O que comer (e bochechar) antes, durante e depois do treino
Voltamos a ouvir os conselhos infalíveis da Glucose Goddess.
Como diz o ditado, dica boa é dica compartilhada, e, mais uma vez, Jessie Inchauspé - ou Glucose Goddess como é conhecida nas redes sociais - partilhou alguns conselhos sobre o que devemos (ou não) comer antes de fazermos exercício físico.
Segundo a 'guru dos açúcares', não é extremamente necessário comer antes de fazer exercício físico moderado. E o que é que ela considera exercício moderado? Fazer uma caminhada, correr durante 30min em ritmo equilibrado ou fazer uma aula de grupo mais leve no ginásio. Numa intensidade moderada cerca de 50% da nossa frequência cardíaca será utilizada para queimar gordura e transformá-la em energia. Ou seja, para este tipo de treinos, não é necessário comer antes ou, se for da sua preferência, opte por algo mais leve.
No caso de um treino mais intenso - como levantamentos de peso, sprints ou uma corrida mais longa, com 85% da frequência cardíaca máxima - o nosso corpo vai precisar de glicose como fonte de energia de forma mais rápida e não vai queimar gordura com tanta facilidade, porque não é esse o foco. Nesse caso, é necessário fornecer glicose ao nosso corpo e consumir alimentos ricos neste tipo de açúcar, pois vai ajudar no desempenho do seu organismo.
Algumas combinações de alimentos muito boas para treinos intensos:
- banana + manteiga de amendoim
- iogurte + whey protein sem sabor + frutos vermelhos
- pêra + frutos secos + queijo
- pão pita + húmus
- maçã + queijo cottage + canela
- batata assada + ovos estrelados
- arroz + frango + brócolos
Para que não restem dúvidas: a glicose é um açúcar simples, em termos científicos - um monossacarídeo -, proveniente dos hidratos de carbono. É considerada o combustível que o sangue transporta para todas as células do nosso organismo e é utilizada como fonte de energia. Dito isto, é possível oferecer glicose ao corpo sem causar uma hiperglicemia pós-prandial (pico de glicemia). Como? Com alimentos como o arroz, a batata, o pão, a massa ou a fruta e é importante combiná-los com proteína e gordura saudável.
No entanto, se for fazer um treino mais longo, com mais horas de resistência, é importante ter glicose durante o treino, e até mesmo frutose para aumentar a absorção e ajudar o corpo a manter os níveis de energia ao longo do treino. A dica infalível que a Glucose Goddess sugere no seu vídeo é bochechar algo doce na boca (um pacote de açúcar, por exemplo). Isso, vai enganar o nosso corpo e fazê-lo pensar que, eventualmente, há mais glicose a entrar no corpo. Está comprovado que esta prática aumenta o desempenho de quem está a treinar.
Jessie Inchauspé, recomenda ainda que depois de um treino, especialmente se for intenso, nos certifiquemos que repomos os níveis de glicose no corpo e nos músculos. Para esse efeito, os hidratos de carbono são uma boa opção se combinados com proteínas, gorduras ou fibras para reduzir o pico de glicose. Para quem pratica musculação, é importante consumir proteínas no dia seguinte para garantir a reconstrução das fibras musculares.
Convém também frisar que é perfeitamente normal, para quem utiliza gadgets de desempenho físico durante o exercício, que veja um pico de glicose no seu monitor durante o treino. Quando não há glicose suficiente a circular pelo nosso corpo, o fígado acaba por libertar uma grande quantidade de glicose na corrente sanguínea para abastecer os músculos durante a atividade e permitir que o corpo mantenha energia. Tal como afirma a famosa Glucose Goddess, um pico de glicemia durante uma atividade física não é um problema.
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