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Supremo tribunal dos EUA reverte decisão que estabeleceu direito ao aborto

É um dia trágico para os EUA no que toca aos direitos fundamentais das mulheres: o país reverteu a decisão do caso Roe vs. Wade, que remonta a 1973, quando cabia a cada estado decidir se proibia ou autorizava interrupções voluntárias de gravidez.

Foto: Getty Images
24 de junho de 2022 Rita Silva Avelar
As fotografias que circulam nos meios de comunicação norte-americanos, de mulheres protestantes a chorar em frente ao Supremo Tribunal, em Washington D.C, confirmam o pior: é um dia triste para os direitos das mulheres, este 24 de junho de 2022.

Em causa está a decisão dos juízes do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que aprovaram a reversão da decisão do caso Roe vs. Wade, permitindo assim que o aborto venha a ser proibido em muitos estados norte-americanos. O primeiro estado já deu o primeiro passo: Mississípi já pôs fim a este direito.
"Assim, sustentamos que a Constituição não confere o direito ao aborto… e que a autoridade para regular o aborto deve ser devolvia ao povo e aos seus representantes eleitos", lê-se no texto da decisão que reverte um precedente estabelecido pelo mesmo Supremo Tribunal, apoiada por sete juizes conservadores, e não apoiada por três liberais. O desfecho do caso Roe vs. Wade garantia que a Constituição dos EUA protegia o direito total da mulher a fazer um aborto (nos primeiros três meses de gravidez). O país volta, assim, a 1973, quando cabia a cada estado decidir se proibia ou autorizava interrupções voluntárias de gravidez.

Michelle Obama já se manifestou quanto a esta decisão. "Sim, estou de coração partido - por uma adolescente, cheia de entusiasmo e um futuro promissor, que não poderá terminar a escola ou viver a vida que deseja porque o seu estado controla as suas decisões reprodutivas; pela mãe que tem uma gravidez não viável que é agora obrigada a pôr termo a essa gravidez; para os pais que vêem o futuro dos seus filhos a evaporar-se diante dos seus próprios olhos; para os profissionais de saúde que já não os podem ajudar sem arriscar a pena de prisão", escreveu a ex-primeira dama nas redes sociais.
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