Libido. O desejo não desapareceu - só está adormecido
A solução começa bem longe do quarto. Primeiro está na mente, no corpo e nos pequenos hábitos diários.
A libido não depende só da química entre o casal, aparentemente, há muitos outros fatores que a fazem aumentar ou diminuir. É só mais uma coisa para nos complicar a vida, certo?
O estilo de vida que levamos, o corpo que temos e a mente que nos conduz - são apenas alguns dos fatores a que a libido responde. Se uns não estão bem, é muito provável que outros não funcionem como deviam. Mas não é preciso perder a esperança, há soluções - e naturais - que nos ajudam a reacender o desejo sexual.
Um jantar romântico, um passeio à beira mar num fim de tarde de verão, momentos a dois com velas aromáticas e um copo de vinho na mão. Parece tudo bastante excitante e suficiente para fazer subir a temperatura, não é? Pois bem, o desejo e o prazer são bem mais complexos do que isso. Por vezes, até são despertados por fatores completamente inesperados e, à primeira vista, pouco românticos. A libido não desapareceu, só está meio adormecida e parece que chegou a hora de a acordar.
Antes de acordar é importante dormir bem. Sim, faz toda a diferença. A qualidade do sono tem impacto direto no desejo sexual. Quando dormimos mal o nosso corpo produz pouco cortisol (hormona que regula o stress), a nossa energia diminui e o interesse pelo ato sexual é pouco ou nenhum. Não significa que não nos sintamos atraídas pelo nosso parceiro, de todo - o problema está mesmo em nós próprias e a solução passa por descansarmos o corpo e a mente.
O nosso cérebro comanda tudo e, por isso, sentir-se mentalmente estimulada é quase imprescindível. A libido para além de não ser só química também não é só física, ela começa mesmo é na mente. Atividades simples, com: aprender algo novo, conversas interessantes e divertidas ou até mesmo envolver-se num projeto criativo podem aumentar a sua autoestima, ativar os níveis de curiosidade e, consequentemente, despertar o desejo. Se a mente está ativa, o corpo está ativo e a vontade de se relacionar é muito mais ansiada.
‘Sou só eu e o meu corpo’. Estar conectada com o próprio corpo, respeitar o próprio corpo e mais importante: gostar do próprio corpo. O primeiro passo para desejar o outro é sentirmo-nos bem com o nosso corpo e sermos igualmente desejadas. Embora o desejo não apareça ‘do nada’, ele pode ser construído e existem atividades, como: dança, yoga e exercício físico que nos fazem libertar de vergonhas e inseguranças e nos ajudam a sentir mais presentes fisicamente, mais sensíveis e abertas ao toque e a recuperar a conexão com o próprio corpo e com a mente.
A autoestima é mais importante do que a aparência. Ainda que, inevitavelmente, a nossa autoestima seja ‘controlada’ pela nossa aparência. O processo de desejar alguém e ser desejada começa por dentro e isso já não se reflete apenas na estética, mas sim: na forma como olhamos para nós próprias, física e psicologicamente, como tratamos da nossa mente, do nosso corpo, da nossa aparência e da forma como nos valorizamos. Estarmos bonitas para nós e cuidarmos do nosso próprio bem-estar pode causar um efeito direto no aumento da libido, e não só.
Ter uma rotina, sermos responsáveis e organizadas é muito importante. Mas não nos acomodemos à mesma rotina todos os dias. A rotina é confortável, mas não é estimulante e os novos ambientes são muito propícios ao desejo. A novidade ativa os níveis de dopamina no cérebro e aumenta os estímulos de prazer e desejo.
Os ovários “ouvem” o stress - e isso pode mudar tudo sobre menopausa e fertilidade
Um estudo recente revelou que há uma rede de nervos simpáticos nos ovários, a mesma responsável pela resposta ao stress. Com o tempo, essa rede vai ficando mais densa. Porém, quando os investigadores a removeram, os ovários envelheceram mais devagar.
Aimara Studio. Saúde e vitalidade para lá dos 80 anos
Este novo ginásio e spa é o sonho de vida do jovem Niccolo Bagarotto, um surfista italiano que veio para Portugal atrás das ondas e que sentiu falta de um sítio tranquilo e acolhedor, onde atletas de outdoor pudessem preparar corpo e mente.
É verdade que se faz mais sexo no inverno? Este e outros mitos sobre sexualidade
Joana Lima Silva, ginecologista e sexóloga no Hospital Lusíadas Porto, responde a esta e outras perguntas sobre o tema.
Irritação, insónia e afrontamentos? Como a masturbação pode ajudar
Num estudo recente, que contou com a participação de 1178 mulheres entre os 40 e os 65 anos, uma em cada cinco reportou que a masturbação proporcionou alívio dos sintomas menopáusicos. E o recurso à vibração parece ter benefícios acrescidos.