Celebridades

Duffy publica detalhes da violação que sofreu

Numa depoimento com mais de seis páginas, a cantora revelou o que lhe aconteceu “para ajudar outros que sofreram o mesmo”.

Foto: Instagram @duffy
06 de abril de 2020 | Aline Fernandez

Trinta e nove dias após ter revelado que foi drogada, violada e mantida em cativeiro, Duffy contou detalhes do terror que passou durante quatro semanas. Aos 35 anos, a cantora vencedora do Grammy pelo álbum mais vendido de 2008, Rockferry, apagou o post anterior no Instagram, no qual explicava a razão do facto de se ter afastado da música durante mais de uma década e publicou uma nova fotografia. Na legenda, apenas um website. A cantora britânica teve, assim, a coragem de partilhar a sua história para "ajudar outras pessoas que sofreram o mesmo". 

"No dia do meu aniversário, fui drogada num restaurante, fui drogada durante quatro semanas e viajei para um país estrangeiro, não me lembro de entrar no avião e voltei na traseira de um veículo em movimento. Fui colocada num quarto de hotel e o criminoso voltou e violou-me", escreve no depoimento onde afirma também que "poderia ter sido morta". 

Embora pensasse fugir, tinha medo, pois sabia que sua vida estava "em perigo imediato", já que o violador (sem nome) fez ameaças de morte. "Eu não sei como tinha forças para suportar aqueles dias", escreve. Duffy conta ainda que "não lhe parecia seguro ir à polícia". 

A cantora afirma que escapou deste terror ao fugir, mas por estar sob efeito de substâncias "não se recorda de voltar para casa". A cantora escreve que esteve em "alto risco de suicídio" e que passou semanas sozinha. "Tirava o meu pijama, queimava-o e vestia outro conjunto. O meu cabelo ficava completamente embaraçado por não o escovar, enquanto eu sofria," recorda. 

Ao longo de seis páginas e meia de depoimento continua: "Eu pensei que a divulgação pública da minha história destruiria completamente a minha vida, emocionalmente, mas não o fazer estava a destruí-la muito mais." Duffy diz também que ao esconder-se, "ao não falar, estava a permitir que a violação se tornasse uma companheira." O tempo que passou distante da música deu-lhe uma certeza: "Eu acredito que não cantar está a matar-me."

Duffy agradeceu ao psicólogo por ajudá-la no trauma, dando-lhe a coragem de partilhar a sua história. "Eu só tenho de ser forte, divulgá-la e enfrentar todos os meus medos de frente". A cantora disse agora perceber que não pode anular-se e que deve ser "completamente honesta e ter fé no resultado", escreve. "Agora posso deixar esta década para trás. Onde o passado pertence. Espero que não haja mais perguntas sobre "o que aconteceu a Duffy", agora sabem... E eu estou livre."

Pode ler o depoimento na íntegra aqui.
Saiba mais Duffy, violação
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