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Máxima

Moda

Nova maison de moda - La Dolce Vita

Sob o signo do Cinema, a Louis Vuitton abriu recentemente uma nova Maison. O glamour das estrelas e o savoir-faire dos melhores artesãos em grande plano na Maison Louis Vuitton Roma Etoile. A Máxima, única publicação portuguesa convidada, conta-lhe tudo.

Nova maison de moda - La Dolce Vita
Nova maison de moda - La Dolce Vita
03 de maio de 2012 às 07:16 Máxima

Piazza San Lorenzo in Lucina, 41, em Roma. Em 1907, aqui nasceu o mais antigo cinema da capital italiana que conheceu outros nomes antes de ser o Etoile, em 1970. Viria a encerrar as suas portas em 1991, após a exibição de Evita. Mas este não foi o último filme que os amantes da Sétima Arte viram no Etoile. Porque a Louis Vuitton deu uma nova vida a este espaço e hoje, quem entrar na Maison Roma Etoile para fazer as suas compras, poderá assistir a uma sequência de curtas-metragens, comodamente instalado numa pequena sala de cinema aberta, o Spazio Etoile, que fica no topo da escada elítica que conduz ao primeiro andar.

Após apreciarmos as peças em pele – carteiras, malas de viagem e outros acessórios – no piso de entrada, subimos os degraus banhados de luz natural e ficamos com uma larga visão dos três níveis da loja.

Em cima, descobrimos a nova coleção para Senhora – pronto-a-vestir, sapatos, joias, relógios e Alta-Marroquinaria – bem como a história deste universo, através das palavras de quem o lidera e de quem o concebeu: entre outros, Yves Carcelle, presidente e CEO da Louis Vuitton, e o arquiteto Peter Marino, responsável pela magistral recriação do espaço, preservando a fachada.

Os media do mundo inteiro têm o privilégio de tudo ver e de tudo perguntar em primeira mão, na manhã de 27 de janeiro. Ao final da tarde, é a vez de as estrelas e demais convidados assistirem à inauguração oficial da Maison. Cruzamo-nos então com Catherine Deneuve, Cate Blanchett, Chiara Mastroianni, Natalia Vodianova... e muitos mais. Ao cocktail na loja segue-se uma festa pela noite dentro no ambiente “decadente” de um palácio abandonado (o antigo Instituto Geológico), onde reina a animação inspirada num antigo bordel, entre música e dança de cabaré e sketches a cargo de atores. Paira por ali o espírito de Fellini...

De todas as lojas Louis Vuitton, só 14 receberam a denominação de Maison. Porque esta distinção implica conterem obras de arte. É o que acontece na Roma Etoile.

“O luxo é todo ele emoção”, diz Ives Carcelle. “Algo criado pela Louis Vuitton é um objeto de emoção. E há uma emoção adicional ao colocarmos as pessoas em contacto com a arte.” Estamos perante um projeto que combina “artesanato de exceção, arte e cultura”.

Logo à entrada, num pórtico em semicírculo, somos surpreendidos por milhares de fotogramas coloridos em tiras de filme justapostas, um film painting criado especificamente para este local pelo artista plástico Dokoupil. Recorda-nos que a Vuitton quer não só perpetuar a memória do Cinema como apoiar os que hoje a ele se dedicam (ver caixa). E tanto no piso inferior, dedicado às coleções para Homem, como no primeiro andar, podemos apreciar outras obras de arte contemporânea.

Para a inauguração da Maison, foram expostas algumas obras-primas dos artesãos da Louis Vuitton, encomendas especiais para responder às exigências das estrelas de cinema que sempre confiaram nos melhores maleiros do mundo para transportar os seus objetos de eleição. Por outro lado, pela sua beleza e poder de sugestão, as lendárias malas de viagem Vuitton inspiraram os realizadores de cinema que as tornaram personagens dos seus filmes. Mas embora a história da vida da marca esteja intimamente ligada à das celebridades, estas são apenas uma pequena parte dos clientes que se podem dar ao luxo de encomendar peças feitas à medida dos seus desejos...

Patrick-Louis Vuitton, responsável por esta área das encomendas especiais na empresa que o seu trisavô fundou em 1854, também não podia faltar à abertura da nova Maison. Na próxima edição da Máxima, publicaremos a conversa que com ele tivemos em Roma, nove anos após uma entrevista em Asnières (região de Paris), onde visitámos a fábrica, o museu e a casa de família.

É bom saber que, apesar da globalização e da atual estrutura da Vuitton, com lojas em mais de 60 países, há quem continue a regar a tradição com as memórias de uma vida plena e com os pés bem assentes na terra das suas origens.

Deixámos a Cidade Eterna com a convicção de que a Louis Vuitton saberá sempre renascer e reinventar-se, acompanhando o espírito de cada época sem esquecer o legado de um savoir-faire inigualável.

Next!

A curiosidade dos jornalistas levou à revelação: a próxima Maison Louis Vuitton abrirá em Veneza e irá expor “arte que, de outra forma, não seria vista”. Reina o mistério...

Com as mãos

Tal como acontece na Moda, sobretudo na Alta-Costura, também os bastidores do Cinema têm as suas “dinastias invisíveis”, artesãos que primam pela excelência em diversos ofícios, transmitindo saberes e segredos de geração em geração. O documentário Handmade Cinema, produzido por Luchino Visconti di Modrone, realizado por Guido Torlonia e escrito por Laura delli Colli, presta homenagem à grande família do cinema italiano que preservou esse património. Uma imagem forte é a de estes homens e mulheres com as palmas de ambas as mãos em primeiro plano: “Com as mãos podemos fazer tudo.” “Por vezes beijo-as”, acrescenta um artesão que, de seguida, dá um beijo em cada mão. Este documentário marca o início das criações originais realizadas com o apoio da Louis Vuitton, que serão projetadas na sala de cinema da Maison Roma Etoile.

Foi também estabelecida uma parceria com a Escola de Cinema do Centro Sperimentale di Cinematografia, através da qual a Vuitton irá ajudar as novas gerações a ter uma oportunidade no futuro. Ainda na área do Cinema, a marca organiza o concurso Journeys Awards (www.journeysawards.com), agora em segunda edição e sob o lema Encounters.

Nova maison da moda
1 de 6 / Nova maison da moda
Escada em forma de cálice, no coração da Maison, criada por Peter Marino
2 de 6 / Escada em forma de cálice, no coração da Maison, criada por Peter Marino
A fachada do antigo cinema Etoile foi preservada
3 de 6 / A fachada do antigo cinema Etoile foi preservada
O mais antigo cinema de Roma funcionou entre 1907 e 1991
4 de 6 / O mais antigo cinema de Roma funcionou entre 1907 e 1991
Cinema Corso, 1920
5 de 6 / Cinema Corso, 1920
Interior da loja
6 de 6 / Interior da loja
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