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Isto é o que acontece à pele quando não saímos de casa

E não, não é coincidência que todas as nossas amigas em teletrabalho se queixem que estão com problemas de pele, sejam irritações cutâneas, mais borbulhas ou outro tipo de condições provocadas pelo isolamento.

30 de novembro de 2020 | Rita Silva Avelar
Numa primeira fase de confinamento, o fenómeno foi evidente: de um modo geral, a nossa pele piorou por estarmos em casa  vários meses. Mas porquê, se provavelmente quem usava mais maquilhagem deixou de o fazer, e a rotina de beleza até foi otimizada?

Os especialistas em beleza e dermatologistas têm uma explicação (também) para isto. "Vemos sempre mais problemas [na pele] no inverno: o ar torna-se mais seco e o aquecimento central e a deficiência de vitamina D exercem pressão sobre a pele", explica Malvina Cunningham, dermatologista, num artigo recente publicado no site da Glamour inglesa. "Mas [tudo isso] combinado com o aumento do stress devido à pandemia, o uso de máscaras e a falta de vitamina D levou a que mais pessoas sofram, tanto com as condições de pele existentes como com novos problemas" acrescenta. 

"Os resultados de uma deficiência em vitamina D podem variar: desde desequilíbrios hormonais a baixos níveis de energia até uma imunidade deficiente - muitos dos quais têm um custo para a nossa pele" explica o médico Paul Nassif, à mesma publicação. "Como a falta de vitamina D está associada a uma função imunitária deficiente, ao aumento da inflamação e à diminuição da sensibilidade insulínica, tudo isto pode ter um impacto absolutamente negativo na pele" acrescenta. 

Quanto ao stress, com ou sem pandemia, sabemos que é prejudicial não só para a pele como para todo o nosso corpo, interferindo com outros sistemas. Malvina Cunningham explica a esta publicação que "a pele está mais inflamada e o sistema imunitário é prejudicado, o que é um problema se tiver doenças de pele relacionadas com a imunidade, como a psoríase e o eczema. O stress tem um efeito negativo sobre a função de barreira da nossa pele. Os lípidos e proteínas dentro da barreira são reduzidos, e há mais perda de água causando irritação e secura. Também pode desregular a produção de sebo, causando crises de acne". Para reforçar a barreira cutânea, a especialista refere que é benéfico optar por ingredientes reparadores que tenham na sua composição elementos como a glicerina e o ácido hialurónico. Evitar as luzes UV, estar o menor tempo ao computador possível (excepto em casos de trabalho) e reforçar o consumo de ingredientes e alimentos antioxidantes.

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Por fim, é importante usar máscara quando a situação é adequada, mas também saber que quando usada durante um período prolongado pode criar um ambiente húmido (no rosto) onde o suor, o sebo e bactérias se acumulam e obstruem a pele, levando a poros entupidos, ou agravamento de condições de pele pré-existentes tais como acne, rosácea e eczema." É importante, por isso, manter uma rotina de limpeza diária para ser cumprida à regra, ingerir água nas quantidades recomendadas e sempre que possível sair nem que seja por 5 minutos à rua, apanhar um pouco de sol, dentro das regras estabelecidas pela Direção Geral de Saúde (DGS).
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