Vestimo-nos de obras de arte durante uma semana – mas ninguém no escritório percebeu
Caminhámos entre secretárias como telas vivas, mas, num espaço cheio de olhos, faltou o essencial: ver. "How would they know?"
Caminhámos entre secretárias como telas vivas, mas, num espaço cheio de olhos, faltou o essencial: ver. "How would they know?"
O 25 de abril marcou o início de um Portugal livre e contemporâneo. Mas do lado feminino a mudança foi ainda mais radical.
Aos 12 anos, escrevia sobre um mundo “tacanho e provinciano”. Aos 17, perguntava “como é que eu vou ser feliz se me sentir empurrada a ser quem não sou?”. Quem tem mão no próprio destino nunca se dobra - e é por isso que a primeira capa digital da Máxima define o zeitgeist: sereno, resoluto e graciosamente do contra.
Portugal tornou-se casa para uma nova geração de talentos globais. Fotógrafos, stylists, designers e modelos refletem sobre carreira, pertença e o equilíbrio entre ambição e saudade.
"É gravíssimo que um homem sem útero se ache no direito de julgar qualquer mulher que o faça. É gravíssimo que os milhões de Milhão possam comprar canais de televisão, influenciar cabeças fraquinhas." Opinião de Maria João Veloso.
É obrigatório visitar "Entre os vossos dentes", a exposição recém-inaugurada no CAM da Gulbenkian. Um mergulho profundo nas entranhas femininas e nas feridas sociais da História, por duas artistas plásticas maiores. Para visitar até 22 de setembro.
Com a primavera, floresceu uma mão cheia de exposições da melhor fotografia. De nomes grandes como Jeff Wall, no Maat, e Chantal Akerman e Nan Goldin, no CCB, até à estreia do escocês David Yarrow e ao olhar estrangeiro sobre a nossa revolução dos cravos. São retratos do nosso tempo.
Durante muito tempo classificada na categoria de "poetisa pop" ou naïf, Adília Lopes foi, afinal, uma voz singular na poesia portuguesa. Aos 64 anos, deixa-nos uma obra cheia de ironia e inteligência.