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Como é a mulher de 30 anos hoje

Roubámos o título a Balzac, mas as portuguesas de hoje nada têm que ver com o retrato da mulher que fez aquele escritor. “O ápice poético da vida das mulheres” será, no presente, muito mais à frente nas nossas vidas. As nossas mulheres de 30 anos são exemplos de resiliência, talento, trabalho, equilíbrio e felicidade para todas nós. Aqui fica um retrato social.

08 de março de 2019 | Carla Macedo

No início de outubro, os olhos do mundo das soluções tecnológicas voltaram a recair sobre o nosso país e não foi apenas por causa da WebSummit. "Portugal tem um novo unicórnio" foi o título de uma série de artigos na imprensa nacional e estrangeira sobre a Talkdesk, a empresa criada por Cristina Fonseca e por Tiago Paiva, fundada em 2011, e que neste mês de outubro, numa ronda de investimentos, atingiu uma avaliação de mais de mil milhões de dólares. A Talkdesk tornou-se a empresa portuguesa mais rápida de sempre a atingir essa valorização - menos um ano do que a Farfecht, o que fez dela um "unicórnio".

O sucesso internacional de Cristina Fonseca tinha começado antes. Em 2016, era reconhecida pela revista norte-americana Forbes ao entrar na lista dos 30 com menos de 30 - as 30 mentes mais brilhantes em empreendedorismo, em talento e em mudança social no mundo inteiro. Nesse mesmo ano, surpreendia tudo e todos ao deixar o leme da empresa que tinha criado, logo depois da licenciatura em Engenharia das Telecomunicações, no Instituto Superior Técnico. Numa entrevista ao Jornal de Negócios havia de explicar: "Trabalhei durante cinco, seis anos, de dia e de noite. Fazia o turno de Portugal, dos EUA, nunca parava. Eu respirava Talkdesk 20 horas por dia. Estava muito cansada."

Este ano, Cristina Fonseca completa 31 anos, mantém-se como accionista da Talkdesk, mas não tem funções executivas. Na sua página do LinkedIn podemos ler que é, agora, investidora e empreendedora Tech, membro da Global Shapers, uma associação internacional para a mudança política, e do Global Agenda Council on Europe, uma iniciativa do Fórum Económico Europeu.

Cristina Fonseca é um exemplo de sucesso, mas também da capacidade de mudar. Um exemplo daquilo que hoje algumas mulheres portuguesas podem atingir, resultado de um conjunto de factores pessoais, nacionais e internacionais. As mulheres de 30 anos, as millennials na designação mais moderninha, estão a chegar ao topo por todo o mundo e Portugal não é excepção. A geração que tem hoje entre 30 e 40 anos é a que tem mais anos de escolaridade de sempre e o sexo mais qualificado é, de facto, o feminino. De acordo com o Eurostat, o instituto europeu de estatísticas, 34,6% dos portugueses entre os 30 e os 40 anos, no presente, tem um curso superior e, desses, as mulheres conformam a maioria, como vem acontecendo desde 1989, ano em que, pela primeira vez, mais mulheres do que homens terminaram licenciaturas. O ensino em Portugal é cada vez mais reconhecido lá fora. A Nova SBE [Nova School of Business and Economics], a Universidade Católica e o ISCTE voltaram, este ano, a integrar o ranking mundial de mestrados em gestão do Financial Times, por exemplo, com a Nova a atingir o Top 10. A fama das nossas instituições universitárias contribui não apenas para a captação de alunos no estrangeiro como para a maior capacidade concorrencial dos seus alunos, lá fora. Tudo somado, as mulheres portuguesas são as que hoje têm mais potencial, à partida, para ganhar os empregos de sonho em Portugal e no estrangeiro.

