ter o seu lado positivo. É uma coisa boa saber que, através destas, as pessoas podem interagir regularmente umas com as outras. No passado isso não existia. Eu vivo nas montanhas, a cerca de 300 quilómetros da Big Apple, com o meu pai de 87 anos. Ele está no Facebook. É bom ele poder ver fotografias dos seus familiares e até conseguir contactá-los com regularidade e manter-se a par das suas vidas". Explica que, não só se considera "uma pessoa privada", como não se sente "seguro [nas redes sociais]". E mantém: "O que é que eu iria fazer nas redes sociais? Partilhar receitas de guacamole? Eu acho boring. Eu gosto de contacto humano, de silêncio ou de não contacto, at all. Eu estou sempre a praticar música, a aprender ou a ler acerca de. Nunca senti necessidade de estar nas redes sociais. As pessoas, por lá, estão a perder algo muito importante, que é o contacto humano". Acredita que sim, que há certos aspetos positivos que podem ocorrer no universo do social media, quando há a possibilidade de se interagir de forma livre e aberta. E assevera: "Honestamente, não considero que as redes sociais sejam o problema. Mas sim a sociedade como um todo. Agora, ficou apenas mais claro de como isto está tudo lixado. Há, definitivamente, informação a mais a correr por aí. Muita bullshit. No entanto, as pessoas querem consumi-la. As pessoas já não querem aprender acerca de mais nada. Estudar a fundo alguma coisa, verdadeiramente… Os seus cérebros encontram-se demasiado sobrecarregados de tralha nonsense. E isso reflete-se na sociedade. Além de que conheço pessoas verdadeiramente aditas às redes sociais", explana aquele músico norte americano. "Quando eu era criança (já pareço um velho a falar, outra vez), nós passávamos os dias a brincar no exterior e nunca queríamos estar fechados em casa. É aborrecido e pouco saudável [estar fechado em casa]. As crianças precisam de estar ativas", remata.

Pergunto a estes dois outsiders, com pouco para dizer acerca do social media (a bem de ambos), que conselho dariam a alguém que deseja "largar as redes": "Será difícil dar esse conselho", assegura o empresário Martim Mello. "Como nunca tive [redes sociais] só consigo fazer uma comparação com aquilo que aconteceria com qualquer outro tipo de vício: deverão ter sintomas de abstinência. Mas depois passa (risos)". Já Kevin Groto, que se apressa a dizer-me que quer regressar à sua prática (por mim interrompida) de tabla (um instrumento musical de percussão, muito usado na Índia), deixa a descomplicada dica: "Oiçam uma sinfonia ou leiam um livro. Aprendam acerca de algo ou, melhor ainda, ajudem alguém que precise". Numa entrevista feita pela Vanity Fair, ao realizador do documentário, Jeff Orlowski, o jornalista termina com uma questão que passo a transcrever, já que é precisamente o que eu, enquanto profissional da escrita e freelancer, sinto, relativamente ao uso que dou às redes (tal como, aposto, tanta gente, desse lado, também deverá sentir): "Mesmo que eu quisesse sair do Twitter, sinto que não posso, pois é como se fosse a praça da cidade, certo? É o local onde as pessoas se reúnem. É onde as notícias circulam, ainda que eu sinta ter um problema relativamente a esses tais de ‘assuntos do momento’. O meu sentimento, após assistir ao seu documentário, é que eu quero excluir tudo, mas, ao mesmo tempo, sinto que não quero perder nada". A resposta de Jeff, não só não é nada esclarecedora, como promete deixar-nos a todos ainda mais confusos: "Correto. Correto. E isso é a fonte de uma enorme tensão, certo? Há uma perda de oportunidade de trabalho profissional, não é assim?". Precisamente. O dilema parece ser, sem tirar nem pôr, esse mesmo. E, tal como todos os grandes dilemas, destina-se a permanecer assim, sem uma grande resposta.

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