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Entrevista Afonso Pimentel, o bom rebelde

Ator há mais de duas décadas, e com apenas 39 anos, Afonso Pimentel consegue reinventar a sua presença sempre que aparece no ecrã. Por causa de 'Glória', série de Netflix, quisemos ouvir o que sente relativamente ao mundo em 2021. Heróis, pandemia e negacionismo. Está tudo em vídeo.

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30 de novembro de 2021 Tiago Manaia
Afonso vira a cadeira ao contrário antes de se sentar. No estúdio onde o filmamos, este reflexo espontâneo indica que temos à nossa frente um ator a querer quebrar uma rotina. O Cinema entrou na sua vida aos 14 anos, no filme Adeus Pai de Luís Filipe Rocha, encontrou de imediato reconhecimento, fez-se constante no ecrã. Afonso muda com as personagens, lembramos a sua recente aparição na série Luz Vermelha, tinha sotaque do norte, mergulhava assim no universo das casas de alterne e apagava da memória coletiva a sua imagem de ator adolescente em séries como Floribella.

Em Glória, produção da Netflix, é o antagonista de Miguel Nunes,"faço alguém que sempre conseguiu ter acesso a círculos aos quais não pertencia, e isso vincou-lhe claramente a personalidade. Ele almeja sempre mais, só que tem uma espinha dorsal bastante elástica", diz-nos. "O mundo é um palco", era Shakespeare que o afirmava, e Afonso intercala a vida da ator a captar imagens do quotidiano que possam ser transformadas em ficção ou entretenimento, nos últimos anos a profissão fez dele um realizador também, chegando a realizar reality shows. Ser ou não ser? Veja o que nos diz.
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Afonso Pimentel, artes, cultura e entretenimento, cinema, Glória, Ator, Série
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