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Atingir os sonhos aos 30

Inês Tenente, de 31 anos, pode não ter dado tanto nas vistas, mas a verdade é que fez tudo o que queria (profissionalmente) e, aos 30 anos, também resolveu mudar de vida. Já passou por alguns dos institutos de investigação médica de maior renome, como o Instituto de Medicina Molecular, o Centro Champalimaud e o Massachusetts General Hospital, o maior hospital universitário de Harvard, em Boston, nos EUA, onde estudou a heterogeneidade de sarcomas pediátricos, durante cinco anos. Era isto, exactamente, aquilo com que sonhara toda a vida: "Sempre pensei que seria cientista e que iria descobrir novos tratamentos para doenças genéticas ou mesmo para doenças oncológicas. Eu sempre fui muito aplicada e focada para chegar a esse objectivo." Quando realizou esse desejo, não conseguiu ficar parada. "Depois desse capítulo como cientista de laboratório, percebi que o que eu queria fazer, mesmo, era trabalhar na área do acesso a medicamentos inovadores e isso levou-me até aqui." Hoje vive em Manchester, no Reino Unido, onde é consultora da Decision Resources Group, uma empresa da indústria farmacêutica.

Inês Tenente é metódica, aplicada e focada nos resultados. Como tinha sabido sempre para onde é queria ir e como seria o caminho, conta que só a chegar aos 30 anos é que se confrontou com a incerteza do próximo passo. "Foi um choque. Não me imaginava em Manchester, fora do laboratório, muito menos sabia que existia a profissão que agora tenho!" Conta também que essa disponibilidade para descobrir o que estava para além da imaginação lhe veio da primeira experiência como bolseira de doutoramento no estrangeiro: "Sempre pensei que sair de Portugal e ir à aventura me abriria horizontes, pessoal e profissionalmente, e isso concretizou-se!" Naturalmente, Inês Tenente reconhece-se na descrição de pessoa feliz. Para a investigadora, ter 30 anos "é maravilhoso!". E considera: "Já temos as estratégias e rituais para nos levantarmos mais depressa depois de cair. Sabemos quem são os nossos amigos verdadeiros, crescemos juntos e nem a distância nos separa. Falo com eles sobre isto várias vezes ? o nosso ditado é ‘The 30s are the new 20s’."

Os 30 são os novos 20

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As ciências sociais dizem o mesmo que diz a ex-cientista Inês Tenente. Os 30 são os novos 20, isto se entendermos esta frase como uma interpretação da idade em que se atinge a maioridade efectiva ganhando autonomia financeira, saindo de casa dos pais, estabelecendo relações mais definitivas, escolhendo ter filhos... Há vários exemplos de mulheres portuguesas que fazem o pleno aos 30, mas as estatísticas indicam que a maioria demora mais algum tempo até encontrar a estabilidade. Em Junho deste ano, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) e a Fundação Francisco Manuel dos Santos publicaram um trabalho de 300 páginas que fazia o retrato dos jovens adultos portugueses e conclui que a idade em que as mulheres portuguesas saem de casa é, em média, de 28 anos ? mesmo assim, um ano e meio antes da média dos homens. As explicações para este fenómeno também se lêem no estudo: os baixos salários, os percursos profissionais "ziguezagueantes", enfim, a tão falada precariedade contribuem para o adiamento da maturidade. "Muitas das mulheres e homens jovens que estão na casa dos pais podem já não ser dependentes economicamente destes e estarem a trabalhar, sem terem ganhos suficientes para adquirirem autonomia residencial", lê-se no documento Igualdade de género ao longo da vida: Portugal no contexto europeu.

Maria João Marques, de 34 anos, sentir-se-á retratada por este estudo. Formou-se em Direito, fez estágio e exames de acesso à Ordem dos Advogados e exerceu a profissão de formação durante seis anos. Hoje é consultora de comunicação e relações-públicas de marcas de cosmética e diz, com graça: "Já podem adivinhar as voltas que a vida deu!" Confirma que tinha sonhos para realizar mais cedo: "Sempre achei que aos 24 anos eu estaria a alcançar o que tenho finalmente, hoje, com 34. Foi preciso passar mais uma década para ter os filhos, o emprego, a casa que pensei que ia comprar assim que saísse da faculdade. E, mesmo assim, olhando à minha volta, às vezes sinto-me uma ave rara, uma velha", uma excepção.

