Celebridades

Dinastia Grimaldi. A maldição que poupou Alberto e Charlene do Mónaco

Há um mito em torno dos Grimaldi a que os príncipes do Mónaco parecem ter escapado, pois cumprem a 1 de julho de 2022 onze anos de casamento.

Foto: Getty Images
01 de julho de 2022 Máxima
Passam precisamente onze anos desde que o príncipe Alberto e Charlene se casaram numa cerimónia religiosa no Mónaco. Por essa altura, já Alberto do Mónaco era chefe de estado e as celebrações foram sem precedentes, à boa maneira da família Grimaldi.

Nesta década, muito se passou: tiveram dois filhos, Gabriela e Jaime, e Alberto, fora do casamento, teve mais dois, Jazmin e Alexandre. Nos últimos anos, tudo levava a crer que estes filhos ilegítimos e relações extraconjugais teriam sido fatais para o casamento, com Charlene afastada na África do Sul durante largos meses, alegadamente para fazer um tratamento por causa de um problema de saúde. Mas, para já, aquela que é chamada de "maldição dos Grimaldi", associada a desastres amorosos e tragédias constantes, não toca ao casal, que mostra cada vez mais cumplicidade em eventos públicos e publica com regularidade no Instagram.

Como uma boa lenda, a dos Grimaldi remonta ao início de tudo, à chegada da família ao Mónaco, na noite de 8 de janeiro de 1297, vindos de Génova, de onde são originários. A história é recordada pela revista ¡Hola!: "os Grimaldi eram Guelphs, uma das famílias mais poderosas de Génova, apoiantes do papa e das liberdades comunitárias, enquanto os Ghibellines eram apoiantes do Santo Imperador Romano e da Ordem. Neste contexto - com os Guelphs forçados ao exílio e com a soberania do Mónaco concedida pelo Imperador à cidade de Génova - um personagem decisivo entrou em cena: Francesco Grimaldi, que ficou na história com o apelido "il Malizia" pela sua astúcia", lembra a revista semanal, para fazer a ponte com a verdadeira lenda.

Vestido de monge franciscano, Francesco Grimaldi escondeu as suas armas e pediu asilo, depois matou os guardas para tomar a fortaleza e instalar a dinastia no Mónaco (o que só aconteceu em pleno, naturalmente, anos depois). "Alguns historiadores sugerem que naquela noite, ao lado de Francesco, estava o seu primo Rainier, que manteve o poder na cidadela durante quatro anos e ficou na história como o primeiro governante e fundador da Casa Grimaldi". Durante os anos do poder de Rainier, nasceu uma lenda com duas versões, e com duas mulheres envolvidas: a primeira diz que uma jovem mulher que foi agredida por Rainier lançou o feitiço, a segunda é que foi uma mulher que ele deixou em pé no altar. A maldição? Nenhum Grimaldi seria feliz no casamento. 

Alberto I e Alice Heine, Carlota e Pedro, Raniero III e Grace, Carolina e Philippe, Carolina e Stefano, Carolina e Ernesto, Stéphanie e Daniel: são apenas alguns exemplos de relações que não duraram, ao longo dos anos. Alberto e Charlene, parece, assim, ser a dita excepção à regra.
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