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Máxima

Prazeres

Traz outra amiga também: um roteiro de comemorações pelo país no Dia da Liberdade

Às três, no Marquês. Descer a Avenida, em cada esquina uma amiga. Os planos começam aqui, mas e depois do adeus, o que fazer neste 25 de Abril?

Manifestantes celebram o 25 de Abril em Lisboa, em 1974
Manifestantes celebram o 25 de Abril em Lisboa, em 1974 Foto: Getty Images
23 de abril de 2026 às 08:46 Irina Chitas

Se na noite de 24 não faltam espaços "onde nos vamos encontrar, com o que temos p’ra nos dar" - do Arraial dos Cravos, iniciativa popular no Largo do Carmo, às centenas de concertos e fogo de artifício noutras cidades do país - o fim do Desfile da Liberdade também não tem de ser anticlimático. Só antifascista. Foi por isso que reunimos, de forma algo anárquica, um conjunto de lugares onde queríamos estar se a omnipresença fosse fisicamente possível. São muitos (quem faz um guia, fá-lo por gosto), mas a escolha é vossa. Foi para isto que se fez o 25 de Abril.

Lisboa Cidade Abril 

25 DE ABRIL NA ARA

Onde? Academia de Recreio Artístico. R. Fanqueiros 286

Quando? 19H — 00H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Coro Lopes Graça; Enko & Cravo; Bruno Humberto

Porquê? Fica a dois minutos do Rossio e os preços são (quase) de Lisboa pré-gentrificação. Mas não é só. No ano em que se celebram cinco décadas da Constituição da República Portuguesa, apoiar o associativismo, o direito à cidade e a autonomia dos lugares de encontro tornou-se urgente.

 

Onde? Casa Capitão. R. Do Grilo, 119

Quando? 10H30 — 00H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? O programa é extenso (e bom), e inclui DJ sets Alex d’Alva & Sónia Trópicos, Maria Escaja & Luana Doce, Leonor Teles & Bernardo Lopes; Capitão Fausto; o ícone Gay da Cinemateca; Ferrere, Sinnostin; Celine; Naomy. E ainda concertos de Pester + Xanga!; Duques do Precariado apresentam ‘Encarnação’.

Porquê? Para mostrar a todas as pessoas que dizem “ai, agora é tudo na Casa Capitão” porque é que é tudo na Casa Capitão. Pronto, e porque tem esplanada.

 

Onde? A Voz do Operário. R. Voz do Operário 13

Quando? A partir das 19H

Quanto? € 5 (vida justa, preço justo)

O quê? Música de Gilson, X-Gang, Zé Di Iva, Lukanu; Lalas 49, Dani G Mirasquad, MDP, Coro da Achada, Ghoya, Mj Soul Jah, Johnny P & Da Guida, Real Guns

Porquê? Porque aqui está tudo certo. Há mesmo melhor sítio para celebrar os valores de Abril que n’A Voz, com boa comida, com boa música, com boas pessoas?

VOZES DE ARROIOS 

Onde? Largo do Intendente

Quando? 21H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Cantam-se “Com as Minhas Tamanquinhas”, de Zeca Afonso, com Daniel Felix (percussão), Deborah King (sintetizadores), Francesco Valente (baixo e flauta), Joaquim de Brito (voz e berimbau), Mariana Camacho (voz e teclados), Nuno Sarafa (bateria), Rui Galveias (guitarras), TainÁeiou (voz), Yedo Gibson (saxofone)

Porquê? Estamos num dos bairros da resistência cultural e sabemos disso quando a comunidade se junta num palco. Também porque, se der a fome, estamos a pouquíssimos metros do Zubir. Antes, ainda paramos na Groovie Records (18H — 22H) para a matiné anti-depressão, ou no BUS Paragem Cultural (19H) para a festa Twisted Tones.

 

Onde? Musa de Marvila, R. Vale Formoso 9

Quando? 21H — 3H

O quê? DJ sets de pessoas que se preocupam o suficiente para continuar a lutar (ou seja, as protagonistas dos podcasts que dão nome a este evento).

Porquê? abril, musas mil, e este cartaz é só mu-lhe-rões.

 

Onde? R. Fábrica de Material de Guerra 1

Quando? 19H — 3H

Quanto? Entrada com donativo livre

O quê? Programação extensa, quente e bonita que inclui concerto de Maria João; Primavera dos Coros (coros e adufes de Lisboa); jam liderada por músicos da diáspora integrantes da Banda Lulendo; sessão de escuta do mais recente álbum da dupla lusobrasileira Bandua e sete DJ's espalhados em todas as salas da Fábrica.

Porquê? Vão distribuir caldo verde. Estamos a brincar: porque na madrugada do 25 de Abril de 1974, populares acorreram à Fábrica à procura de armas para que se pudessem juntar aos militares na Revolução; as armas não tinham, no entanto, balas, e encheram-se de cravos. O povo saiu da Fábrica para a liberdade e agora o povo volta à Fábrica à procura dela. E de caldo verde.

Onde? Beco do Rosendo, 8

Quando? 19H — 22H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Coro da Achada, às 19H, e Casal Boss, entre as 20H e as 22H.

Porquê? Porque a primavera mata-nos as saudades das noites no Beco do Rosendo, e “a sede de uma espera só se estanca na torrente”.

 

Onde? Higher Ground, R. Ary dos Santos, 20, 1º andar (Prior Velho)

Quando? 23H — 06H

Quanto? €10

O quê? Reggae, Dub, Steppa, com Michael Exodus, Ras Tata Kongo e Simply Rockers.

