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Lisboa na Rua 2021. A cultura regressa às ruas da capital

O certame cultural está de volta para um mês recheado de música, teatro, arte, literatura, entre 21 de agosto e 19 de Setembro. A edição deste ano foca-se no ambiente, desporto e feminismo e promete saber-nos pela vida, após tantos meses de confinamento.

Espetáculo de 'Antiprincesas' (2020).
Espetáculo de 'Antiprincesas' (2020). Foto: José Frade/ Cultura na Rua
21 de agosto de 2021 | Ana Damião

Numa altura em que o verão convida a passar mais tempo fora de casa, e que as restrições quanto à covid-19 estão mais aliviadas, a cultura marca presença nos jardins e museus da capital.

Uma iniciativa da EGEAC e da Câmara Municipal de Lisboa, o Lisboa na Rua arranca no castelo de São Jorge, às 19h30. É lá que acontece o primeiro de cinco concertos integrados no ciclo A Música e o Mundo – Encontros Sonoros Atlânticos, com obras de Philip Glass, Ângela da Ponte e Vasco Mendonça, interpretadas pelo grupo Druming GP e Stephen Diaz.

Concerto '70 Voltas ao Sol', com Jorge Palma (2020).
Concerto '70 Voltas ao Sol', com Jorge Palma (2020). Foto: José Frade/ Cultura na Rua

Celebram-se novamente tradições pagãs populares com o Festival Internacional da Máscara Ibérica. Os grupos de mascarados oriundos de Miranda do Douro, das Astúrias e da Galiza apresentam-se no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta (21 de agosto), no Museu da Marioneta (28 de agosto e 4 de setembro) e no Castelo de São Jorge (29 de agosto), sempre às 18h. O mês de agosto acaba com diversas atividades de dança, arte e circo.

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Enquanto as exibições de videoarte do Festival Fuso (25 a 29 de agosto) encorajam a descoberta e criação de novas formas artísticas, pelas 22h, o Lisboa Mágica (24 a 29 de agosto) e a iniciativa circense Chapéus na Rua animam os jardins da capital.

Espetáculo circense de 'Chapéus na Rua' (2020).
Espetáculo circense de 'Chapéus na Rua' (2020). Foto: José Frade/ Cultura na Rua

Dançar a Cidade convida-o a passar a tarde a aprender novos estilos de dança pelas 17h30. As aulas começam com danças africanas no jardim da biblioteca de Alcântara (29 de agosto), o tango no Castelo de São Jorge (5 de setembro) e o flamenco e sevilhanas no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta (12 de setembro). Por fim, haverá danças do Caribe no Museu da Marioneta (19 de setembro).

'Dançar a Cidade' no Palácio Baldaya (2020).
'Dançar a Cidade' no Palácio Baldaya (2020). Foto: José Frade/ Cultura na Rua
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É também no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta que acontece A Tralha (3 e 4 de setembro às 19h e 5 de setembro às 18h), um espectáculo da rapper Capicua e de Tiago Barbosa sobre o problema do plástico no ambiente, e ainda as sessões da Cinecidade.

Este ano, as noites de cinema ao ar livre (21h30) são dedicadas aos direitos humanos no mundo do desporto com a exibição de obras como Offside: Fora-de-Jogo, de Janar Panahi (10 de setembro), The Athlete, de Rasselas Lakew (11 de setembro), Back on Board: Greg Louganis, de Cheryl Furjanic (17 de setembro) e Documento Boxe, de Miguel Clara Vasconcelos (18 de setembro).

Já no MAAT - Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia – estreia O Barco, de Grada Kilomba, uma instalação que ao longo de 32 metros recorda histórias e identidades esquecidas de milhões de africanos escravizados pelos europeus (3 de setembro a 17 de outubro).

Dedicado aos mais pequenos, há um ciclo de Antiprincesas, de Cláudia Gaiolas, com quatro espetáculos que relembram os grandes feitos de mulheres portuguesas, apresentados na Estufa Fria. (11, 12, 18 e 19 de setembro às 11h00 e 16h00).

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Espetáculo de 'Antiprincesas' (2020).
Espetáculo de 'Antiprincesas' (2020). Foto: José Frade/ Cultura na Rua

Relativamente à música clássica, temos no início de setembro (3) a exibição de O Conde de Monte Cristo, pela orquestra Orbis com narração de Miguel Guilherme, às 21h30, e o concerto da Orquestra Gulbenkian dirigida por Martim Sousa Tavares (10 de setembro), pelas 19h00.

Para terminar em grande, o Lisboa na Rua regressa ao ponto de partida, ao castelo de São Jorge, com a apresentação do livro Arte Sonora, Ecologia e Cultura Auditiva: Lisboa Soa 2016-2020, pelas 18h30, onde está reunido o trabalho realizado ao longo de cincos edições do festival. O evento encerra com o concerto de Victor Gama com paL, às 19h30.

A programação completa encontra-se aqui.

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Quando? 19 de agosto a 21 de setembro. Onde? Vários espaços de Lisboa. Bilhetes: Levantados no local. Entrada gratuíta mas com lotação reduzida.

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