O valor do trabalho

Mas de que é que estamos a falar quando referimos salários baixos? The Living Standards Outlook 2018, da Resolution Foundation, demonstra que sobreviver com os rendimentos de um millennial na economia actual é um desafio constante. "A crise financeira provocou um rombo nos rendimentos dos millennials", lê-se no relatório, publicado no Reino Unido, sobre a forma como vivem os jovens de 30 anos na Europa e afirma também que os millennials portugueses são dos que sofreram as maiores quebras nos salários médios reais face à geração anterior. Uma redução de 11%. O Instituto Nacional de Estatística (INE) apresentou também as suas contas e refere menos 4,6% quando comparamos os salários dos jovens entre os 25 e os 34 de hoje com os de 2008. Ou seja, se o salário médio dos jovens se situava nos 794 euros, em 2018, esse valor está nos 757 euros. Os dados trabalhados pelo INE mostram que nem as qualificações mais altas garantem imediatamente rendimentos superiores ou, por outra, a evolução na população com este nível educativo ainda é mais negativa. Em Portugal, os licenciados ganham hoje menos 17,7% de salário médio mensal líquido do que há uma década. Segundo o estudo, os millennials com educação superior foram os trabalhadores mais castigados na folha de pagamentos quando comparamos o antes e o depois da crise. O rendimento salarial médio mensal líquido dos licenciados diminuiu de 1518 euros para 1200 euros. Agora acrescente-se a esta ponderação a diferença salarial de género que existe em Portugal, a qual é real e tem vindo a aumentar nos últimos anos. Em média, as mulheres portuguesas ganham menos 17,5% do que os homens. E se essa média é composta por valores de todas as carreiras contributivas, sabemos hoje, através de um estudo realizado por Isabel Viegas, da Universidade Católica, que as raparigas já estão a ganhar 20% menos do que os rapazes. Se extrapolarmos estes dados para o país, conseguimos adivinhar quanto é que ganham as mulheres de 30 anos? São menos de mil euros líquidos.

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Adiar a vida a dois, pôr em causa os papéis destinados à idade

O que ainda está por estudar é se os outros dados estatísticos que apontam também para o adiamento da idade adulta, como a formação de uma nova família nuclear e o nascimento do primeiro filho, estão relacionados apenas com a instabilidade. As mulheres têm agora o primeiro filho aos 30 anos (há 10 anos era aos 28), 25% delas não esperam ter mais do que um e oito em cada 100 mulheres em idade fértil não tem nem quer ter filhos, segundo um estudo coordenado pela Universidade de Évora, de título Determinantes da Fecundidade em Portugal.

Não foi assim há tanto tempo que o mundo se abriu às mulheres dando a uma grande maioria (pelo menos, nos países ocidentais) possibilidades incontáveis de futuro e de realização pessoal. As jovens adultas estão a usufruir das conquistas das mulheres do passado, descobrindo novos papéis e novas formas de estar na vida. A constituição da família tradicional revela já não ser atraente para uma parte da população. "Eu era advogada, em Lisboa, e no fim dos meus 29 anos apercebi-me, seriamente, que me sentia infeliz e algo tinha de mudar", conta-nos Frederica Perfeito, agora com 33 anos. "Eu lembro-me que nunca desejei casar e ter filhos. Por isso, certamente, não me imaginava nessa posição. Penso que me imaginava sozinha e a viajar, mas sempre tive dificuldade em imaginar o futuro, talvez porque eu nunca soube, de verdade, o que eu desejava para mim até encontrar o yoga. Quando ia a entrevistas de trabalho, uma das perguntas mais comuns era: ‘Como se imagina daqui a cinco anos?’ Eu inventava sempre uma resposta que fosse do agrado do sócio."

