Culturas

Porque continuamos a adorar Dirty Dancing, 30 anos depois?

Dez razões porque nunca esqueceremos um dos musicais que marcou o cinema na década de 80.
Por Rita Silva Avelar, 22.08.2017
A 18 de março de 1988 as salas de cinema portuguesas recebiam a estreia do musical mais aguardado do primeiro trimestre do ano (havia estreado a 21 de agosto de 1987 nos Estados Unidos). Parece mentira que hoje - trinta anos depois - saibamos que um dos êxitos cinematográficos dos anos 80 foi marcado por percalços nas gravações desde o início, ao ponto de quase não acontecer.

Para começar, o orçamento para a produção era baixo. Logo na primeira semana de filmagens, umas cheias prenderam o elenco no célebre Mountain Lake Lodge (o hotel onde a Swayze diz “nobody puts baby in the corner”). Depois, a sala de produção foi assaltada e alguns membros da equipa adoeceram devido a uma intoxicação alimentar. Com todos os imprevistos, os protagonistas só tiveram duas semanas para ensaiar as cenas de dança e algumas delas foram mesmo improvisadas.

Apesar de tudo, foi a irreverência do improviso, o guião brilhante de Eleanor Bergstein, a química indiscutível entre Patrick Swayze e Jennifer Grey (como Johnny e Baby) e a nostalgia dos anos 60 que levaram ao triunfo do musical – e assim se fez história no cinema. Três décadas depois, recordamos dez razões (e factos surpreendentes) que nos relembrar porque é que Dirty Dancing foi, e continua a ser, um sucesso intemporal.

1. A cena de dança no estúdio foi improvisada. Divertidos, Patrick Swayze e Jennifer Grey estavam apenas a preparar-se e a improvisar antes das gravações da famosa cena do estúdio, mas o realizador Emile Ardolino gostou tanto da naturalidade da cena que a manteve.

2. As folhas das árvores foram pintadas. Na cena de dança dentro do lago (que hoje já não existe, secou) podemos ver as folhas das árvores a cair, apesar de estarem verdes como no verão. É que na verdade era outubro quando as filmagens foram realizadas, em pleno outono.

3. Na cena em que Jennifer Grey se ria depois de Patrick Swayze lhe passar a mão pelo corpo, a frustração no rosto de Swayze era real. É uma das cenas mais genuínas do filme porque a protagonista era sensível a cócegas, e a já tinham sido feitas várias tentativas. Swayze, por sua vez, sentia-se frustrado pelas inúmeras tentativas.

4. Val Kimler era o ator escolhido para interpretar Johhny, mas recusou. Billy também era uma opção, mas era mau dançarino.

5. Grey e Swayze encarnaram personagens 10 anos mais novas. Jennifer tinha 26 quando no casting para o papel convenceu os produtos que poderia interpretar uma personagem com apenas 16 anos. Patrick tinha na realidade 34 quando deu vida a Johnny, de apenas 24.

6. Swayze quis fazer as acrobacias sozinho. Nas cenas filmadas em cima do tronco, o ator não quis que nenhum sósia o substituísse, acabando por cair várias vezes e magoar o joelho.

7. Duas semanas de ensaios, apenas. Depois, todos os números de dança entre o par foram filmados em 44 dias.

8. A música She's Like The Wind não foi escrita para o filme. Era originalmente destinada para o filme A Volta por Cima, de 1984, mas acabou por não ser usada no filme, e fez parte de uma das cenas mais conhecidas de Dirty Dancing.

9. Cynthia Rodes era demasiado bonita numa cena trágica. Foi preciso colocar maquilhagem extra na atriz, quando a sua personagem Penny devia estar no hospital com um aspecto lastimável. Estava demasiado bonita, dizia a equipa.

10. Patrick Swayze não queria que a frase ‘nobody puts baby in the corner’ entrasse. Lutou até ao fim com a produção para que não fosse incluída. Hoje é uma das frases mais célebres do cinema.
Tags: jennifer grey dança comigo patrick swayze mountain lake lodge estados unidos eleanor bergstein like the wind cinema johnny baby dirty dancing anos oitenta. musicais
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