Se há alguém, ou algo, que percebe de tendências, terá de ser o nosso melhor amigo, o Pinterest. Perito em fazer-nos sonhar, esta app é a favorita de todas as mulheres que querem concretizar seja o que for: inspiração de looks, decoração para a casa, ideias para fotos, receitas e claro, casamentos. E é exatamente sobre eles que vamos falar hoje.
Cada vez mais os casamentos fogem do tradicional e se tornam numa celebração mais pessoal, intima e personalizada (e, sinceramente, é assim que devia ser sempre). E apesar de sermos grandes fãs do casamento tradicional, não há nada como uma festa que celebre, para além do amor, personalidade e caráter. Mas apesar de cada casamento estar moldado ao gosto e personalidade do casal (ou da noiva cof cof) nem a celebração do amor foge às tendências.
O bolo: mais é mais
Hoje em dia, o bolo conta tanto para a estética como as flores. Já não importa se chega para os convidados todos (até porque é impossível chegar a um consenso no que toca a sabores para bolos), interessa sim o quão bonito e diferente é. O bolo branco foi substituído por uma paleta de cores nostálgica e quente, e nem sempre há bolo, imaginemos: torres de taças com tiramisu, vasos com flores (que na verdade se podem comer) - estamos a assistir a uma mistura perfeita entre pastelaria e escultura. É mais sobre personalidade e menos sobre perfeição.
Atividades analógicas (e artísticas)
Começa a ser raro o casamento que não tem algum tipo de atividade. O casamento deixou de ser apenas convívio e celebração para ser também memorável e interativo. Falamos de estampagens de selos, flores prensadas à mesa, saquinhos de ervas aromáticas onde cada um pode criar o seu próprio aroma para levar para casa, fitas com desejos escritos à mão e atadas a um arranjo floral ou máquinas fotográficas analógicas para os convidados registarem todos os momentos. Tudo isto dá vida ao casamento e ao mesmo tempo obriga-nos a estar offline, num mundo que cada vez mais nos pede para abrandar e viver o presente de forma intencional. Uma maneira de tornar os convidados em participantes e não apenas em testemunhas.
O bouquet e a decisão de não o atirar
Visto como uma das coisas mais pessoais num casamento é, no casamento tradicional, o objeto mais cobiçado pelas mulheres solteiras. Mas longe vão os dias em que a noiva fica efetivamente sem o seu bouquet (que além de caro, é feito com base na noiva, não nas suas amigas solteiras). Nem a tendência o permite, estamos a olhar para novos tipos de bouquets: malas florais, missangas e bordados feitos à mão, ramos feitos de papel, com bilhetes dobrados ou feitos dos seus livros favoritos.
E a estatística não mente, segundo a publicação digital Glassette, “as pesquisas por ‘malas em forma de ramo’ aumentaram mais de 1000%, as de ‘flores com brilhantes’ subiram 715%, já as de ‘ramos sem flores’ cresceram 240%, mas o verdadeiro fio condutor não é um único material ou forma. É a mudança para um ramo que não poderia pertencer a mais ninguém: orientado pela textura, inspirado pelo sentimento e, de forma absoluta e deliberada, só seu”.
Espaços pouco convencionais
Diga adeus à clássica quinta ou ao casamento na praia. Os casais modernos procuram espaços que falem por si: campos de ténis, clubes de jazz, castelos em ruínas, ambientes rochosos, florestas encantadas e cinemas são alguns dos exemplos de espaços que não precisam de flores ou velas para fazer o ambiente perfeito e ainda transportam os convidados para uma experiência imersiva. A
Glassette confirma: “as pesquisas por casamentos em clubes de jazz aumentaram mais de 1100% e as de casamentos em estufas de vidro aumentaram 100%, estes dados refletem uma mudança mais ampla na forma como os casais encaram esse dia: menos preocupados em seguir um formato e mais focados em criar um mundo, para depois convidarem todas as pessoas de quem gostam a entrar nele”.