Celebridades

Realeza da Moda e da Beleza

Jovens, ricas e fabulosas.Estas herdeiras de impérios multimilionários da cosmética e da moda têm sobrenomes de peso
Por Máxima, 22.02.2012

Se não é fácil para o comum dos mortais viver para estar à altura do êxito de antepassados, para estas mulheres a tarefa deverá ser ainda mais complexa. Nascidas em berços de ouro e donas de sobrenomes de peso - Arnault, Clarins, Lauren, Hilfiger, Herrera -, seguir os passos de gerações aclamadas pela crítica ou de mulheres pioneiras não será o caminho mais fácil do mundo.

No entanto, têm tudo a seu favor. Além de uma infância privilegiada entre nomes sonantes, acesso ilimitado ao mundo da moda e ao melhor da cosmética, e as melhores escolas, o seu quotidiano é vivido na companhia do crème de la crème da sociedade nova-iorquina e parisiense.

Criadas no seio de indústrias de elite, têm o privilégio de saltar as (difíceis) etapas exigidas para vingar no competitivo mundo dos negócios. Acrescentando a isto publicidade gratuita e uma sucessão de oportunidades, não admira que mesmo as mais novas herdeiras sejam obreiras de negócios bem-sucedidos. Inteligentes, geneticamente abençoadas e apoiantes de causas solidárias, algumas serão o futuro das empresas da família, enquanto outras já apostaram em mercados distintos, lançando as suas próprias marcas e negócios.

CAROLINA HERRERA
Nascida em Caracas em 1969, Carolina Herrera partilha com a mãe o mesmo nome, uma indescritível elegância e a paixão pelos negócios. E, segundo ambas, têm muito mais em comum, são igualmente disciplinadas e organizadas mas uma prefere uma ordem mais estrita enquanto a mais nova prefere o caos dentro da ordem. Com uma vida social extremamente agitada, e dezenas de convidados a entrar e a sair constantemente das suas casas na Extremadura, Nova Iorque e na Venezuela, não é surpreendente que a organização seja um mote nas suas vidas.

Mas na casa de Carolina, filha, os convidados fazem o que querem, saem e entram quando desejam e reúnem-se apenas para jantar. É uma adepta da liberdade, como a própria afirma: “A minha infância pode ser resumida numa palavra: liberdade. Na propriedade (La Vega) podia ir a qualquer lado na minha bicicleta e mota, tinha uma casa na árvore, cuidava de cães e gatos e adorava colher fruta das árvores.” Carolina cresceu em La Vega, a propriedade da família nos arredores de Caracas datada de 1590 e considerada a casa habitada mais antiga do continente, onde frequentou a escola britânica até aos 12 anos, idade com que se mudou para Nova Iorque.

Estudou ciências com o objetivo de ser médica, mas manteve a paixão pela fotografia e pelo cinema e, apesar de ter começado a trabalhar num laboratório de investigação, rapidamente percebeu que não era o caminho que pretendia seguir. Conheceu um realizador que a contratou como assistente e mudou-se para Los Angeles onde trabalhou na indústria audiovisual, abriu uma boutique de roupa e desenhava e fazia joias. Mudou-se para Espanha depois de se apaixonar pelo país ao produzir Maletilla, um documentário dirigido por uma amiga, sobre jovens toureiros. Foi nesse ambiente que conheceu o seu marido, o ex-toureiro Miguel Báez. Simultaneamente, em 1997 surge a ideia de lançar uma nova fragrância Carolina Herrera, que evocasse o espírito de Nova Iorque, um espírito jovem, fresco, novo.

Carolina ajudou a mãe no processo e assim surgiu o famoso 212. Mas desenvolveu uma paixão pela área e o que seria uma colaboração a curto-termo tornou-se um trabalho a tempo inteiro. Hoje é a diretora criativa da divisão de perfumes Carolina Herrera, um trabalho desafiante, como nos explica: “É um processo de constante inspiração e evolução. Sentimentos e instintos ajudam, mas para realmente fazer um produto funcionar é preciso fundir todos os aspetos: o nome, o frasco, o conceito, a fragrância e a publicidade.”

IRMÃS CLARINS
Podemos esquecer por uns tempos as irmãs Mary-Kate e Ashley Holsen, ou Nicky e Paris Hilton. Há novas caras na realeza da beleza e estas manas vêm a dobrar. Claire e Virginie Courtin-Clarins e as suas primas, as gémeas Jenna e Prisca, são as netas do fundador da Clarins, Jacques Courtin-Clarins e as caras mais frescas do jet-set. Chegaram a Manhattan vindas de Paris e arrasaram. São as novas it-girls que conseguiram atrair toda a atenção dos media, assim que se sentaram na primeira fila dos desfiles da semana da moda em 2011. Até aí tinham mantido a discrição, mas dificilmente o conseguiriam por muito mais tempo.

