Moda

Calvin Klein anuncia fim da sua linha de pronto-a-vestir

Após a saída do seu diretor criativo em dezembro, Raf Simons, a marca anunciou que não vai continuar a produzir as suas coleções de ‘ready to wear’.

Calvin Klein para primavera/verão 2018
Calvin Klein para primavera/verão 2018 Foto: Willy Vanderperre
07 de março de 2019 | Inês Fernandes

Quando a marca se separou de Raf Simons, em dezembro de 2018, anunciou planos para substituir a sua coleção de luxo 205W39NYC com novos designs e direção criativa. No entanto, a Calvin Klein anunciou ontem à revista norte-americana WWD que não vão continuar a desenhar a sua linha de pronto-a-vestir.

Simons chegou à Calvin Klein em 2016 e só o anúncio da sua contratação aumentou as vendas em 7%. Porém, as suas coleções deram mais despesa do que lucro. A PHV (empresa que detém a Calvin Klein) anunciou que os seus lucros desceram de 125 milhões de euros, do ano anterior, para 107 milhões.

A Calvin Klein anunciou que Michelle Kessler-Sanders, presidente da 205W39NYC, vai abandonar a marca em junho deste ano, e que vai dispensar 50 pessoas da loja em Milão e mais 50 da loja em Nova Iorque. O escritório em Milão vai mesma fechar, bem como a emblemática loja na Madison Avenue, que fora renovada em 2017 por Simons.

As decisões têm certamente a ver com os problemas de finanças e o custo de produção, até porque uma boa parte do lucro da Calvin Klein vem das linhas de denim e roupa interior.

O facto da marca ter deixado todas as suas linhas (perfumes, coleção de luxo, ganga, etc) sob a direção criativa de Simons não correu como esperado e o próprio chefe executivo da marca, Emanuel Chirico, expressou publicamente que o rumo da Calvin Klein sob a liderança de Simons foi desapontante.

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