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Os collants pretos e o seu papel no luto da realeza britânica

Há muito que o guarda-roupa preto simboliza a perda de um ente querido no Ocidente, mas foi apenas nos anos 20 do séc. XX, com a subida das bainhas das saias, que os collants se tornaram uma peça essencial nestas ocasiões.

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19 de setembro de 2022 Ana Filipa Damião
O mundo parou com a notícia do falecimento de Isabel II, no passado 8 de setembro. De um momento para o outro, o Reino Unido estava de luto, e com ele toda a família real britânica, que está de luto até dia 26 do mesmo mês, conforme dita o antigo protocolo.
Kate Middleton, príncipe William, príncipe Harry e Meghan Markle no castelo de Windsor, 10 de setembro de 2022
Kate Middleton, príncipe William, príncipe Harry e Meghan Markle no castelo de Windsor, 10 de setembro de 2022 Foto: Getty Images
 

Durante estes dias, conjuntos coloridos estão proibidos, sendo o preto a única cor que os aristocratas estão autorizados a usar, dado que, pelo menos no Ocidente, simboliza a perda de um ente querido. Contudo, as regras vão mais além.

Quando, no passado dia 10, Kate Middleton e Meghan Markle saíram do castelo de Windsor com os respetivos maridos para cumprimentarem a multidão que ali se juntava para prestar homenagem à rainha Isabel II, ambas envergavam vestidos discretos com a bainha pelo joelho, concluindo o look com elegantes saltos altos e collants opacos, tudo em preto claro. O acessório faz parte do "uniforme de luto" da família real, uma tradição secular fortemente ligada à rainha Vitória, que a "usou" durante quarenta anos seguidos, desde a morte do seu marido, o príncipe Alberto, em 1861, até à data do seu próprio falecimento, em 1901. Ao contrário de hoje, o período de luto durava um ano e um dia no século XIX.
Rainha Victoria de Inglaterra com a filha, a princesa Helena, 1863
Rainha Victoria de Inglaterra com a filha, a princesa Helena, 1863 Foto: Getty Images


No entanto, foi apenas nos anos 20 do século passado que os collants pretos se tornaram uma peça obrigatória no dito "uniforme", pois foi nesta altura que as saias se tornaram mais curtas. Com a morte da rainha Isabel II, Kate e Meghan continuam agora a tradição desta peça que é, afinal, um essencial do guarda-roupa feminino.
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