Altas (Claire tem 1.82 m), loiras, estonteantemente bonitas e com todo o estilo que poderiam ter, rapidamente chamariam a atenção do mais distraído fashionista. Filhas dos herdeiros da companhia, e de ex-modelos, foram criadas em França e, com 24 e 26 anos, entraram na lista da Vanity Fair das melhores vestidas de 2011. E não é de admirar. Arrojadas na escolha de indumentárias, são frescas, modernas e não têm receio de misturar padrões e texturas, sendo o resultado sempre impecável e distinto. Adeptas de marcas como Thakoon, Rodarte, Michael Kors e dos novos designers Proenza Schouler, Alexander Wang e Phillip Lim, são formadas e têm carreiras em áreas distintas. Virginie tem um curso de Economia,

Claire estudou arquitetura e design gráfico, Prisca é dona do primeiro style-bar de unhas americano em Paris – Nail Factory – e Jenna estuda fotografia. Além dos estudos e das carreiras profissionais, têm tempo para apoiar os projetos da FEED, uma organização não lucrativa que angaria fundos para o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas. Com várias menções na imprensa internacional em apenas um ano, certamente que continuaremos a ouvir e ler mais sobre as irmãs Clarins.

DYLAN LAUREN, FILHA DE RALPH LAUREN
A filha do designer Ralph Lauren não precisa do apelido do pai para ser reconhecida nos Estados Unidos. Dona da maior loja de doces do mundo, a Dylan’s Candy Store, teve a ideia quando viu o filme Charlie e a Fábrica de Chocolate em criança. Agora com 37 anos, esta “rainha dos doces” não só é uma empresária de sucesso como foi considerada uma das 25 mais elegantes nova-iorquinas pela US Weekly, em 2007. Mas já era antecipável o sucesso de Lauren.

Na Dalton School era uma líder nata, presidente de turma e capitã das equipas de voleibol e ténis e na Universidade de Duke, onde estudou história de arte, pertencia a uma sororidade. Foi quando estudou no estrangeiro que começou a cultivar a sua paixão pelos doces, colecionando todo o tipo de itens de cidades e vilas europeias.

E quando abriu o seu próprio negócio contou com o apoio e investimento inicial do pai, apesar dos instintos de ambos em relação à decoração da loja serem distintos: Ralph recomendou um look nostálgico e Dylan optou por cores vivas e decoração moderna. Não deixou de seguir os conselhos do pai, de seguir sempre a sua intuição. E a intuição não poderia estar mais certa tendo em conta o sucesso da empresa que tem lojas em East Hampton, Houston, Orlando e na Third Avenue nova-iorquina.

Em 2011 casou-se com Paul Arrouet, num vestido deslumbrante desenhado pelo seu pai. Provavelmente não a veremos como sucessora de Ralph Lauren na indústria da moda, mas o que quer que seja que esta jovem milionária se proponha a fazer no futuro é garantido que será bem-sucedido.

DELPHINE ARNAULT
Na festa de comemoração do 30.º aniversário do maquilhador da casa Dior, Tyen, tive a oportunidade de conhecer Delphine Arnault. Uma mulher alta, elegante, bonita e muito discreta, como a descreve a comunicação social, seriam os meus adjetivos para a caracterizar. É bilionária e herdeira da maior empresa de luxo do mundo, a LVMH (que detém marcas como a Christian Dior, Guerlain, Louis Vuitton). Filha de Bernard Arnault, estudou Economia na London School of Economics e juntou-se ao pai na LVMH em 2000, chegando ao conselho de administração com apenas 28 anos, a única mulher entre os 15 da direção.

Esse pormenor não a intimidou e é hoje uma das diretoras da Christian Dior e apontada como a futura sucessora da direção da multinacional de luxo. Com 36 anos e casada com um herdeiro de uma das fortunas do vinho italiano, é uma mulher discreta apesar de todo o mediatismo à sua volta e perseguição dos media, que se referem à empresária pela alcunha “o lobo no casaco de caxemira”.

Com uma fortuna que excede os €2.8 mil milhões de euros (dados de 2010), é a segunda maior acionista individual da empresa e uma das mulheres mais ricas do mundo. Senhora de uma elegância sóbria, é apreciadora das artes, em particular do dadaísmo.

ALLY HILFIGER
Com semelhanças físicas muito óbvias ao pai, a primeira dos cinco filhos do designer americano Tommy Hilfiger começa a dar os primeiros passos na área da moda. Começou a sua carreira num reality show da MTV, Rich Girls, em 2003, cuja curta duração de uma série a lançou para outro caminho profissional.

Durante os seus anos de vida boémia em Manhattan, começou a trabalhar numa série de pinturas, que expôs em 2008 num filme no Chelsea Art Museum, e ajudou o pai a desenhar algumas peças para a linha H by Hilfiger quando era mais nova. Agora com 26 anos, trabalha em parceria com Nary Manivong na sua linha de roupa feminina NAHM.

Conhecida pelo seu estilo eclético e precursora do visual nerd, é vista frequentemente com óculos grandes, roupas vintage e peças de novos designers, juntando alguns toques de estilos all-american e old english, características das roupas desenhadas por Tommy Hilfiger. Com um longo caminho ainda por percorrer, Ally parece não ficar parada à espera que o sucesso lhe bata à porta e, com uma nova linha de roupa prestes a ser comercializada, podemos esperar para ver o que se seguirá.

Tags: moda beleza; celebridades; herdeiras; império; tommy hilfiger; ally hilfiger; delphine arnault; dylan lauren; ralph lauren; clarins; carolina herrera
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