Celebridades

Os 5 casais artistas mais icónicos de sempre

Existe uma certa aura misteriosa em torno de um artista e sua musa, e vice-versa. O século passado foi marcado por colaborações que deixaram a sua marca na história da Arte, elevando-se a histórias de amor.
Por Vitória Amaral, 30.10.2019

Camille Claudel e Auguste Rodin

Para que Camille Claudel pudesse ter formação artística, Louis Prosper Claudel mandou a família para Paris em 1881. Durante os estudos na Académie de la Grande Chaumière, Camille, na altura com 19 anos, conheceu Auguste Rodin. Impressionado com as esculturas da jovem artista, Rodin tornou-se seu mentor, mais tarde amante. A relação foi frequentemente retratada no trabalho de ambos, como é o caso da escultura "La jeune fille à la gerbe" de Claudel e "Galatée", de Rodin. Auguste recusou-se a deixar a companheira de longa data Rose Beuret, o que afetou a relação de ambos. A família de Camille não aprovava a relação, e depois de sofrer um aborto em 1892, esta saiu de casa e terminou o affair com Rodin. Apesar de se terem continuado a encontrar ao longo de vários anos, acredita-se que Auguste saiu de Paris por causa do comportamento paranóico e agressivo de Camille, que acabou por ser internada num hospício. Rodin é considerado por muitos o pai da escultura moderna, enquanto o trabalho de Claudel é reconhecido pela sua originalidade para a época.

Frida Kahlo e Diego Rivera

Quando os dois artistas mexicanos se encontraram, Frida Kahlo ainda estava a recuperar de um acidente que afetou as suas pernas e a sua coluna. Forçada a ficar em repouso, Kahlo criou uma coleção de auto-retratos com a ajuda de um espelho colocado acima da cama. Diego Rivera ficou instantaneamente fascinado pelos quadros de Frida, que descrevia como "uma sensualidade vital enriquecida por um sentido de observação impiedoso, mas sensível". Unidos pelo amor à arte, tinham em comum a identidade cultural e crenças políticas revolucionárias, casando-se em agosto de 1929. O casamento foi pontuado pelo sucesso de ambos no mundo da arte, as inúmeras viagens e encontros do casal com alguns dos maiores artistas de todos os tempos como Picasso, Breton ou Kandinsky. No entanto, Diego Rivera teve um caso amoroso com a cunhada, resultando em divórcio. Ainda assim, Frida e Diego casaram de novo em 1940 e permaneceram juntos até à morte de Frida Kahlo em 1954.

Niki de Saint Phalle e Jean Tinguely

Niki de Saint Phalle e Tinguely conheceram-se em Paris em 1956. Na altura, Tinguely estava casado com a artista Eva Aeppli, Saint Phalle com o escritor Harry Mathews. Os dois começaram a trabalhar juntos pouco depois, dando início a uma parceria prolífera e duradoura que lhes deu a alcunha de "Bonnie e Clyde da Arte". As colaborações foram inúmeras, destacando-se "Dylaby", "La géante Nana" e o famoso "Cyclop de Milly-la-Forêt". Juntos construíram um império neorrealista, sendo reconhecidos como dois dos artistas mais coloridos do século XX. Há quem acredite que se deve também a terem vivido um amor tumultuoso. "Somos dois escultores ligados um ao outro, que vivem em dois mundos muito diferentes. Materialmente opostos, ideologicamente opostos, e dividido pelo género, a masculinidade de um lado e uma feminilidade profunda do outro", terá dito, Tinguely.

Salvador Dalí e Gala

Em 1929, Salvador Dalí recebeu Paul Eluard e a esposa, Elena Diakonova na sua casa na cidade costeira de Cadaqués. Houve uma cumplicidade imediata entre Dalí e Elena (que mudaria o seu nome para Gala). Esta deixou o marido, apaixonada pelo pintor surrealista, tornando-se na derradeira musa, confidente e companheira de Dalí. A prova de que eram flexíveis às excentricidades um do outro, é que Gala teve vários casos extraconjugais e apoiou o desejo do companheiro pela cantora Amanda Lear, com quem o casal eventualmente teve uma relação a três.

Dora Maar e Pablo Picasso

Em 1935, o poeta Paul Eluard apresentou Picasso a Dora, fotógrafa, a mulher que se viria a tornar na inspiração do famoso quadro "A Mulher que Chora". Picasso e Dora estiveram juntos durante nove anos enquanto o pintor estava casado com Marie-Thérèse Walter, com quem tinha uma filha, Maya. A fotógrafa também documentou o processo criativo de "Guernica", um marco no amor entre os dois. A vida de Dora girava em torno do artista, chegando a trocar a carreira de fotografia pela pintura e acompanhando Picasso em todas as suas viagens, até este decidir deixá-la por Françoise Gillot no fim da década de 1940. Dora foi a quarta das sete esposas de Pablo Picasso.

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