Moda

O estilo de Oumayma Elboumeshouli

Com uma abordagem à Moda que cruza influências dos quatro cantos do mundo, esta Mango Girl tem uma identidade visual exótica, imprevisível e magnetizante.

09 de junho de 2020 | Aline Fernandez
Nasceu na antiga Holanda, e divide o seu tempo entre Marrocos e o Dubai. Como é que estes três destinos influenciaram o seu estilo?

Nasci e fui criada numa pequena cidade chamada Alkmaar. Passo a maior parte da minha vida lá e estudei em Amesterdão. Na verdade, inspiro-me nos três destinos, mas se tivesse de escolher um favorito, seria Marrocos, especialmente Marraquexe. Tudo nessa cidade é espantoso: a luz, a comida, a arquitetura, tudo!

A minha base está nos Países Baixos e provavelmente estará sempre. Também adoro passar tempo no Dubai, porque parte da minha família vive lá e as oportunidades – quando se é freelancer no mundo da moda - são incontáveis.

No seu blogue, Desires by Us, escreveu que adora preto e branco. Porquê?

Quando comecei a escrever no blogue, decidi seguir as tendências, nessa altura o preto e branco (tons monocromáticos) já estavam na moda. Sempre adorei o preto e branco porque é uma escolha segura e são tons que ficam sempre bem juntos. Após alguns anos comecei a perceber que não era bem esse o meu estilo. Eu estava basicamente a seguir as tendências. Foi aí que decidi mudar um pouco e comecei a escrever no blogue sobre coisas de que gostava e a criar o meu próprio estilo pessoal. Acho que a criação de um estilo próprio precisa de tempo. Há um momento em que descobrimos do que gostamos e do que não gostamos.

Tem alguma regra de estilo?

Sim, na maioria das vezes a minha fórmula contém uma peça superior com ombros grandes [estilo oversized] e uma peça inferior como calças largas ou saias plissadas.

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Como descreveria o seu estilo?

É um estilo de conforto. Pode soar ridículo, mas adoro um bom básico confortável conjungado com uma peça mais edgy. Por exemplo, um bom blazer com um corpete ou uma saia plissada assimétrica e um bom par de botins com salto alto ou botas (depende do meu humor haha). 

Qual é o seu conselho para as mulheres que querem experimentar e arriscar mais?

[Que comecem] muito devagar. Foi assim que consegui ser mais experimental e sair da minha zona de conforto. Eu começo com uma peça e passado algum tempo incorporo outras peças até me sentir feliz e confortável com elas.

Quem são os seus ícones de estilo?

Não tenho um ícone de moda, mas há algumas mulheres na moda que adoro, como Christine Centenera e Carine Roitfeld.

Usou as redes sociais para partilhar uma história pessoal, sobre a perda de um dos seus pais. Escreveu que ainda está a passar por um período difícil e emocional e que usou o Instagram para fugir e tentar esquecer tudo. Nas suas próprias palavras: "O Instagram não é a vida real." Quão importante é mostrar a vida real nas redes sociais?

Penso que pessoas como eu, com um grande número de seguidores, deveriam fazer a diferença, mostrando que a maioria das coisas que se vêem nas redes sociais não são reais. Perder um dos pais teve um impacto tão grande em mim, especialmente no que se refere ao trabalho.

Com um número tão elevado de seguidores no Instagram, como é que se gere o feedback menos positivo?

Estou muito feliz porque hoje em dia não recebo feedback negativo absolutamente nenhum. E se recebo, é na maioria das vezes de pessoas que acabam de encontrar a minha página aleatoriamente no seu feed e começam a gozar com o tamanho dos meus casacos. Eu acho que é bastante engraçado porque é verdade.

Como podemos usar as redes sociais para o bem? Como é que se faz isso?

Tornando-nos mais reais porque aí as pessoas podem relacionar-se mais connosco e também partilhando as nossas falhas. Gosto de usar a minha plataforma para o bem, partilhando a minha opinião sobre certas causas importantes, porque, no fim de contas, sou também uma pessoa que tem uma opinião. Sou alguém que é realmente apaixonado pela diversidade temática na indústria da moda porque, como não-caucasiana, também tenho enfrentado muitas questões e estou a tentar abordar este tipo de coisas e, espero, mudá-las, fazendo com que mais pessoas falem sobre o assunto e percebam o quanto ainda precisamos de mudar na indústria da moda.

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