Celebridades

Revelada rara fotografia de Ghislaine Maxwell na sua cela

A ex-companheira de Jeffrey Epstein está presa no Instituto Correcional Federal em Tallahassee. na Flórida, desde setembro.

Numa conferência em Nova Iorque, a 20 de setembro de 2013
Numa conferência em Nova Iorque, a 20 de setembro de 2013 Foto: Paul Zimmerman/WireImage
17 de outubro de 2022 Rita Silva Avelar
Condenada por tráfico sexual de menores a 29 de dezembro de 2021, Ghislaine Maxwell, 60 anos, é o nome mais fortemente associado a Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019 (o bilionário suicidou-se por enforcamento). Daphne Barak, a documentarista e jornalista israelo-americana que aborda com frequência histórias dramáticas que envolvem celebridades, entrevistou Maxwell no verão passado.

Com ar cansado e abatido, sem esconder um meio-sorriso, Maxwell surge com olheiras, cabelos desgrenhados, numa fotografia captada por Barak. A cumprir uma pena de prisão de 20 anos, a detida foi transferida em setembro passado para o Instituto Correcional Federal em Tallahassee, Flórida, sendo que até aí estava no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn. Esta fotografia em particular tem sido publicada pelos tablóides ingleses como o Daily Mail e o The Sun, já que a entrevista aborda a ligação de um importante membro da família real inglesa ao caso.

Barak toca em temas como o suposto envolvimento do príncipe André no caso Epstein - o príncipe surge numa já famosa fotografia abraçado a uma jovem implicada nos casos de abuso sexual, Virginia Roberts, na altura com 17 anos. "Sim, eu acompanho o que lhe está a acontecer", confirma Maxwell, à entrevistadora. "Ele está a pagar um preço alto pela associação a Jeffrey Epstein. Eu preocupo-me com ele, e sinto-me muito mal por ele", disse. Em novembro de 2019, André foi afastado dos seus deveres reais. 

Maxwell e Epstein pertenciam à alta sociedade nova-iorquina, e era conhecidos pela sua postura aristocrática e excêntrica. "Há muitas pessoas que foram afetadas por esta história, que foram canceladas, alguns amigos meus que nem sequer conheceram Epstein perderam os seus empregos", reconheceu a detida. "Pessoas que literalmente não tiveram nada a ver com ele foram canceladas", conta. "Por isso, penso que para todas essas pessoas, incluindo algumas que nunca o conheceram, têm pago um preço muito alto devido à cultura do cancelamento. Nessa perspectiva, penso que tem sido muito difícil para muitas pessoas", afirma ainda, nunca tocando na sua própria culpa no caso. 
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