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A dor é o segredo para a felicidade? A ciência garante que sim

Ao que tudo indica, um pouco de dor ao longo da vida, aliada a um propósito final, é o que precisamos para sermos felizes.

Foto: Pexels
28 de janeiro de 2022 Ana Filipa Damião

Por norma, todos queremos ser felizes. É um desejo universal. E embora ninguém saiba ao certo a fórmula secreta para atingir a felicidade suprema (se é que existe), temos uma pequena ideia do que é necessário fazer para vivermos, no mínimo, sem problemas. Ou seja, menos stress e mais alegria e prazer. Contudo, há quem não acredite nesta teoria hedonista da felicidade. Paul Bloom, autor de Sweet Spot e professor de psicologia e ciência cognitiva na Universidade de Yale, EUA, opina que, na realidade, o sofrimento que sentimos contribui para sermos felizes, como explicou ao jornal The Guardian. Para chegar a esta conclusão, descrita no seu livro, Bloom baseou-se em estudos científicos relativos ao tema e em teorias filosóficas. 

O ser humano não procura apenas o prazer, mas acima de tudo quer viver uma vida com propósito, afirma o professor, e isto passa pelo estabelecimento de objetivos e por sairmos da nossa zona de conforto. Claro que novas experiências têm um custo - requerem garra, determinação e esforço. "Construir uma vida com sentido implica experimentar sofrimento, ansiedade e luta. Vemos valor no sofrimento que escolhemos." Bloom justifica o seu argumento com vários exemplos: ser pai/mãe, ganhar competições olímpicas, correr maratonas e até participar em conflitos armados. "Escolhemos ter filhos, e normalmente temos alguma noção de como será difícil; talvez até saibamos que, graças às pesquisas, os anos com crianças pequenas podem ser mais stressantes do que qualquer outra época da vida e, no entanto, raramente nos arrependemos das nossas escolhas."

No Twitter, Greta Thunberg escreveu: "antes de começar as greves climáticas, não tinha energia, não tinha amigos e não falava com ninguém. Estava apenas sozinha em casa com um distúrbio alimentar. Agora tudo isso desapareceu, uma vez que encontrei um propósito, num mundo que por vezes parece superficial e sem sentido para tantas pessoas." 

Quem leva uma vida com objetivos sofre mais ansiedade e stress do que aqueles que afirmam ter uma vida feliz. "As profissões mais gratificantes são aquelas que requerem exposição ao sofrimento dos outros. E quando nos é pedido para descrever as experiências que mais marcaram as nossas vidas, tendemos a pensar naquelas que foram mais intensas, muito agradáveis, mas também muito dolorosas", afirma o professor. Além disso, e segundo a teoria do filósofo Alan Wattz, uma vida simples e fácil tornar-se-ia rapidamente aborrecida.

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