Vai ao cabeleireiro? Estes cortes de cabelo retro são a maior tendência do momento - sim, incluindo o “The Rachel”
Tudo aponta para que esta estação fique marcada pelo regresso dos cortes de cabelo mais curtos.
Não é novidade alguma que temos vindo a revisitar o passado. No mundo da moda temos assitido a um verdadeiro renascimento - das bandanas com padrão paisley às clássicas bolinhas - sem esquecer o revival da estética minimalista de Carolyn Bessette-Kennedy. No universo da beleza, também temos assistido ao regresso de elementos que nos remetem para outras décadas, mas sempre reinterpretados com um toque contemporâneo: falamos da sombra azul, das máscaras de pestanas coloridas e até do ressurgimento de certos cortes de cabelo. A verdade é que, quando pensamos nos cabelos do passado, há referências muito específicas que nos vêm imediatamente à mente - e que continuam a influenciar o presente.
Não estaríamos verdadeiramente a falar do passado sem mencionar o icónico mullet. Este estilo fortemente associado aos anos 70, com figuras como David Bowie, e mais tarde popularizado nos 80, foi adotado por mulheres como um penteado ousado, andrógino e, muitas vezes, 'rebelde'. Tornou-se particularmente ligado à cultura queer, funcionando como uma afirmação de identidade e liberdade. Hoje, o mullet regressa, mas reinventado: mais comprido, especialmente na versão feminina, e muitas vezes cruzando-se com o chamado wolf cut. É uma forma interessante de manter o comprimento, mas sem o peso e a densidade de cabelo que normalmente lhe estão associados - uma solução prática, mas cheia de atitude.
Outro corte que não conseguimos ignorar é o long bob. Sabemos que o bob tem tido um enorme destaque, com inúmeros vídeos nas redes sociais de pessoas que aderem a este estilo. No entanto, a relevância vai muito além das tendências digitais. Nos anos 1920, o bob tornou-se um verdadeiro símbolo de libertação feminina, independência e rebelião contra os padrões de beleza vitorianos, que privilegiavam o cabelo longo. Ao adotarem um corte mais curto - tradicionalmente associado ao universo masculino -, as mulheres estavam, na verdade, a reivindicar autonomia sobre o próprio corpo e imagem. Talvez o regresso desta tendência esteja ligado ao contexto atual, em que muitos sentem que os seus direitos continuam a ser questionados ou condicionados. Será esta uma nova forma de rebelião feminina perante uma sociedade que, apesar de se dizer moderna, ainda carrega traços patriarcais?
Tal como o bob, podemos ir ainda mais longe e optar por um pixie cut. Se muitas vezes se diz que o cabelo comprido é sinónimo de feminilidade - algo que, naturalmente, também celebramos -, acreditamos que não há nada mais feminino do que uma mulher que decide cortar o cabelo curto. Ao retirar o peso do cabelo do rosto, dá-se protagonismo aos traços, à expressão e à individualidade. É impossível falar de pixie sem pensar em Audrey Hepburn - uma das figuras que mais contribuiu para a popularização - ou em Mia Farrow. Estas mulheres provaram que o cabelo curto não diminui a feminilidade - pelo contrário, pode intensificá-la.
Por fim, há um corte que permanece eternamente relevante: o famoso cabelo de Jennifer Aniston em Friends. O comprimento médio com camadas - as icónicas layers - ficou gravado na memória coletiva. A referência a Rachel Green não é por acaso: este corte ficou conhecido como “The Rachel”. Surgido nos anos 1990, caracterizava-se por camadas marcadas, irregulares e volumosas, criando movimento e dimensão. Embora as décadas de 1970 e 1990 sejam frequentemente associadas a este tipo de cabelo, também os anos 1980 foram marcados por visuais volumosos e estruturados.
Tal como este estilo é muitas vezes associado à ideia de bombshell de Hollywood - lembrando Pamela Anderson em Baywatch -, os cortes mais curtos não deixam de carregar a sua própria sensualidade. No fundo, todos estes estilos mostram que a feminilidade não está presa a um comprimento de cabelo, mas sim à forma como cada mulher escolhe expressar-se.
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