Sem apetite sexual? O segredo pode estar num tubérculo

Muitas vezes o problema não começa no corpo, mas na mente.

Falta de apetite sexual pode ter origem num tubérculo, diz especialista Foto: IMDb
16 de fevereiro de 2026 às 17:18 Joana Grilo / Com Patrícia Domingues

O stress é capaz de ser um dos nossos maiores inimigos. Desde quando é que é suposto deixarmos de fazer certas e determinadas coisas por causa da subida dos níveis de cortisol (hormona que gera o stress)? Quando o stress começa a influenciar as tarefas (ou os prazeres) do dia a dia, deixa de ser normal. Os níveis de cortisol disparam e o corpo deixa de priorizar o prazer. Em particular, num momento de relação sexual com o nosso parceiro, os constrangimentos começam a aparecer quando a libido diminui. Não significa que seja por falta de interesse, mas pode ser sim devido ao esgotamento físico e psicológico de um ou dos dois parceiros.  

O que é a libido e qual a sua relevância na minha vida sexual? 

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A libido está associada ao apetite ou desejo sexual. As regiões fronto-temporal-parietal e subcortical são as principais áreas do cérebro que envolvem a libido e são também responsáveis pelos mecanismos de emoção, satisfação, identificação com outra pessoa, associações de memória e de representação mental. Para além disso, há outros fatores genéticos associados à libido, como a variação na produção de determinadas hormonas e neurotransmissores,. Tal como afirma a Dra. Emilia Vuorisalmi, no seu livro O Poder Criativo das Hormonas, “A oxitocina é a hormona da unicidade e da ligação. Quando flui em equilíbrio com a dopamina e a serotonina, sentimos uma ligação - não só connosco próprios, como também com os outros e com quem nos rodeia. [...] A oxitocina é, simultaneamente, uma hormona e um neurotransmissor que desempenha um papel importante em vários processos fisiológicos do nosso corpo, como a excitação sexual e o parto, e está envolvida em muitos comportamentos importantes, como a vinculação social e o apego. É a oxitocina que, após uma relação sexual intensa ou , consegue apagar todas as nossas preocupações e trazer aquela sensação calma, paz, contentamento e um conhecimento profundo no corpo de que está tudo bem”. 

Mas, ao que parece, existe um considerado um adaptogénio que cresce na região dos Andes em altitudes que variam de 12.000 a 15.000 metros acima do nível do mar - a maca. Não é um produto milagroso nem funciona como um impulso imediato, mas é uma substância natural que ajuda o corpo a regular o stress e o equilíbrio hormonal. Conhecido cientificamente como Lepidium meyenii, foi cultivado pelos povos indígenas andinos, que o valorizavam pelas suas propriedades adaptogênicas que ajudam o corpo a gerir o stress. Longe de ser apenas mais um “superalimento”, a maca é conhecida pelas suas propriedades nutricionais e energéticas, sendo tradicionalmente consumida para aumentar a energia, a resistência e a fertilidade. Alguns estudos revelam melhorias no bem-estar hormonal e em determinados sintomas associados ao esgotamento, embora esses efeitos sejam diferentes no homem e na mulher.

Nos homens, as melhorias que se observam podem ser o aumento do volume seminal, o aumento da quantidade total de espermatozoides no momento da ejaculação e o aumento da motilidade espermática. Já nas mulheres, os potenciais efeitos da maca são o alívio de , a contribuição para a melhoria do desempenho físico e a promoção de uma percepção mais positiva do bem-estar sexual. 

No que diz respeito ao aumento de energia, equilíbrio hormonal e outros sintomas físicos a maca tem, gradualmente, um efeito positivo e potencialmente favorável ao reaparecimento natural do desejo sexual. "É a oxitocina que ajuda as mulheres (e, em menor grau, os homens) a renderem-se ao prazer do orgasmo", aponta a Dra. Emilia.

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