A moldura do rosto. O que fazem as mulheres com as melhoras sobrancelhas que já vi
O melhor sobre elas? Fazem zero gatekeep.
As sobrancelhas – assim como quase tudo que compõe o arsenal da aparência feminina – nunca foram apenas um detalhe: são reflexo das eras, dos desejos e dos ideais de beleza. Da aristocracia japonesa do século VIII, que desenhava arcos no alto da testa como símbolo de status, às supermodelos do século XXI, que transformaram os olhos no centro do universo, conquistaram o título não oficial (mas merecido) de “molduras do rosto”.
O século XX foi o seu grande palco de reinvenções. Nos anos 1920 e 30, sobrancelhas finíssimas conferiam um olhar quase cinematográfico. Nos anos 80, renasceram volumosas e selvagens; nos 90, a pinça reinava, moldando arcos hipnotizantes e, muitas vezes, irreversíveis (olá, mãe!).
Hoje, voltam à sua essência: naturais, cheias e únicas. Elas não seguem regras, até porque isso seria contra a liberdade de expressão. Sobrancelhas falam: desaprovam, flertam, desafiam. Independente da forma ou cor, elas são o manifesto do fim do status quo, a prova de que beleza é expressão, e não obrigação, e a confirmação de que, para mulheres, até os pelos vêm com opinião.
Vitória Mota
"Quando era mais nova, fazia as sobrancelhas super fininhas - usava-se muito na altura. Não era cool ter sobrancelhas grossas antigamente; era considerado uma “coisa de homem”. Mais tarde, comecei a ver muito a Cara Delevingne nas revistas e nos desfiles, inspirei-me e comecei a deixá-las crescer. Ainda demorou uns bons anos até ficarem como estão agora.
Hoje acho que, se temos sobrancelhas grossas, devemos mantê-las. O natural é o que nos fica melhor. O que faço habitualmente às sobrancelhas é uma brow lamination de três em três meses. Com esta técnica, as sobrancelhas ficam penteadas e mais direitas, por isso não é preciso usar maquilhagem nem gel de fixação. De vez em quando aplico um sérum para as tornar mais saudáveis. Aconselho o RevitaBrow Advanced, da Revitalash.
Como não sou fã de maquilhagem, adoro estes truques todos, como a brow lamination. Assim, acordamos e já estamos belas naturalmente."
Beatriz Teixeira
"A relação com as sobrancelhas raramente é linear. Aprendi com o tempo, com as tendências e, sobretudo, com a experimentação. Só depois de testar diferentes estilos é que percebi o que realmente funciona para mim.
Sempre tive sobrancelhas fortes e marcadas. Cresci a ver a minha mãe a cuidar das sobrancelhas desde muito nova, o que acabou por moldar a minha própria perceção desde cedo. Qualquer pelo fora do sítio - especialmente entre as sobrancelhas - era motivo suficiente para recorrer imediatamente à pinça. Aos 14 anos, segui fielmente sobrancelhas finas, curtas na ponta, quadradas na frente e bem definidas com lápis castanho. Era o auge das tendências “2014” — sobrancelhas extremamente recortadas, marcadas e intensamente maquilhadas. Entre os 16 e os 22 anos, o visual tornou-se mais natural. Deixei a maquilhagem de lado, mas continuei a usar a pinça para controlar o formato simetricamente. A ideia de “natural” ainda era bastante controlada.
Mais tarde, brow lamination tornou-se muito popular, surgiu uma nova fase. Apesar de nunca ter feito o tratamento, tentei recriar o efeito com um gel transparente de fixação extrema, penteando os pelos totalmente para cima. O resultado era assumidamente dramático, quase caricato. Chegou mesmo a ser interpretado como um tratamento permanente, a ponto de a minha agência me pedir para suavizar o look após feedback de alguns clientes.
Atualmente, a abordagem é outra. Deixo as sobrancelhas em paz, ficam essencialmente ao natural. Quando me maquilho, continuo a recorrer ao gel transparente, mas de forma subtil, apenas para pentear e definir ligeiramente - prefiro fórmulas mais leves, como o da Victoria Beckham e o clássico da Benefit. Adoro as minhas sobrancelhas marcadas e naturalmente assimétricas, sem a obsessão de que tenham de ser perfeitamente iguais. A escolha pelo natural não vem do desleixo, mas de uma convicção estética: respeitar o formato original é, para mim, a decisão mais acertada. Tal como vieram ao mundo, é nessa autenticidade que reside a sua força - afinal são a verdadeira moldura do rosto."
Carminho Sousa Guedes
"A primeira vez que fiz as sobrancelhas num cabeleireiro ficaram do tamanho de uma folha de papel. Desde aí, ganhei mesmo muito medo e nunca mais voltei a fazê-las fora de casa. Para piorar, usaram cera e fiquei com a cara toda vermelha. Passei muita vergonha.
Sinceramente, não tenho grandes cuidados. De vez em quando (quando me lembro) tiro alguns pelinhos, mas não gosto nada de as deixar muito finas. Nunca faço as sobrancelhas fora de casa. Ainda não encontrei ninguém em quem confiasse a 100%, por isso prefiro tratar delas eu mesma.
No dia a dia, e para um resultado mais natural, uso o Brow Setter, da Benefit. Para um look mais ousado e wild, adoro o Superlock, da Maybelline."
Safiya Ayoob
"Quando comecei a fazer as sobrancelhas era muito nova e ainda não sabia bem o que queria. Tenho fotografias horríveis com sobrancelhas super finas, demasiado grossas e até com formato redondo… péssimo! Felizmente, hoje já sei o que gosto e o que me favorece.
Normalmente, arranjo-as de três em três semanas com linha. Vou a uma senhora num salão perto de casa que já me trata das sobrancelhas desde os 14 anos e em quem confio plenamente. Desde que comecei a arranjar as sobrancelhas, opto sempre pela linha. Quando não consigo marcação, arranjo-as em casa: limpo com pinça e corto o crescimento com uma tesourinha. Nunca experimentei fazê-las com cera.
No dia a dia, não costumo usar nenhum produto. Tenho a sorte de ter uma boa genética e sobrancelhas naturalmente preenchidas. Quando quero dar um toque mais cuidado, uso apenas um gel transparente para as fixar. Nunca senti necessidade de usar lápis ou gel com cor."
Assunção Soares
"Desde sempre que tenho as sobrancelhas grossas e o único cuidado que tinha era fazer depilação a cera e penteá-las antes de sair de casa. Uma vez decidi que queria ter as sobrancelhas finas como as das minhas amigas e, quando vi o resultado, chorei durante horas.
Fiquei meses sem fazer nada, para que voltassem a crescer normalmente… Entretanto, descobri a depilação com linha (faço na Wiñk) e notei melhorias significativas na forma das sobrancelhas, porque, como a técnica é mais precisa, conseguia tirar apenas o necessário e ficavam mais naturais. Aos poucos, fui começando a gostar mais de ter sobrancelhas grossas!
Hoje em dia, faço depilação com linha de três em três semanas, só para limpar um pouco em baixo e no meio, e ando sempre com o meu penteador de sobrancelhas para as pentear para cima, porque, como são grandes, saem facilmente do sítio. Em relação a cuidados, para além disso, não faço mais nada."
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