Porquê? Porque dançar é resistir e o nome desta Rua exige a nossa presença.

O DIA MAIS BONITO NO CAFÉ CENTRAL 

Onde? Café Central

Quando? 18H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? DJ set (delicioso) da chef Leonor Godinho.

Porquê? É o novo ponto de encontro que quer devolver a Graça a Lisboa. E também porque queremos mesmo provar os dadinhos de tapioca com goiabada picante e o Sloppy Joe.

Onde? Palácio Baldaya e Auditório Carlos Paredes

Quando? 17H — 21H30

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Há Chico César, Alta Voz by Horizontal 360 com participação especial de Stereossauro e Nerve, e ainda teatro: Rita, Põe-te em Guarda.

Porquê? É de louvar o investimento em cultura na freguesia de Benfica, e porque se este guia não fosse só um “after” da descida da Avenida (realmente, que falta de visão), ainda falaria da tertúlia Canto Livre, A Cantiga É Uma Arma (dia 24) e o concerto da enorme A Garota Não (dia 26).

CONCERTO KOKYM 

Onde? Casa Palestina Lisboa

Quando? 20H

Quanto? €30

O quê? Estreia do músico palestiniano em Portugal.

Porquê? Morada recém-inaugurada, recebe agora o pioneiro do Fallahi Pop. É dia da Liberdade, precisamos de mais argumentos?

Então e no Porto?

Ah, o Porto e toda a sua oferta cultural cirurgicamente pensada para este sonho lindo para viver (quando toda a gente assim quiser). Depois do Desfile da Liberdade - e da sua homenagem aos resistentes antifascistas - ocupamos a cidade. Os cravos ficam mais bonitos no granito, não ficam?

Onde? Avenida dos Aliados

Quando? 15H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Concertos de Labuta e Galandum Galundaina, que juntam a liberdade à preservação do cancioneiro tradicional.

Porquê? Porque queremos saltar abraçados a amigos e desconhecidos na euforia do dia inicial, inteiro e limpo.

ABRIL FEBRIL 

Onde? Concha Acústica do Palácio de Cristal. R. Manuel II

Quando? 18H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Concertos da galega Carme López, Emmy Curl, Fidju Kitxora e La Familia Gitana.

Porquê? Já é o terceiro ano em que a Galeria Municipal do Porto desenha um cartaz que pensa e atua sobre os valores de Abril, em diálogo com o hoje. E que necessário é o diálogo.

Onde? Passos Manuel (ao Coliseu)

Quando? 23H30 — 5H

Quanto? €9

O quê? A festa radical queer recebe Ecstasy, Caliente Isa, DJ Giovanna e Onio.

Porquê? Porque nos dizem assim: “venham bem lindes, bem maluquinhes e bem cheiroses”. Como é que se diz que não a isto?

CONVÍVIO LIVRE DE XADREZ DO 25 DE ABRIL 

Onde? Espaço Musas. R. Bonjardim, 998

Quando? 15H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? O título não engana.

Porquê? Para não sermos todos peões.

X-ATO — LIBERDADE 

Onde? Raiz. Tv Campo 24 Agosto, 142

Quando? 18H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Começa com um mural coletivo sob o tema Liberdade, avança para DJ set de Briol, spoken word de Inês Marxx, loop visual de Diana Gil, e termina com Luís Luiza.

Porquê? Porque também há angariação de fundos para o aumento do espaço da raiz, e se o assunto é criar infraestrutura de apoio à criação livre, venham mais cinco.

Mas o país só tem duas cidades?

Acusem-nos de tudo, menos de centralismo. Terminemos o dia 25 onde bem nos apetecer, onde a noite nos levar, “somos livres, somos livres, não voltaremos atrás”.

A MULHER É UMA ARMA 

Onde? Praça 25 de Abril, Fafe.

Quando? 18H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? “Celebramos a Mulher, Celebramos a Revolução” com iolanda, Joana Amendoeira, Lena d’Água, Luanda Cozetti, Patrícia Antunes, Patrícia Silveira, Rita Laranjeira, Viviane

Porquê? Porque as Três Marias ficariam orgulhosas.

Onde? Almada/Caparica

Quando? 23H — tarde

Quanto? Entrada com donativo livre

O quê? Festa com Antones, Colinas, DJ 420@ÔA, Lvcena, Minerva, Nicole Lukiys

Porquê? Som, corpo, liberdade, comunidade e respeito. Uma pista de dança onde está tudo certo e que nos vai fazer dizer “foi bonita a festa, pá”.

Onde? Auditório Municipal Ruy de Carvalho. R. 25 de Abril, Centro Cívico de Carnaxide 5.

Quando? 21H30

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Concerto do rei, onde há canção de intervenção até parecer que este é o primeiro dia do resto da tua vida.

Porquê? Aaaaaiiii, só há liberdade a sério quando houver: A PAZ, O PÃO, HABITAÇÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO

FEIRA DE AUTOR 

Onde? Gracal. R. Moinho de Vento 44, Caldas da Rainha.

Quando? 10H — 19H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Workshop de Revelação de Película Colorida Analógica; Workshop Montagens Voadoras; Feira de projetos autorais; Concurso de piñatas; Programação musical do projeto Ressonância.

Porquê? Porque estamos no lugar das artes (#sdds Caldas Late Night).

CARA DE ESPELHO 

Onde? Praça do Comércio, Coimbra.

Quando? 18H

Quanto? Nada, aqui não há capitalismo.

O quê? Concerto da superbanda portuguesa, com apresentação do novo álbum.

Porquê? Porque os Cara de Espelho trazem para a contemporaneidade a escrita interventiva de Abril.

 

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