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Máxima

Beleza / Wellness

O divórcio é o novo botox?

Ficarmos mais bonitas após um break-up não é mito urbano. É visível, estudado e irresistível.

Foto: Getty Images
08 de janeiro de 2026 às 12:17 Máxima

No início, Marta, navegou pelo território clássico do pós-divórcio: jantou pizza às três da manhã, comprou saltos que fariam o ex-marido ser o mais baixo da sala, fez maratonas de séries sobre solteirice e leu livros de amor-próprio até adormecer no sofá. “Sim, é cliché, mas também é terapêutico”, ri-se. Entre um chocolate e outro, percebeu que a liberdade tinha o sabor da escolha: podia rir sozinha, chorar sozinha, e, sim, dançar no meio da sala só porque sim. Era a pequena vingança contra anos de concessões – e, claro, contra o vestido que ele dizia que “não a favorecia”. 

Foi nesse ritmo que Marta começou a redescobrir a sua autonomia – mas a transformação real veio quando decidiu voltar a estudar. Aos 38 anos, matriculou-se num curso de Design de Interiores. O primeiro semestre foi um misto de medo e excitação, e também de olhares reprovadores da família: “Estás a desperdiçar o teu tempo!”, ouviu mais do que uma vez. Entre trabalhos e apresentações, percebeu rapidamente que estava a construir algo só seu. Ali, encontrou não só conhecimento, mas uma nova versão de si mesma: confiante, curiosa e até mais magra. 

Para completar a revolução, fez amigos na faculdade, daqueles que nos fazem sentir mais novas por se entusiasmarem com qualquer descoberta. O seu glow-up não se limitou à aparência, mas surgiu do fortalecimento interno. Cada aula, cada ideia, cada pequena conquista académica, era uma celebração da sua autonomia recém-descoberta. Foi como nascer outra vez (o que talvez explique a sua pele de bebé). “A Marta de antes, que se perdia nos outros, deu lugar a uma mulher que aprendeu a priorizar o próprio prazer, a própria voz e, acima de tudo, a própria identidade.” 

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"Depois da separação voltei a usar minissaia. Não era para engatar ninguém, era para me sentir poderosa."

O glow up pós-separação não é apenas sobre trocar o corte de cabelo, renovar o guarda-roupa ou mergulhar em novas rotinas de skincare; é um renascimento silencioso, onde cada gesto se torna uma declaração de autonomia. Entre cafés solo, playlists curativas e espelhos que finalmente refletem quem sempre esteve ali, surge uma mulher que redescobre a maior forma de poder - o próprio.

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