Celebridades

Salma Hayek recorda episódio marcante com Weinstein. "Não te contratei para te deixar feia"

Cinco anos depois, continuam a surgir relatos no mínimo chocantes das atrocidades do ex-produtor de Hollywood para com atrizes bem conhecidas no meio do Cinema.

Foto: Getty Images
05 de novembro de 2021 Rita Silva Avelar
Salma Hayek já falou várias vezes sobre temas difíceis, como quando revelou quão traumática foi a primeira vez que filmou uma cena de sexo, com Antonio Banderas, e foi um dos nomes que se ergueu nas acusações do caso mediático de Harvey Weinstein, em 2017.

Agora, numa entrevista ao The Guardian, a atriz conta como o ex-produtor a insultou violentamente, durante as rodagens do filme Frida, no início dos anos 2000.

A atriz não esquece o incidente que ocorreu durante as rodagens do filme biográfico sobre a pintora mexicana Frida Kahlo, realizado por Julie Taymor e pelo qual ela recebeu uma indicação ao Oscar. "(…) Havia algo de caricato naquilo tudo", começou por dizer, recordando uma troca de palavras entre ela e o produtor, no mínimo desconfortável. Quando ele me ligou e gritou: 'Porque é que tem uma 'sobrancelha única' e um bigode? Não a contratei para deixá-la feia!', recorda. "'Já alguma vez viu uma foto de Frida Kahlo?' disse-lhe eu, antes de acrescentar: 'Se um homem interpretasse Cyrano de Bergerac, ele não lhe diria: Que nariz é esse?'".

Em 2017, no boom do movimento Me Too, durante o caso Weinstein, Salma Hayek revelou ao The New York Times que também havia sofrido assédio sexual por Harvey Weinstein durante vários anos. Salma explicou que sempre tentou recusar os "avanços" do produtor. "Ele ofereceu-se para tomar banho comigo e eu disse que não", escreveu. "Eu também disse não quando ele se ofereceu para me massajar. Não, quando ele sugeriu que um dos seus amigos me massajasse. Não à sua oferta para me fazer sexo oral. Não à ideia de ficar nu na presença de outra mulher. Não não não não não ... Cada recusa desencadeou a fúria maquiavélica de Harvey", recordou a atriz de 55 anos, na altura. A atriz acrescentou que provavelmente deve a sua salvação à amizade com o diretor Robert Rodriguez, George Clooney e Quentin Tarantino. "Eu também fui uma pessoa muito forte", disse, agora, ao The Guardian.
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