Os momentos que pode ter perdido nos Golden Globes 2026

Do discurso emocionante de Wagner Moura ao beijo entre Timothée Chalamet e Kylie Jenner, reunimos os detalhes que podem ter passado despercebidos.

Jennifer Lawrence e Kylie Jenner Foto: Getty Images
12 de janeiro de 2026 às 04:42 Safiya Ayoob

A edição de 2026 dos Golden Globes ficou marcada por uma mistura irresistível de glamour, humor e momentos de verdadeiro significado artístico. Entre piadas que atravessaram gerações e discursos carregados de emoção, a cerimónia voltou a provar que Hollywood sabe celebrar o cinema e a televisão com espetáculo e substância. Houve espaço para tudo: desde Nikki Glaser a pedir, em tom de brincadeira, uma dica sobre a sua máquina de Nespresso a George Clooney, até às referências à diferença de idades nos relacionamentos de Leonardo DiCaprio. “Que carreira extraordinária que tiveste”, disse a comediante. “Incontáveis interpretações icónicas, trabalhaste com todos os grandes realizadores, ganhaste três Globos de Ouro, um Óscar e, o mais impressionante de tudo, conseguiste alcançar tudo isso antes de a tua namorada fazer 30 anos.”

Kate Hudson e Leonardo DiCaprio nos Globos de Ouro Foto: Getty Images
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A noite começou com uma nota de consagração feminina: , ao vencer na categoria de Melhor Atriz Secundária pelo filme One Battle After Another, abrindo caminho para uma sucessão de distinções. Entre as novidades da edição, destacou-se a introdução da categoria de Melhor Podcast, conquistada por Amy Poehler, sinal claro de que os Globos de Ouro continuam a acompanhar a evolução das formas de contar histórias e de consumir conteúdos.

Amy Poehler com o Globo de Ouro na gala dos Golden Globes Foto: Getty Images

Na música, o prémio de Melhor Canção Original de um Filme foi para Golden – K-Pop Demon Hunters, um reconhecimento que confirma a crescente presença da cultura pop global no cinema internacional. Já no campo da interpretação, Timothée Chalamet foi distinguido como Melhor Ator em Filme (Musical ou Comédia) pelo papel em Marty Supreme, consolidando o seu estatuto como um dos rostos mais relevantes da sua geração. Fora do ecrã, também a sua vida pessoal chamou a atenção: Kylie Jenner voltou a acompanhá-lo, marcando a terceira edição consecutiva em que surge ao seu lado no evento.

Kylie Jenner e Timothée Chalamet nos Golden Globes Foto: Getty Images

Outro dos momentos mais comentados da noite foi a vitória de Jessie Buckley, premiada pelo trabalho em Hamnet, onde protagoniza uma performance intensa e delicada, amplamente elogiada pela crítica. Mas foi talvez o cinema em língua portuguesa que deixou uma das marcas mais fortes da cerimónia. Wagner Moura fez história ao tornar-se o primeiro brasileiro a vencer na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama. Ao subir ao palco, o ator destacou a dimensão emocional da obra vencedora, descrevendo O Agente Secreto como “um filme sobre a memória - ou a ausência dela - e sobre como o trauma pode atravessar gerações”, acrescentando que, se o trauma se transmite, também os valores o podem fazer. O discurso terminou com uma declaração sentida: “Para todos os que estão a assistir do Brasil: viva o Brasil, viva o cinema brasileiro”.

A atriz Greta Gerwig nos Golden Globes com o prémio de Melhor Realizador Foto: Getty Images
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