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O festival de cinema mais aterrorizante do ano está de volta

A 15.ª edição do MOTELX arranca dia 7 de setembro e estende-se até dia 13, no Cinema São Jorge. Conheça os destaques a não perder este ano.

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31 de agosto de 2021 | Rita Silva Avelar

Durante sete dias, mais de 70 filmes chegam ao Cinema São Jorge, em Lisboa, de 7 a 13 de setembro, para celebrar o melhor do terror. Além das exibições, MOTELX (Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa) conta com programação para os mais novos, conversas e reflexões sobre vários aspectos do cinema de género nacional e internacional, sempre numa ótica de mostrar o que de melhor se faz no género terror e como este se pode transfigurar ao cruzar-se com outras expressões artísticas como a comédia ou o drama.

A estreia arranca com "The Green Knight" de David Lowery, no dia 7, enquanto o encerramento acontece com "The Night House" de David Bruckner. Na secção Serviço de Quarto, aos títulos já revelados como "Black Medusa" e "Violation", juntam-se películas oriundas de países forasteiros como "Sweetie, You Won’t Believe It" de Ernar Nurgaliev (Cazaquistão), "Three" de Pak Ruslan (Cazaquistão, Coreia do Sul e Uzbequistão) e "Gaia" de Jaco Bouwer (África do Sul). Tal como a exibição de "The Night" do iraniano Kourosh Ahari. Outras produções em destaque são "Mad God", de Phil Tippett, "Willy’s Wonderland" de Kevin Lewis, "Fukushima 50" de Setsurô Wakamatsu ou "After Blue" do francês Bertrand Mandico.

Dentro da secção Fúria Assassina - Mulheres Serial Killer, que tem por missão desconstruir o estereótipo da representação masculina nos filmes de terror, vai ser exibido "Office Killer" (1997) de Cindy Sherman, entre outros.

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A Competição de Longas Europeias apresenta 8 filmes de 7 países nesta edição do MOTELX: Espanha, França (com duas películas), Reino Unido, País de Gales, Itália, Suécia e Portugal, que compete com "Um Fio de Baba Escarlate" de Carlos Conceição.

A competição mais importante do MOTELX, que se propõe a revelar novos talentos do emergente terror nacional, conta com 12 propostas de curtas-metragens, a competir pelo maior prémio monetário nacional. Em destaque está o promissor, enigmático e intrigante "Meu Castelo, Minha Casa", de José Mira, que vai ser exibido duas vezes no festival, o melodramático "Calor", de Jacopo Wassermann, e o psicanalítico "Sombra", de Raquel Martins. Juntam-se ainda o "ClassiFicção", de Inês Albuquerque, o "Final Girl", de Emanuele Bosco, "Cabra Cega", de Marcos Koe,"A Máscara dos Porcos", de Tiago Pimentel, "Oblívio", de Ricardo M. Leite, "O Nosso Reino", de Luís Costa, e "Por um Punhado de Trocos", de Chico Noras. Em competição estão ainda Guilherme Daniel ("Os Abismos da Alma"), vencedor de duas edições deste concurso, Francisco Lacerda, com "Misericórdia". Estes 12 filmes estarão também em competição para o Méliès D’argent – Melhor Curta Europeia, juntamente com mais 11 curtas europeias.



Os debates contam com presenças como os produtores Josh C. Waller, Camille Gatin, Elan Gale, Emily Gotto e Molly Quinn, para discutir o processo geral da criação de filmes de género, no dia 11, às 15h30 ou com a dupla produtor/realizador portuguesa Tino Navarro e Joaquim Leitão, autores da trilogia inacabada sobre a guerra do Ultramar que, no festival, será representada pelas longas-metragens "Inferno" (1999) e "20,13 Purgatório" (2006), na secção Quarto Perdido, no dia 12, a partir da 17h.
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Todas as atividades são de entrada livre - mediante inscrição prévia para o geral@motelx.org - e respeitam as recomendações da DGS. Os bilhetes estarão à venda na Ticketline.

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