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Metade dos homens norte-americanos acreditam que a desigualdade salarial é um problema inventado pela política

Este foi o resultado de um estudo apresentado no dia da igualdade salarial nos Estados Unidos da América.

Cerca de metade dos homens norte-americanos inquiridos no estudo publicado na revista Time, não acreditam na desigualdade salarial
Cerca de metade dos homens norte-americanos inquiridos no estudo publicado na revista Time, não acreditam na desigualdade salarial
05 de abril de 2019 | Inês Fernandes

A pesquisa foi realizada pelo site SurveyMonkey e divulgada na revista Time, no dia da desigualdade salarial nos Estados Unidos da América.

O estudo inquiriu 8566 adultos norte-americanos sobre a diferença salarial entre mulheres e homens. Cerca de 46% dos homens inquiridos crêem que esta desigualdade "é inventada para servir fins políticos" e que não é "um problema legítimo". Conclui-se ainda que cerca de 24% dos homens entre os 18 e os 34 anos acreditam que os relatórios que os media fazem sobre a diferença salarial entre homens e mulheres são "fake news".

No geral, 62% dos norte-americanos acreditam que os homens ganham mais do que as mulheres, por trabalhos semelhantes, com foco nos homens e nos mais jovens que dizem incorrectamente que esta disparidade não existe.

Quando questionados sobre a razão para existir esta diferença salarial – nos EUA, a cada dólar que um homem ganha, uma mulher ganha 80 cêntimos – as mulheres citaram preconceito e sexismo, enquanto os homens afirmam que as mulheres trabalham menos e que "geralmente escolhem carreiras que não pagam tanto".

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Quando perguntaram o que achavam das mulheres receberem menos do que os homens por trabalhos semelhantes, 71% das mulheres consideraram "muito injusto" contra 48% dos homens. 62% das mulheres citaram que ainda existem grandes obstáculos a derrubar para atingir a igualdade salarial e cerca de 58% dos homens acreditam que estes problemas já estão em grande parte ultrapassados.

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