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Em Minha Casa | Inês Meneses: “O encanto da rádio ainda é um mistério”
Inês Meneses estreia o primeiro episódio da série Em Minha Casa. E isto foi tudo o que descobrimos entre as quatro paredes da voz da rádio que tão bem conhecemos.
Eram 14h20 – dez minutos antes da hora combinada – quando a voz distinta e cativante que tão bem conhecemos da rádio nos dá as boas-vindas ao abrir a porta de casa. Entramos, como verdadeiras intrusas em território inexplorado, mas o sorriso de Inês deita por terra todas as cerimónias, todos os constrangimentos (por estarmos prestes a invadir propriedade privada, a descobrir-lhe alguns dos segredos). Num ímpeto de curiosidade (inata, percebemos desde logo), pede para explicar tudo o que queremos fazer.
Inês é uma das vozes femininas mais reconhecíveis em Portugal, uma comunicadora do mundo. Começou na rádio aos 16 anos, na rádio em Vila do Conde, e aos 18 estava na Nova Era (no Porto), mas rapidamente passou para a TSF, a convite de José Alberto Carvalho. Mais tarde, era a vez de Carlos Vaz Marques a levar para o Programa da Manhã. Hoje, e depois de 12 anos, mudou-se para a Radar (Lisboa, 97.8 fm), onde conduz o programa Fala com Ela, mas também a podemos encontrar na Antena 1, no programa O Amor é…,ao lado de Júlio Machado Vaz. Escreveu sob pseudónimo O Sexo e a Cidália em várias publicações durante 12 anos e hoje podemos lê-la também no semanário Expresso.
Quando, sentadas na sala de estar, lhe perguntámos qual foi coisa mais indiscreta que lhe disseram sobre a sua voz, não hesitou. "Houve um rapaz no Lux que me encontrou e, nunca me tendo visto, disse-me (já um pouco alterado): ‘O meu sonho era que um dia a Inês Meneses me dissesse ‘bom dia, Lisboa.’ Será que podes fazer isso?’ E eu disse: ‘Acho que posso fazer isso por ti.’" Inês disse-lhe a frase ao ouvido. Sobre se o encanto da rádio sobrevive à era da imagem e da velocidade, Inês não tem dúvidas. "O encanto da rádio é ainda um mistério que nós conseguimos passar, apesar de toda a gente já conhecer as nossas caras, hoje em dia estamos em todo o lado. O encanto da rádio é ainda a capacidade de pormos no outro a imaginação. Uma coisa de que gosto bastante é o facto de diariamente as pessoas, mediante as músicas que eu passo, tentarem perceber se eu estou contente ou triste, se estou apaixonada ou se vivo um desamor. Isso não se consegue com outro meio de comunicação, a rádio tem sempre um véu sobre aquilo que sai", revela.
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