10 óleos para usar dos pés à cabeça
É o multifunções essencial para aplicar depois do banho e perfeito para depois do sol: hidrata e suaviza os cabelos e o corpo, melhora a elasticidade da pele e acrescenta-lhe ainda mais brilho.
"Seria o ideal, mas nem sempre é possível. Diria que é essencial para quem sofre de problemas de pele e, por isso, tem de ser acompanhado e recorrer a tratamentos com produtos específicos, indicados por um especialista", avança a dermatologista Cristina Martinez, médica na Clínica CUF e na Dr. Derme, no Estoril. Se tem uma pele saudável, também pode procurar aconselhamento numa farmácia ou com as especialistas em cosmética nas perfumarias ou beauty corners (como o do El Corte Inglés). Muitas marcas de Beleza já oferecem diagnósticos personalizados que determinam as necessidades da pele (desde as rugas e a sua profundidade aos níveis de hidratação e ao grau de oxidação cutâneo) e recomendam os cremes que vão dar melhor resposta a estes problemas.
Existem seis tipos de pele diferentes, que podem ser identificados num consultório de um dermatologista mas também num gabinete de estética – a pele pode ser normal, oleosa, seca, mista, sensível e madura. Claro que estas categorias não são estanques e podem mudar com a idade, principalmente no caso de estarem associadas a patologias da pele, como acne, rosácea, pigmentação ou atopia, que exigem tratamentos específicos e um acompanhamento médico regular.
As peles oleosas devem ser controladas através de um regulador do excesso de sebo como a bardana (uma planta medicinal) e o biorretinol, que também é anti-inflamatório e estimula a produção de colagénio. Por outro lado, as peles muito secas querem hidratação e o ácido hialurónico é ideal para garantir bons resultados a médio e longo prazo, por atuar mais profundamente; os betaglucanos estimulam o colagénio e formam uma película protetora à superfície da pele que contribui para a retenção de água. Ingredientes como a manteiga de karité ou jojoba, a vitamina C e o resveratrol são ideais para as peles maduras, por serem ricos em antioxidantes e aminoácidos que neutralizam os radicais livres e ajudam a prevenir o envelhecimento cutâneo.
As manchas ou hiperpigmentação? As rídulas finas e primeiros sinais de idade? É importante perceber as necessidades da pele, independentemente da idade. Escreva as suas preocupações e apresente-as ao especialista, que vai saber interpretá-las. Claro que, além do creme, há outros fatores que interferem (e muito!) no aspeto da pele, como a exposição solar, o stress, o tabaco, o álcool e a alimentação.
Todas as características do creme, desde a sua textura aos princípios ativos e composição, devem ter em conta o nosso tipo de pele – as peles mais oleosas preferem texturas em gel a cremes mais densos, por exemplo. "Os séruns e as texturas fluidas são particularmente bons para as peles mais oleosas", explica Cristina Martinez. "As texturas espessas são indicadas para peles secas e o gel não é recomendado para a pele sensível", acrescenta a especialista.
"Os cremes de tratamento e aqueles que são mais intensos, com ingredientes fotossensíveis como os ácidos, devem ser sempre usados à noite", explica Cristina Martinez. Por outro lado, também sabemos que durante a noite a pele está mais ativa e suscetível a processos de regeneração, pelo que é a melhor altura para aplicar um antirrugas ou creme antiacne, por exemplo. "Durante o dia devemos sempre procurar um produto com proteção solar", aconselha a dermatologista. Esta escolha também vai depender sempre dos nossos hábitos e rotinas e do que sentimos que resulta melhor na nossa pele – às vezes cremes diferentes fazem sentido em alturas diferentes, mas o ideal será aplicar o tratamento à noite e o hidratante com proteção solar de dia, sempre depois de limpar a pele e remover as células mortas.
"As peles oleosas toleram bem as fórmulas mais agressivas, como os ácidos, por exemplo", diz Cristina Martinez. Se tem a pele sensível, deve evitar estes produtos e investir em cremes com uma ótima qualidade, que não irritem a pele, criados especificamente para responder a este problema. "Se tiver uma pele sensível, deve procurar fórmulas simples, que sejam garantidamente bem toleradas", acrescenta a médica dermatologista.
"A qualidade do creme não é proporcional ao preço", assegura Cristina Martinez. "No entanto, os grandes laboratórios que vendem cremes mais caros também são, normalmente, os que investiram em estudos científicos que testaram a sua eficácia", desmistifica. "Hoje existem produtos muito bons para todos os tipos de pele a preços razoáveis; não vale a pena comprar as marcas mais caras", garante a dermatologista. E em relação às marcas brancas? Os produtos de cosmética são submetidos a testes rigorosos que controlam todas as fórmulas lançadas no mercado, por isso são sempre de confiança. Podem ser ou não tão eficazes quanto outros mais caros.