Reflexão Máxima. A minha cultura não é a tua tendência
Com a crescente popularização de tendências indianas não pude deixar de me rever, com os meus 14 anos - afinal, já é cool ser asiática?
Com a crescente popularização de tendências indianas não pude deixar de me rever, com os meus 14 anos - afinal, já é cool ser asiática?
Numa manhã de sol intenso à beira do Tejo, fomos mudando de lugar ao ritmo da luz, sempre com Maria João Pires à procura de um ângulo mais quente, mais aberto, como quem não abdica de continuar em busca de qualquer coisa.
Porque mais do que meras peças de roupa, a moda é imaginário - e aqui celebra-se uma forma de vestir simples, mas inevitavelmente desejável.
Numa altura em que reina o brainrot e o burnout é considerado o novo normal, o nosso guarda-roupa pede mais calma do que nunca.
Na escadaria do Metropolitan Museum of Art, houve corpos expostos e rostos escondidos. Entre máscaras, transparências e silhuetas que desafiam normas, os looks desta edição entraram num jogo onde ver e não ver se tornou parte da mensagem. Pelo meio, o design português encontrou também espaço para se inscrever nesta narrativa global.
Caminhámos entre secretárias como telas vivas, mas, num espaço cheio de olhos, faltou o essencial: ver. "How would they know?"
Na sua primeira coleção cruise para a Chanel, Matthieu Blazy deu um pequeno grande passo numa nova leitura da moda.