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Como aquecer a casa com pouco dinheiro

Conheça as dicas da Máxima para passar um inverno mais confortável em casa. Sem bater o dente com frio e sem gastar balúrdios.

Foto: Pexels
06 de dezembro de 2023 Madalena Haderer

Vidros duplos, estores térmicos, isolamento, aquecimento central. Em teoria, toda a gente sabe como se mantém uma casa quente e acolhedora. Na prática, são poucas as pessoas que contam com estes pequenos (grandes) luxos. Resultado? Chega o inverno e passa-se frio dentro de casa. É preciso fazer obras. Investir, finalmente, naqueles vidros duplos, ou numa salamandra. Mas a primavera vai aparecendo lá ao fundo do túnel e todos esses planos perdem a urgência. Até que o inverno regressa e volta tudo a bater o dente. Será que não há maneira de se estar confortável em casa sem que isso custe um balúrdio em obras ou electricidade? Claro que há.

Para aquecer as mãos e a alma
Para aquecer as mãos e a alma Foto: Pexels
1. Mantas, tapetes e almofadas mil

Em casa há dois sítios em que é essencial estar quente e confortável: a cama e o sofá. E as soluções são semelhantes em ambos os casos. Almofadas e mantas são um must. Escolha tecidos quentes, como o veludo, a camurça, a lã e o pêlo sintético. Para as almofadas também ajuda se escolher enchimento de penas. Quanto mais camadas e texturas, melhor. E se estiver a pensar comprar um sofá, saiba que os modelos em tecido são mais quentes e aconchegantes do que os de pele. Na cama, um edredão quente – não precisa de ser de penas, há opções sintéticas tão ou mais quentes – faz toda a diferença. Para além disso, os sofás e as camas devem ser colocados longe das zonas frias (como paredes exteriores, principalmente as viradas a norte) da casa e perto das paredes interiores, que absorvem mais calor.

Almofadas, tapetes e mantas: quantos mais, melhor
Almofadas, tapetes e mantas: quantos mais, melhor Foto: Pexels
2. Tapetes e cortinados

A lógica é sempre a mesma: quantas mais camadas existirem entre o seu corpo e as superfícies frias da casa, mas fácil será manter-se quente, não só isso, mas também manter uma temperatura amena dentro de casa, uma vez que os tapetes e os cortinados retêm melhor o calor e contribuem para uma maior sensação de conforto. Para os tapetes, a lã é sempre a melhor opção. Já para os cortinados, o veludo será uma boa escolha. Uma boa dica é ter um kit de cortinados para os meses quentes, em algodão leve, e outro para os meses frios: pesados e opulentos, como as cortinas de palco. Já agora, lembre-se que os objetos retêm o calor, por isso, quantos mais móveis e peças de decoração tiver, mais quente e acolhedora será a sua casa. Para além disso, estantes com livros são excelentes isolantes: encoste-as a paredes exteriores.

Prazeres que não custam dinheiro
Prazeres que não custam dinheiro Foto: Pexels
3. Sol de inverno

Não ceda à tentação de transformar a casa num casulo, com tudo fechado. Primeiro, porque o sol de inverno também aquece, e depois porque é essencial ventilar a casa, caso contrário a condensação que se forma no interior – decorrente dos banhos e dos cozinhados, por exemplo – vai promover manchas de humidade e fungos que causam doenças respiratórias. Por isso, durante as horas de maior calor deve afastar os cortinados e deixar entrar a luz, mas também abrir as janelas, ainda que durante curtos períodos de tempo. Quando se aproximar do fim da tarde, é hora de fechar os estores e os cortinados, para reter o calor dentro de casa. Para que isto ocorra com eficiência, verifique se as portas e janelas estão devidamente vedadas. Se sentir alguma corrente de ar, aplique fita isoladora e coloque um rolo protetor na porta da rua.

Fogo que arde e que se vê
Fogo que arde e que se vê Foto: Pexels
4. Fogo que aquece o corpo e a alma

É triste, mas é verdade: não há maneira de aquecer a casa que não se faça sentir na fatura da electricidade. Com honrosa excepção da salamandra, que não só aquece, como melhora o ambiente da casa – para uma opção que só aquece a alma, experimente pôr a passar na televisão uma filmagem de uma lareira. Por outro lado, o preço da salamandra e os custos da instalação são consideráveis. Se precisa de uma solução mais económica, daquelas que se traz para casa debaixo do braço, pode optar, por exemplo, por um termoventilador que gasta muito, mas aquece muito rápido, pelo que basta que o ligue só durante alguns minutos, por exemplo, no quarto antes de ir domir. No lado oposto do espetro está o aquecedor a óleo – gasta menos, embora ainda possa fazer um estrago considerável na fatura, mas, se o ligar no mínimo, durante as horas de vazio, numa assoalhada não muito grande, faz uma grande diferença. Por último, para eficiência a baixo custo, não há como a escalfeta – aquecedor eléctrico de pés com um aspecto arcaico, com as suas ripas de madeira – que custa 20 euros, gasta 20 watts e mantém os pés quentes de tal forma que pode prescindir das meias.

Um aquecedor com pernas
Um aquecedor com pernas Foto: Pexels
5. Truques da avó

Beba bebidas quentes, use o forno para fazer bolos e assados que é uma excelente forma de aquecer o estômago e a casa, e não subestime o poder do bom e velho saco de água quente. Ou de um saco de água quente de quatro patas, que é como quem diz, um gato. Ou dois.

Foto: Reuters
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