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Os padrões de organização da sociedade em caixas mentais não serviam a Frederica, mas foi só quando começou a fazer yoga, em 2015, que a vida mudou... e mudou depressa. "Eu comecei o ano num escritório de advogados e acabei o ano como professora de yoga e relações-públicas de um surf camp, no Sri Lanka." Os filhos não existiam nas projecções de futuro de Frederica como, já vimos, não existia quase nada. "Nunca tive esse desejo, mas começo a sentir curiosidade. Não porque muitas das minhas amigas sejam mães, mas porque naturalmente sinto que isso faz parte do papel da mulher no mundo. Começo a sentir que, se não tiver isso, vou perder uma parte bem importante da vida. Mas não sinto qualquer pressão social ou pessoal neste momento. Eu sou feliz sozinha e livre, e esta liberdade que tanto amo pode vir a ser um impedimento à maternidade."

Como Frederica Perfeito, também Inês Tenente começa, agora, depois do 30, a pensar em ter filhos. A cientista diz, aliás, que os quer ter "se assim for possível". Só que viver ao ritmo das sociedades ocidentais faz com que os filhos, mesmo ainda antes de terem nascido, sejam já vistos como um peso a medir por quem muito os deseja. "Eu cresci a ouvir que se estudasse e se fosse dedicada aos meus objectivos, tudo se conquistava. Tenho um companheiro que me apoia, que me motiva e que dá espaço para que eu continue a crescer profissionalmente, que faz muito em casa e na nossa vida pessoal. No entanto, chegados os 30, o mundo diz às mulheres que é hora de pôr os travões ou perde-se o barco da maternidade. Pelo que vejo à minha volta, torna-se muito, muito difícil continuar no mesmo ritmo quando se é mãe." E Inês confirma que é ambiciosa: "Estamos na fase de crescimento exponencial na nossa profissão, queremos agarrar tudo com unhas e dentes, mas temos de fazer escolhas. Sentimos que já não temos o luxo dos 20 [anos] em deixar escapar uma oportunidade… Afinal, investimos tanto na nossa formação, não é para deitar tudo a perder! Fazemos tudo e confrontamo-nos com o facto de que não somos supermulheres e vamo-nos abaixo. Sentimos na pele que esse investimento, por vezes, não se traduz em resultados e que a imagem do nosso futuro é um pouco inatingível." Acabando por resumir: "O principal desafio, principalmente enquanto mulher, é conjugar o pessoal e o profissional."

A loucura da maternidade

Mesmo se todos os alarmes tocam a avisar as mulheres de que a maternidade é uma coisa difícil e se a sociedade, as empresas e as chefias portuguesas parecem apostadas em empurrar as mulheres para uma escolha de "ou sim ou sopas", em que uma opção invalida a outra, há mulheres que têm mesmo filhos mantendo os seus empregos. Maria João Marques confirma que o equilíbrio entre o profissional e o pessoal é "cada vez mais difícil". E comenta: "Antes de ter filhos, essa conciliação era facultativa e dizia respeito à manutenção de uma certa vida social que se queria saudável e activa. Hoje, a conciliação impõe-se, é obrigatória. As crianças não tomam banho sozinhas, não fazem o jantar... E como é que se explica a uma criança de três ou de quatro anos que não se pode estar com ela porque se tem de trabalhar?" Não estar sozinha para cuidar da casa e da família é a melhor resposta que a consultora de comunicação tem para dar. "A organização familiar entre os pais é a chave. Mas o verdadeiro segredo está em ter ajuda: os avós são cruciais, cá em casa."

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Maria Inês Reis também faz parte da camada da população que encolhe a cada ano, mas que ainda é a maioria: a das mulheres com filhos. Tem duas meninas, gémeas, de quatro anos, nascidas quando ela tinha 30. "Acabei a faculdade e pensei no que queria para a minha vida. Por acaso, correu tudo ‘by the book’, mas foi mesmo sem querer. Descobri o amor da minha vida sem estar à espera dele no sítio mais inóspito de sempre. Fiquei noiva aos 28 anos (no meu dia de anos e após seis horas de exames para agregação na Ordem dos Advogados), casei aos 29 e fui mãe aos 30! Acho que se fosse planeado, não teria corrido tão bem!" Mas Maria Inês confirma a responsabilidade mental que ser mãe acarreta: "Eu acho que o difícil, mesmo, é sermos pais e aqui é que a vida dá uma volta de 180 graus e para sempre." Além da conciliação difícil entre trabalho, casa e amigos, a advogada refere que a capacidade financeira diminuída quando se compara com a geração dos seus pais é o que lhe tira o sono: "Já não somos assim tão jovens e venho de uma geração em que os nossos pais com esta idade tinham uma disponibilidade financeira que nem todos têm nos dias que correm."

