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Abriu o primeiro museu dedicado à filigrana

A House of Filigree abriu as portas na cidade do Porto com o objetivo de enaltecer e promover uma das mais antigas e prestigiadas técnicas de ourivesaria: a filigrana.

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09 de dezembro de 2019 | Vitória Amaral

Instalada num edifício emblemático do século XIX no coração da cidade do Porto, a House of Filigree desdobra-se em três vertentes: o Museu, o Atelier e a Boutique. A casa nasce pelas mãos de Luísa e Pedro Rosas, filhos de David Rosas – fundador da empresa e marca homónimas de alta joalharia e relojoaria – e pertencentes à quinta geração de uma família com ligações à ourivesaria desde meados do século XIX. "O nosso objectivo é proteger e divulgar uma tradição de cultura a excelência em Portugal, que se encontra ameaçada e desvalorizada pela proliferação de peças de fabrico industrial produzidas em massa por injeção em moldes", explica Luísa Rosas.  

O Museu propõe uma viagem imersiva pelo universo e história da arte da filigrana portuguesa com a curadoria de Paulo Valente. A exposição permanente intitulada Filigranas Portuguesas. Da perícia da técnica à elegância do uso conta com um espólio de peças emblemáticas que datam dos séculos XIX, XX e XXI, assim como um conjunto de vários instrumentos utilizados na produção tradicional, da preparação do fio à construção da armação e enchimento.

A coleção de ourivesaria, com mais de uma centena de peças, contempla a ourivesaria de adorno nas tipologias tradicionais (pendentes, relicários, cruzes de Malta, brincos e arrecadas), assim como peças de uso pessoal e decorativo e esculturas. A mostra inclui ainda um atelier no qual os visitantes poderão apreciar ao vivo a minúcia e perícia de artesãos que se encontram ali em permanência. Numa altura em que é urgente promover o talento dos artesãos, a House of Filigree pretende ser um centro de formação para os novos artífices, possibilitando a criação e oportunidades de trabalho e assim garantindo a continuidade da arte.

Esta iniciativa partiu de uma pequena coleção da família dos promotores, enriquecida com aquisições no mercado de leilões e antiguidades, e algumas a particulares. A casa integra ainda uma boutique de peças em filigrana que estarão disponíveis nos segmentos Heritage e Contemporary (em português, história e contemporaneidade). A House of Filigree pretende contribuir para a preservação e divulgação do talento nesta área cuja técnica, minúcia e perícia têm um valor absolutamente incalculável.  

 

 

 

 

 

Saiba mais House of Filigree, filigrana, ourivesaria, joalharia, David Rosas, Porto, museu, boutique, atelier
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