Casas de banho escolares não entram nos quadros de honra
São vários os problemas que afastam os alunos das casas de banhos das escolas públicas, entre os quais se contam higiene deficiente ou más instalações. O paradigma tem de mudar.
O Ministério da Educação organizou uma campanha que tem como objetivo reduzir o peso das mochilas escolares. A campanha recebeu a designação de "Mochila Leve" e traz 20 recomendações para as escolas, para os alunos e encarregados de educação.
Para as escolas, a campanha propõe, segundo o jornal Público, a que cada turma tenha apenas uma sala de aulas, de maneira a que as crianças não tenham de passar tanto tempo com a mochila às costas, bem como a promoção do uso de cacifos dentro do recinto escolar.
Citados pelo jornal diário, muitos diretores dos estabelecimentos escolares referem que um dos grandes problemas relativo às mochilas é a quantidade de livros, manuais e cadernos que os alunos levam diariamente para as aulas. E é por isso que o Ministério liderado por Tiago Brandão Rodrigues irá propor aos docentes que estes passem a planificar as aulas de maneira a saber de antemão quais os manuais a serem usados nos respetivos dias, "para evitar que os alunos os transportem para a escola quando não fazem falta".
Estes conselhos do Ministério da Educação fazem parte de uma recomendação que foi aprovada por unanimidade no Parlamento em 2017, depois de uma petição contra o peso das mochilas escolares reunir mais de 50 mil assinaturas.
A preocupação em torno do peso das mochilas está diretamente ligada a questões de saúde, visto que muito peso às costas pode, segundo uma nota da Direção-Geral de Saúde que também será disponibilizada no site Mega, "provocar lesões degenerativas da coluna que alteram o crescimento do corpo".