Atual

Bandas sonoras para todos os moods

Seja para ouvir em teletrabalho, ou fazer uma pausa para uma aula de yoga relaxante, estas bandas sonoras de filmes são boas companhias para todos os momentos do dia.

05 de junho de 2020 | Rita Silva Avelar
Para ouvir em família

Os bons clássicos são para ser redescobertos. A banda sonora de Música no Coração (de 1965), composta por Irwin Kostal, é uma referência intemporal. Neste épico musical, a voz de Julie Andrews eterniza canções como My Favorite Things, Do-Re-Mi ou Something Good que continuam a encantar as famílias, tal como as bandas sonoras de clássicos da Disney. São boas apostas a banda sonora de O Rei Leão (de 1994), da autoria do conceituado compositor alemão Hans Zimmer, ou a de Aladino (de 1993), do americano Alan Menker. E nunca é demais voltar a sonhar com a história de amor de Mia e Sebastian ao som de La La Land – Melodia de Amor (de 2016), do compositor Justin Hurwitz, e que leva qualquer um a querer aprender as canções (e até os passos de dança) de Emma Stone e de Ryan Gosling que vestem a pele das personagens.

Em modo teletrabalho

Se fecharmos os olhos quase poderemos jurar que estamos em Hong Kong dos anos 60 de tão imersiva que é a banda sonora de Disponível Para Amar (de 2000), elaborada por Michael Galasso e Shigeru Umebayasi. Nesta sobressai a sedutora voz de Nat King Cole em temas como Quizás, Quizás, Quizás. Não menos intensa é a sonoridade do filme O Último Imperador (de 1987), com arranjos de Ryuichi Sakamoto, David Byrne, Cong Su, um trio eleito por Bertolucci por "ser um encontro entre o Oriente e Ocidente". Noutro registo, a banda sonora de O Paciente Inglês (de 1996), do libanês Gabriel Yared, é um convite à (re)descoberta da história deste clássico da sétima arte. É ainda uma boa escolha a banda sonora do filme O Mordomo (de 2013), de Rodrigo Leão, que muitos dizem ser naturalmente cinemático na sua música.

Para dar uma festa em casa

Com um vinil a tocar no gira-discos ou através do Spotify, a festa perfeita acontece em casa ao som dos êxitos musicais da banda sonora de Studio 54 (de 1998), o filme que evoca a famosa Studio 54. Uma oportunidade para recordar clássicos dos anos 70 como The Boss, de Diana Ross, You Make Me Feel (Mighty Real), de Sylvester, ou Move On Up, dos Destination. Num mood mais rock’n’roll, a compilação sonora de Trainspotting (de 1996) surge em terceiro lugar na lista The 50 Best Movie Soundtracks of All Time da Pitchfork, incluindo temas de Lou Reed, New Order, Iggy Pop, Blur ou Damon Albarn. Para uma festa mais latina, o documentário musical Buena Vista Social Club (de 1999) deve a sua banda sonora ao guitarrista Ry Cooder que a gravou, em Cuba, com artistas locais. Por fim, a banda sonora do filme Pretty in Pink (de 1986), com The Psychedelic Furs, Suzanne Vega, Ottis Redding, The Smith ou Orchestral Manoeuvres in the Dark para um momento mais divertido. Let’s dance?

Para meditar ou treinar

Respire fundo e desacelere. Melancólica, mas aprazível, a banda sonora de Ata-me! (de 1990) foi composta pelo reputado compositor e maestro italiano Ennio Morricone e é ideal para um momento mais relaxante, tal como o exótico arranjo musical de Mychael Danna para A Vida de Pi (de 2012) que mereceu o Óscar de Melhor Banda Sonora. E embora A Forma da Água (de 2017) tenha dividido a crítica, a banda sonora que o francês Alexandre Desplat compôs para o filme tem o poder de nos transportar para um imaginário fantasioso e poético. Para uns, apenas um filme sobre ficção científica, para outros, uma história de amor, Interstellar (de 2014) não seria o mesmo filme sem a banda sonora que Hans Zimmer compôs. E que se torna perfeita para escapar, por breves instantes, à realidade.
Para ouvir em família | Os bons clássicos são para ser redescobertos. Sugestão: a banda sonora de Música no Coração (de 1965), composta por Irwin Kostal, é uma referência intemporal.
Foto: Allen Taylor / Unsplash
1 de 4 Para ouvir em família | Os bons clássicos são para ser redescobertos. Sugestão: a banda sonora de Música no Coração (de 1965), composta por Irwin Kostal, é uma referência intemporal.
Em modo teletrabalho | Se fecharmos os olhos quase poderemos jurar que estamos em Hong Kong dos anos 60 de tão imersiva que é a banda sonora de Disponível Para Amar (de 2000), elaborada por Michael Galasso e Shigeru Umebayasi. É uma sugestão para ouvir enquanto trabalha a partir de casa.
Foto: Dillon Shook / Unsplash
2 de 4 Em modo teletrabalho | Se fecharmos os olhos quase poderemos jurar que estamos em Hong Kong dos anos 60 de tão imersiva que é a banda sonora de Disponível Para Amar (de 2000), elaborada por Michael Galasso e Shigeru Umebayasi. É uma sugestão para ouvir enquanto trabalha a partir de casa.
Para dar uma festa em casa | Com um vinil a tocar no gira-discos ou através do Spotify, a festa perfeita acontece em casa ao som dos êxitos musicais da banda sonora de Studio 54 (de 1998), o filme que evoca a famosa Studio 54.
Foto: Bruce Mars / Unsplash
3 de 4 Para dar uma festa em casa | Com um vinil a tocar no gira-discos ou através do Spotify, a festa perfeita acontece em casa ao som dos êxitos musicais da banda sonora de Studio 54 (de 1998), o filme que evoca a famosa Studio 54.
Para meditar ou treinar | Respire fundo e desacelere. Melancólica, mas aprazível, a banda sonora de Ata-me! (de 1990) foi composta pelo reputado compositor e maestro italiano Ennio Morricone e é ideal para um momento mais relaxante, tal como o exótico arranjo musical de Mychael Danna para A Vida de Pi (de 2012) que mereceu o Óscar de Melhor Banda Sonora.
Foto: Rawan Yasser / Unsplash
4 de 4 Para meditar ou treinar | Respire fundo e desacelere. Melancólica, mas aprazível, a banda sonora de Ata-me! (de 1990) foi composta pelo reputado compositor e maestro italiano Ennio Morricone e é ideal para um momento mais relaxante, tal como o exótico arranjo musical de Mychael Danna para A Vida de Pi (de 2012) que mereceu o Óscar de Melhor Banda Sonora.
Saiba mais Música, Bandas Sonoras, O que ouvir em casa, Filmes, Cinema, Casa, Isolamento, Confinamento, O que fazer em casa
Relacionadas

Mayra, a diva rebelde

Conversámos com Mayra Andrade e debruçamo-nos sobre esse conceito, tantas vezes indecifrável, que é a continuidade na mudança. A cantora fala-nos de Manga, o seu mais recente álbum, retrato lusófono de uma mulher inteira e livre que ainda sorri como uma menina.

Que mundo teremos?

Ao longo da história, pandemias devastadoras anunciaram admiráveis mundos novos. Tudo mudou com elas. Como irá o coronavírus mudar-nos? O Dr. Liam Fox* faz uma análise de longo prazo.

Mais Lidas