Romantismo do século XIX na coleção de inverno da Valentino
A beleza do corte e do equilíbrio numa coleção que atravessou temporadas e gerações.
A beleza do corte e do equilíbrio numa coleção que atravessou temporadas e gerações.
Depois de colaborar com marcas como a Fendi, Giorgio Armani e Cartier, Guadagnino juntou-se agora à Valentino.
Neste frente a frente entre alta-costura e street culture, ganha a inclusividade. Um novo paradoxo de modernidade e de beleza sublime é imposto pela Valentino com o lançamento de dois perfumes que são para todos.
De vestidos que demoraram 1050 horas a fazer a collants totalmente construídos à mão, para Pierpaolo Piccioli este é o significado da alta costura: trabalho manual, precisão e amor.
Numa coleção que pintou fora das linhas, Pierpaolo Piccioli, da Valentino, inspirou-se nos sete pecados capitais para apresentar os vestidos que contam a história da marca, mas não só.
Foi na última sexta-feira, 8 de julho, que o diretor criativo da casa italiana, Pierpaolo Piccioli, apresentou a mais recente coleção de alta-costura. Reinaram as rosas e os looks monocromáticos, num tributo aos primeiros desenhos do fundador da marca, Valentino Garavani.
O site de compras desafiou designers de moda a assinalar o Dia da Mulher de uma forma diferente.
Após três décadas de dedicação à marca francesa, a designer que sucedeu a Karl Lagerfeld, deixa o cargo, marcando o fim de uma era. A sua saída surge num momento de grandes mudanças no setor da Moda.
A Gucci atravessa mais uma mudança na sua direção criativa com a saída do designer italiano, apenas pouco tempo após assumir o cargo. Di Sarno tentou redefinir a identidade da marca, afastando-se da exuberância de Alessandro Michele, mas os desafios comerciais e a pressão por resultados aceleraram a sua partida.
Nos últimos dois anos, o mercado da Moda tem assistido a grandes mudanças. Hedi Slimane deixa Celine depois de sete anos e Missoni recebe novo designer criativo.
São números chocantes, até para uma indústria onde a única constante é a mudança. Em pouco mais de um ano, quase duas dezenas de diretores criativos abandonaram cargos em algumas das mais importantes marcas de luxo. A chegada de Jack McCollough e Lazaro Hernandez à Loewe é a mais recente manobra nesta “dança de cadeiras”. Num setor pouco acostumado a lidar com quebras de vendas, serão apenas fatores económicos a impulsionar estas mudanças?
Há um perfume de sobriedade no ar. Longe do ruído estridente da logomania e da apatia cool do streetwear, a nova estação apela a uma estética mais depurada e feminina. Mais do que uma tendência fugaz, esta é uma pequena revolução de estilo que pode muito bem significar o regresso a tempos de sonho e de beleza pura.