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Máxima

Moda / Tendências

3 looks, 3 ocasiões. A "fórmula" de uma stylist para dominar as tendências do verão 2026 com estilo próprio

Esta estação quente não pede uniformidade, pede intenção. Vestir deixa de ser apenas escolher peças e passa a ser desenhar estados de espírito.

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MAXIMA x ECI
21 de abril de 2026 às 15:59 Máxima

Há poucas regras que ainda seguimos quando se trata de estilo, mas as que relacionam a moda com poder são das que tendemos a respeitar. Costuma dizer-se “veste-te para o trabalho que queres” como forma de materializar as nossas potencialidades e ambições - só que desta vez apropriarmo-nos do lema e estendê-lo à vida. Que verão imagina para 2026?

Um verão que não exige uma única identidade, mas várias versões de nós próprias, ajustadas ao contexto, ao humor e à intenção. A ideia de “armário cápsula” evolui aqui para algo mais fluido: menos repetição, mais narrativa. E, segundo a psicologia do vestuário, isso não é apenas estética, é comportamento.

Estudos em “enclothed cognition” (conceito desenvolvido pelos psicólogos Adam e Galinsky) mostram que o que vestimos influencia diretamente a forma como pensamos e agimos. Ou seja: a roupa não é apenas uma consequência do nosso estado de espírito - pode também moldá-lo. Vestir uma peça associada a autoridade, conforto ou criatividade altera subtilmente a nossa postura, foco e até confiança.

É neste cruzamento entre psicologia e estilo que a stylist Mónica Lafayette entra no El Corte Inglés para construir três looks para três momentos de um dia de verão vivido em pleno.

1. Trabalho: autoridade leve

No contexto profissional, o objetivo não é rigidez, mas presença. Para o verão de 2026, a proposta passa por um tailoring desconstruído e a força está no equilíbrio: transmitir competência sem perder leveza. A psicologia do vestuário sugere que peças estruturadas aumentam a perceção de controlo e tomada de decisão, tanto por quem as usa como por quem observa. O resultado é um “eu” mais focado, mas ainda respirável, adaptado a dias longos e quentes.

2. Brunch e museu com as amigas: expressão e descontração

Aqui, a regra é outra: menos contenção, mais narrativa pessoal. Neste contexto, a roupa funciona quase como linguagem social. Estudos sobre identidade e autoexpressão mostram que peças mais lúdicas aumentam a sensação de ligação social e bem-estar e ajudam a ativar estados mentais mais relaxados e criativos. O styling de Mónica aposta em peças que “respiram conversa”: tecidos que se movem, acessórios que contam histórias, e uma certa despreocupação calculada.

3. Almoço na praia: contemplação e liberdade

O terceiro look vive entre dois mundos - o silêncio contemplativo do museu e a informalidade solar da praia. A solução está na versatilidade inteligente, a ideia é reduzir ruído visual e aumentar a sensação de liberdade. É o tipo de roupa que não exige atenção constante, liberta-a.

Créditos:

Modelo: Kelly Alexandra / Da Banda

Maquilhagem: Sandra Alves

Video: GCI Media

Produção Máxima com o apoio de El Corte Inglés.

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