E se os 30 não forem os novos 20?

A psicóloga americana Meg Jay escreveu o livro A Idade Decisiva, um texto que demonstra como a década entre os 20 e os 30 anos é decisiva para a fixação da personalidade e formação de relações interpessoais, num período definido neurologicamente como o último de grande crescimento do cérebro. Numa TEDTalk, de 2013, a autora defendeu que as pessoas com 30 anos devem recusar adiar por mais tempo a idade adulta e afirma que se continuarmos a fazê-lo virão consequências para a nossa saúde, para a nossa felicidade e "quem sabe se para o nosso mundo." Para Meg Jay, 80% dos momentos decisivos das nossas vidas acontecem em torno dos 35 anos. Isto é, o impacto das decisões tomadas antes dessa altura vai repercutir-se durante o resto da vida: os primeiros dez anos de remuneração parecem definir o valor que se consegue atingir no topo da carreira, a maioria das mulheres casa ou mantém uma decisão conjugal com quem estava no final da década de 20 e as probabilidades de ter filhos começam a diminuir aos 28. Para Meg Jay, os 30 são a última oportunidade para ter a vida que queremos e é por isso que acaba a conferência a afirmar que "os 30 não são os novos 20". E defende: "Reclamem a vossa idade adulta." A psicóloga, que tem dedicado os últimos anos de investigação à resiliência, afirma que antes dos 30 anos é importante tomar decisões que nos liguem ao mundo.

Percursos diferentes, segurança em comum

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Maria Inês Reis confirma o que diz a psicóloga americana: "Já não somos crianças e as decisões que tomamos nesta idade são decisivas para a nossa vida, é o ‘ou vai ou racha’, sejam elas a nível pessoal ou profissional." Só que essa última oportunidade não é vista como uma questão negativa, antes pelo contrário. "O lado bom, sem dúvida, é a maturidade. A forma como enfrentamos as vicissitudes da vida não tem nada a ver. Adorei entrar nos 30!" Como Maria Inês Reis, todas as mulheres que entrevistámos para este artigo afirmam que a segurança nas decisões que tomam é o maior benefício que a idade lhes traz. "O lado bom [dos 30 anos] é saber finalmente o que quero. Acredito que, hoje em dia, é tudo muito mais cómodo… Eu não sei se é mais fácil, mas cómodo é", diz Maria João Marques. "Eu não trocava os meus 30 anos pelos meus 20, nem que me pagassem. Adoro a experiência de vida, a sabedoria, a calma. Posso não saber o que quero em cinco anos, mas sei bem o que quero hoje e amanhã. E isso, para mim, é suficiente", escreve Frederica desde o Sri Lanka. "Não sou mais uma miúda. Sou uma mulher com influência na sociedade, sei o que quero e sinto-me bem com as minhas escolhas."

Todas elas sabem também, por mais catastróficas que sejam as estatísticas e por mais definitivas que digam que são as escolhas que fazem agora, que a vida ainda vai a meio (na verdade nem isso). Será que se sentem realizadas? "Esta pergunta não é fácil. Ainda há tanto caminho a percorrer! Tantos objectivos a alcançar, tantas aventuras para viver! Sou uma inconformada por natureza, quero sempre mais e mais. Sabem que a realização profissional e pessoal é um caminho", diz Inês Tenente. "Quando paro para pensar de onde venho e onde estou, sinto-me feliz. Tenho amor, tenho um caminho profissional de que me orgulho, tenho amizades lindas, tenho experiências fantásticas. Sinto que estou a meio caminho da realização plena, que passa por objectivos pessoais e profissionais." Brindemos a isso e às mulheres de 30 anos!

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